Batismo das Crianças - DOC - Liturgia Diária da Igreja Católica Apostólica Romana

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R I T U A L    R O M A N O
REfORMADO POR DECRETO DO CONCíLIO ECuMéNICO vATICANO II E PROMuLgADO POR AuTORIDADE DE S. S. O PAPA PAuLO vI
CELEBRAÇÃO DO
BAPTISMO   DAS  CRIANÇAS
SEguNDA EDIÇÃO TíPICA
g. C. – gRÁfICA DE COIMBRA CONfERêNCIA EPISCOPAL PORTuguESA

INICIAÇÃO CRISTÃ
PRELIMINARES gERAIS
1.                              Pelos sacramentos da iniciação cristã, os homens, libertos do poder das trevas, mortos com Cristo, e com Ele sepultados e ressuscitados, recebem o Espírito de  adopção  filial e celebram, com todo o povo de Deus, o memorial da morte e ressurreição do Senhor.1
2.                              Com efeito, unidos a Cristo pelo Baptismo, eles são constituídos em povo de Deus e, depois de recebido o perdão de todos os pecados, libertos do poder das trevas, passam ao estado de filhos adoptivos,2 feitos nova criatura pela água e  pelo Espírito Santo, pelo que são chamados e são de verdade filhos de Deus.3
                
1    Conc. Vat.  II, Decr. sobre a actividade missionária da Igreja, Ad gentes,   n. 14.
2 Cf. Col 1, 13; Rom 8, 15; gal 4, 5; cf. Conc. Trid., Sess. vI, Decr. de
iustificatione, cap. 4: Denz. 796 (1524).
3 Cf. 1 Jo 3, 1.

Assinalados na Confirmação com o dom do mesmo Espíri- to, são mais perfeitamente configurados ao Senhor e repletos do Espírito Santo, para levarem o Corpo de Cristo, o mais depressa possível, à plenitude, dando testemunho d’Ele no mundo.4
finalmente, participando na assembleia eucarística, comem a carne do filho do homem e bebem o seu sangue, para receberem a vida eterna 5 e exprimirem a unidade do povo de Deus; oferecendo-se a si mesmos com Cristo, participam no sacrifício universal, que é toda a cidade redimida,6 oferecida a Deus pelo sumo Sacerdote; e fazem com que, por uma efusão mais plena do Espírito Santo, todo o género humano chegue à unidade da família de Deus.7
Por isso, os três sacramentos da iniciação de tal modo estão unidos entre si, que, por eles, os fiéis chegam ao seu pleno desenvolvimento, e exercem a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo.8
                
4 Cf. Conc. Vat. II, Dect. sobre a actividade missionária da Igreja, Ad gen- tes, n. 36.
5 Cf. Jo 6, 55.
6 S. Agostinho, De Civitate Dei, X, 6: PL 41, 284; Conc. vat.  II,  Const. dogm. sobre a Igreja, Lumen gentium, n. 11; Decr. sobre o ministério e a vida dos presbíteros, Presbyterorum ordinis, n. 2.
7 Cf. Conc. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja, Lumen gentium, n. 28.
8 Cf. ibid., n. 31.

I.  DIgNIDADE DO BAPTISMO
3.                              O Baptismo, porta da vida e do reino, é o primeiro sacra- mento da nova lei, que Cristo propôs a todos para terem a vida eterna,9 e, em seguida, confiou à sua Igreja, juntamente com       o Evangelho, quando mandou aos Apóstolos: «Ide e ensinai todos os povos, baptizando-os em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo».10 Por essa razão, o Baptismo é, em primeiro lugar, o sacramento daquela fé pela qual os homens, ilumi- nados pela graça do Espírito Santo, respondem ao Evangelho   de Cristo. Assim, não há nada que a Igreja deseje tanto, nem missão que considere mais própria de si do que despertar a todos, catecúmenos, pais das crianças a baptizar e padrinhos, para esta fé verdadeira e activa pela qual, aderindo a Cristo, iniciam ou confirmam o pacto da nova aliança. A esse fim se ordenam, de facto, quer a formação pastoral dos catecúmenos e a preparação dos pais, quer a celebração da palavra de Deus e a profissão de fé baptismal.
4.                              Além disso, o Baptismo é o sacramento pelo qual os ho- mens se tornam membros do corpo da Igreja, edificados uns com os outros em morada de Deus no Espírito,11 e em sacer- dócio real e povo santo;12 é também o vínculo sacramental da unidade que existe entre todos os que são assinalados por ele.13
                
9    Cf. Jo 3, 5.
10   Mt 28, 19.
11   Cf. Ef 2, 22.
12   Cf. 1 Pe 2, 9.
13 Conc. vat. II, Decr. sobre o ecumenismo, Unitatis redintegratio, n. 22.

Em razão desse efeito imutável, que a própria celebração do sacramento na liturgia latina manifesta, quando os baptizados são ungidos com o Crisma na presença do povo de Deus, o rito do Baptismo é tido na maior estima por todos os cristãos, e a ninguém é lícito repeti-lo uma vez celebrado, validamente, ain- da que pelos irmãos separados.
5.                              O Baptismo, banho de  água acompanhado  da  palavra da vida,14 limpa os homens de toda a mancha de culpa, tanto original como pessoal, e torna-os participantes da natureza divina 15 e da adopção de filhos.16 Com efeito,  o  Baptismo, como se proclama nas orações da bênção da água, é o banho    de regeneração dos filhos de Deus 17 e do seu nascimento do  alto. A invocação da Santíssima Trindade sobre os baptizandos faz com que estes, marcados pelo seu nome, Lhe sejam consa- grados e entrem em comunhão com o Pai, o filho e o Espírito Santo. Para essa dignidade tão sublime preparam e a ela con- duzem as leituras bíblicas, a oração da assembleia, e a tríplice profissão de fé.
6.                              Superando de longe as purificações da antiga lei, o Baptismo produz estes efeitos pela força do mistério da Paixão e Ressurreição do Senhor. Na verdade, os que são baptizados, são configurados com Cristo por morte semelhante à sua, sepultados com Ele na morte,18 também n’Ele são restituídos
                
14   Cf. Ef 5, 26.
15   Cf. 2 Pe 1, 4.
16 Cf. Rom 8, 15; gal 4, 5.
17 Cf. Tit 3, 5.
18 Cf. Rom 6, 5. 4.

à vida e juntamente com Ele ressuscitam.19 No Baptismo, nada mais se comemora e realiza senão o mistério pascal, enquanto nele os homens passam da morte do pecado para a vida. Por isso, na sua celebração, sobretudo quando esta se realiza na vigília pascal ou em dia de domingo, é necessário que se torne manifesta a alegria da ressurreição.
II.       fuNÇÕES E MINISTéRIOS NA CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
7.                              A preparação do Baptismo e a formação cristã são grande dever do povo de Deus, isto é, da Igreja, que transmite e ali- menta a fé recebida dos Apóstolos.  Pelo ministério da Igreja,  os adultos são chamados pelo Espírito Santo ao Evangelho, e as crianças são baptizadas e educadas na fé da mesma Igreja.
Importa muito, pois, que, já na preparação do Baptismo, os catequistas e outros leigos cooperem com os sacerdotes e diáconos. Além disso, é de toda a conveniência que o povo de Deus, representado não só pelos padrinhos, pais e parentes mais próximos, mas também, na medida do possível, pelos amigos     e familiares, vizinhos e alguns membros da Igreja local, tome parte activa na celebração do Baptismo, para que deste modo se manifeste a fé comum e se exprima comunitariamente a alegria com que os neobaptizados são recebidos na Igreja.
                
19 Cf. Ef 2, 5. 6.

8.                              Segundo costume antiquíssimo da Igreja, o adulto não deve ser admitido ao Baptismo sem um padrinho, escolhido de entre os membros da comunidade cristã, o qual o ajudará pelo menos na última preparação para o sacramento e, após o Baptis- mo, contribuirá para a sua perseverança na fé e na vida cristã.
Também no Baptismo de uma criança deve haver um padrinho, que represente a família do baptizando espiritualmente ampliada e a Igreja Mãe, e que, oportunamente, ajude os pais, para que a criança venha a professar a fé e a exprimi-la na vida.
9.                              O padrinho intervém pelo menos nos últimos ritos do catecumenado e na própria celebração do Baptismo, quer para testemunhar a fé do baptizando adulto, quer para professar, juntamente com os pais, a fé da Igreja na qual a criança é baptizada.
10.                        Por isso, a fim de realizar os actos litúrgicos que lhe são próprios, dos quais se falou no n. 9, é conveniente que o padri- nho, escolhido pelo catecúmeno ou pela família, reúna, a juízo do pastor de almas, as qualidades seguintes:
1)   tenha sido designado pelo próprio baptizando, pelos pais ou por quem as vezes destes fizer ou, na falta deles, pelo pároco ou pelo ministro, e possua a capacidade e intenção de desempenhar este múnus;
2)   tenha maturidade suficiente para desempenhar esta função, o que se presume se já completou os dezasseis anos de idade, a não ser que tenha sido determinada outra idade pelo Bispo diocesano ou, por justa causa, o pároco ou o ministro en- tendam que deve admitir-se excepção;

3)   tenha sido iniciado pelos três sacramentos do Baptismo, da Confirmação e da Eucaristia, e leve vida de acordo com a fé e a função que vai desempenhar;
4)   não seja o pai ou a mãe do baptizando;
5)   haja um padrinho ou uma madrinha, ou então um
padrinho e uma madrinha;
6)   pertença à Igreja católica e não esteja impedido, pelo direito, de exercer esta função. Todavia, um baptizado que não pertença à comunidade católica, e possua a fé de Cristo, pode, se os pais o desejarem, ser admitido juntamente com um padrinho católico (ou uma madrinha católica) como testemunha cristã do Baptismo.19bis No que se refere aos orientais separados tenha-se em conta, se for preciso, a disciplina particular para as Igrejas orientais.
11.                        Os ministros ordinários do Baptismo são os Bispos, os presbíteros e os diáconos.
1)   Em qualquer celebração deste sacramento, lembrem-se que actuam, na Igreja, em nome de Cristo e pelo poder do Espí- rito Santo. Sejam, por isso, diligentes na transmissão da palavra de Deus e na realização do mistério.
2)   Evitem também qualquer atitude que possa, com fun- damento, ser interpretada pelos fiéis como discriminação de pessoas.20
                
19bis Cf. CIC, can. 873 e 874 § 1 e § 2.
20 Cf. Conc. vat. II, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Con- cilium, n. 32; Const. past. sobre a Igreja do  nosso  tempo,  Gaudium  et spes, n. 29.

3)   Excepto em caso de necessidade, não confiram o Bap- tismo em território alheio, sem a devida licença, nem mesmo aos seus súbditos.
12.                        Os Bispos, como principais dispensadores dos mistérios de Deus e ordenadores de toda a vida litúrgica na Igreja que  lhes foi confiada,21 regulam a  administração  do Baptismo,  pelo qual é concedida a participação no sacerdócio real de Cristo.22 Não deixem de celebrar pessoalmente o Baptismo, sobretudo na vigília pascal. De modo particular lhes estão confiados o Baptismo dos adultos e o cuidado da preparação  dos catecúmenos.
13.                        Compete aos pastores que são párocos prestar auxílio ao Bispo na formação e no Baptismo dos adultos a si confiados, a não ser que ele organize as coisas de outro modo. Pertence-lhes, também, auxiliados por catequistas e por outros leigos compe- tentes, preparar e ajudar com meios pastorais adequados os pais e os padrinhos das crianças que vão ser baptizadas, e, por fim, conferir o Baptismo a estas crianças.
14.                        Os outros presbíteros e os diáconos, como cooperadores do ministério do Bispo e dos párocos, preparam para o Baptismo e conferem-no quando o Bispo ou o pároco para tal os convidam ou lhes dão consentimento.
15.                        O celebrante pode ser ajudado por outros presbíteros ou diáconos, e também por leigos no que a estes diz respeito, so- bretudo quando os baptizandos forem muitos, como se prevê nas respectivas partes do rito.
                
21 Conc. vat. II, Decr. sobre o múnus pastoral dos Bispos, Christus Domi-  nus, n. 15.
22 Conc. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja, Lumen gentium, n. 26.

16.                        Na ausência de sacerdote ou diácono, em perigo iminente e sobretudo em artigo de morte, qualquer fiel ou mesmo qual- quer pessoa animada da intenção devida, pode e por vezes até deve conferir o Baptismo. Se, porém, se tratar apenas de perigo de morte, o sacramento deve ser conferido, quanto possível, por um fiel, e segundo o Rito Breve que se encontra mais adiante (nn. 157-164). Convém, todavia, mesmo neste caso, que se re- úna uma pequena comunidade ou que haja, pelo menos, se for possível, uma ou duas testemunhas.
17.                        Todos os leigos, como membros que são do povo sacerdotal, e sobretudo os pais e, em razão das suas funções, os catequistas, as parteiras, as assistentes familiares e sociais, as enfermeiras, os médicos e cirurgiões, procurem conhecer bem, segundo a própria capacidade, a maneira correcta de baptizar em caso de necessidade. Sejam para isso ensinados pelos párocos, diáconos e catequistas; e dentro da diocese, prevejam os Bispos meios adequados para a sua formação.
III.        O QuE SE REQuER PARA A CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
18.                        A água para o Baptismo deve ser natural e limpa, quer para exprimir a verdade do sinal, quer por razões de higiene.
19.                        A fonte baptismal ou o recipiente em que, quando for o caso, se prepara a água para a celebração do Baptismo no pres- bitério, há-de brilhar pelo asseio e bom gosto artístico.

20.                        Pode prever-se também, segundo as necessidades locais, a possibilidade de aquecer a água.
21.                        A não ser em caso de necessidade, o sacerdote ou o diá- cono não baptize senão com água benzida para este fim. Se a consagração da água tiver sido feita na vigília pascal, conserve-
-se e utilize-se esta água, na medida do possível, durante todo    o Tempo Pascal, para afirmar mais claramente a união do sacramento com o mistério pascal. Mas fora do Tempo  Pascal,  é preferível que se benza a água para cada uma das celebrações, a fim de significar claramente, pelas próprias palavras da consa- gração, o mistério da salvação que a Igreja recorda e proclama.
Se o baptistério estiver construído em forma de fonte de
água corrente, a bênção será dada à água jorrando da fonte.
22.                        Podem usar-se legitimamente quer o rito de imersão, que é mais apto para significar a participação na morte e ressurreição de Cristo, quer o rito de infusão.
23.                        As palavras pelas quais, na Igreja latina, se confere o Baptismo, são estas: «Eu te baptizo em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo».
24.                       Para a celebração da palavra de Deus prepare-se um lugar
adequado no baptistério ou na igreja.
25.                        O baptistério, ou lugar onde está a fonte baptismal com água corrente ou não, é reservado ao sacramento do Baptismo    e deve ser verdadeiramente digno, pois ali renascem os cristãos pela água e pelo Espírito Santo. Seja em capela situada dentro ou fora da igreja, seja em outro lugar dentro da igreja à vista dos fiéis, de futuro construir-se-á por forma a corresponder a uma numerosa participação.

Terminado o tempo da Páscoa, é conveniente conservar o círio pascal em lugar de honra no baptistério, para se acender na celebração do Baptismo e nele se poderem acender facilmente as velas dos baptizandos.
26.                        Os ritos que, na celebração do Baptismo, devem ser realizados fora do baptistério, celebrem-se nos lugares da igreja que mais adequadamente respondam ao número das pessoas presentes e às diversas partes da liturgia baptismal. Para aqueles ritos que costumam realizar-se no baptistério, também podem escolher-se outros lugares mais aptos  na  igreja, se  a  capela do baptistério for demasiado pequena para conter todos os catecúmenos ou todas as pessoas presentes.
27.                        Para todas as crianças recém-nascidas deve realizar-se, na medida do possível, uma celebração comum do Baptismo no mesmo dia. Mas, na mesma igreja e no mesmo dia, não deve celebrar-se duas vezes o sacramento, a não ser por justa causa.
28.                        Sobre o tempo da celebração do Baptismo, tanto dos adultos como das crianças, serão dados outros pormenores mais adiante. Mas a celebração do sacramento deverá manifestar sempre o carácter pascal que lhe é próprio.
29.                        Os párocos devem registar cuidadosamente e sem demora, no livro dos baptismos, os nomes dos baptizados, fazendo menção do ministro, dos pais e dos padrinhos, do lugar e do    dia em que o Baptismo foi celebrado, e de tudo o mais que em matéria de registo paroquial a legislação diocesana prescrever.

Iv. ADAPTAÇÕES QuE COMPETEM ÀS CONfERêNCIAS EPISCOPAIS
30.                        Compete às Conferências Episcopais, por força da Constituição sobre a Sagrada Liturgia (art. 63 b), preparar nos Rituais particulares um título que corresponda a este título do Ritual Romano, adaptado às necessidades de cada região, para que, depois de confirmado pela Sé Apostólica, seja usado nas regiões a que diz respeito.
Neste assunto, compete às Conferências Episcopais:
1)   Definir as adaptações de que se fala no art. 39 da
Constituição sobre a Sagrada Liturgia.
2)   Considerar com atenção e prudência o que pode ser aceite dos costumes e da índole de cada povo, e propor à Sé Apostólica outras adaptações que forem julgadas úteis ou neces- sárias e introduzi-las com o consentimento da mesma.
3)   Manter ou adaptar os elementos próprios dos Rituais particulares já existentes, desde que possam conciliar-se com a Constituição sobre a Sagrada Liturgia e com as necessidades do tempo actual.
4)   Preparar as traduções dos textos de modo a adaptá-los  à índole das várias línguas e culturas, e acrescentar, sempre que parecer oportuno, melodias aptas para serem cantadas.
5)   Adaptar e completar os Preliminares do Ritual Roma- no, de modo que os ministros entendam bem o significado dos ritos e os realizem com perfeição.

6)   Nas edições dos livros litúrgicos que hão-de ser preparados pelas Conferências Episcopais, ordenar a matéria da maneira que parecer mais apropriada para o uso pastoral.
31.                        Tendo em consideração sobretudo as normas dadas nos nn. 37-40 e 65 da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, pertence  às Conferências Episcopais, nas  terras de  missão,  julgar se  os elementos de iniciação, em uso nalguns povos, podem ser acomodados ao rito do Baptismo cristão, e decidir se nele devem ser admitidos.
32.                        Quando o Ritual Romano do Baptismo propõe várias fórmulas à escolha, os Rituais particulares podem acrescentar outras fórmulas do mesmo género.
33.                        Como a celebração do  Baptismo  recebe grande  ajuda  do canto, na medida em que este desperta a unanimidade das pessoas presentes, favorece a sua oração comum e, enfim, exprime a alegria pascal que o rito deve manifestar, procurem  as Conferências Episcopais estimular e ajudar os compositores musicais a comporem melodias para os textos litúrgicos, dignas de serem cantadas pelos fiéis.
v. ACOMODAÇÕES QuE COMPETEM AO MINISTRO
34.                        O ministro, tendo em conta as circunstâncias e outras necessidades, bem como os desejos dos fiéis, usará livremente das faculdades concedidas no rito.

35.                        Além das adaptações previstas no Ritual Romano para o diálogo e para as bênçãos, pertence ao ministro, atentas as diver- sas circunstâncias, introduzir algumas acomodações, das quais se tratará mais em pormenor nos Preliminares do Baptismo dos adultos e das crianças.

BAPTISMO DAS CRIANÇAS
PRELIMINARES
I.  IMPORTÂNCIA DO BAPTISMO DAS CRIANÇAS
1.   Por meninos ou crianças entendem-se aqueles que, por não terem chegado ainda ao uso da razão, não podem professar fé própria.
2.   A Igreja, a quem foi confiada a missão de evangelizar e de baptizar, desde os primeiros séculos baptizou não só os adultos mas também as crianças. Nas palavras do Senhor: «Quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus»,1 ela sempre entendeu que as crianças não devem ser privadas do Baptismo, uma vez que são baptizadas na fé da Igreja, proclamada pelos pais e padrinhos e por todos os fiéis presentes. Neles está representada tanto a Igreja local, como a comunidade universal dos santos e dos fiéis: a mãe Igreja, que, toda ela, gera a todos e a cada um.2
                
1 Jo 3, 5.
2 S. Agostinho, Epist. 98, 5: PL 33, 362.

3.   Para completar a verdade do sacramento é, contudo, ne- cessário que as crianças sejam, depois, educadas na fé em que foram baptizadas. O fundamento desta formação será o próprio sacramento que receberam.   A educação cristã, que por direi-   to é devida às crianças, nada mais pretende do que levá-las a descobrir pouco a pouco o plano de Deus em Cristo, para que, finalmente, possam ratificar por si mesmas a fé em que foram baptizadas.
II.   MINISTéRIOS E fuNÇÕES NA CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
4.   O povo de Deus, isto é a Igreja, representada pela comu- nidade local, tem um papel importante no Baptismo, tanto dos adultos como das crianças.
A criança, com efeito, quer antes quer depois da celebração do sacramento, tem direito a receber amor e ajuda   da comunidade. Dentro do próprio rito, além do que se disse   no n. 7 dos Preliminares gerais acerca do papel da assembleia reunida, a comunidade exerce a sua função ao manifestar o seu assentimento juntamente com o celebrante, após a profissão de fé dos pais e dos padrinhos. Assim se manifesta que a fé, na qual as crianças são baptizadas, não é tesouro apenas de uma família mas sim de toda a Igreja de Cristo.
5.   Pela ordem da própria criação, o ministério e a função dos pais no Baptismo das crianças têm prioridade sobre a função dos padrinhos.

1)   Antes da celebração do sacramento, é muito importante que os pais,  movidos  pela sua    ou ajudados  por  amigos ou outros membros da comunidade, se preparem para uma celebração consciente, recorrendo a meios apropriados, tais como livros, opúsculos e catecismos destinados às famílias. O pároco, pessoalmente ou por outras pessoas, procure visitá-los, ou até reunir simultaneamente várias famílias e prepará-las, através de reflexões pastorais e oração em comum, para a próxima celebração.
2)   é da maior importância que os pais da criança a bapti- zar estejam presentes na celebração em que seu filho renascerá pela água e pelo Espírito Santo.
3)   Os pais da criança exercem funções verdadeiramente próprias na celebração do Baptismo. Com efeito, além das mo- nições do celebrante que escutam, e da oração que fazem com toda a assembleia dos fiéis, realizam um verdadeiro ministério:
a)   quando pedem publicamente que o filho seja bapti-
zado;
b)   quando, depois do celebrante, o assinalam com o
sinal da cruz na fronte;
c)    quando declaram renunciar a Satanás e fazem a pro-
fissão de fé;
d)   quando levam o filho à fonte baptismal (função que
pertence, em primeiro lugar, à mãe);
e)    quando seguram a vela acesa;
f)     quando recebem a bênção especialmente destinada às mães e aos pais.

4)   Se acaso algum deles não puder fazer a profissão de   fé, por exemplo por não ser católico, pode permanecer calado. Apenas se lhe pedirá, uma vez que pede o Baptismo do filho, que o faça educar ou pelo menos permita que ele seja educado na fé baptismal.
5)   Depois de realizado o Baptismo, os pais, por gratidão para com Deus e por fidelidade à missão que aceitaram, devem levar o filho a conhecer Deus, de quem se tornou filho adoptivo, bem como a preparar-se para receber a Confirmação e participar na Eucaristia. No cumprimento deste dever serão de novo aju- dados pelo pároco, através de meios adequados.
6.   Para cada criança pode admitir-se um padrinho e uma ma- drinha. Contudo, no Ritual, um e outro serão designados pela palavra «padrinho».
7.   Além do que se disse sobre o ministro ordinário nos Preli- minares gerais (nn. 11-15), atenda-se ao seguinte:
1)   Compete aos pastores preparar as famílias para o Bap- tismo dos filhos e ajudá-las a realizar a missão de os educar, que a partir daí receberam. Compete, porém, ao Bispo, coordenar, na sua diocese, essas iniciativas pastorais, em que colaborarão também diáconos e leigos.
2)   Além disso, compete aos pastores empenharem-se para que qualquer celebração do Baptismo se faça com a devida dig- nidade e seja, na medida do possível, adaptada às situações e  aos desejos das famílias. Aquele que baptiza deve realizar o rito com cuidado e piedosamente, e há-de saber também mostrar-se humano e afável para com todos.

III.  TEMPO E LugAR DO BAPTISMO DAS CRIANÇAS
8.   No que se refere ao tempo para conferir o Baptismo, há-de ter-se em conta, em primeiro lugar, a salvação da criança, para que não seja privada do benefício do sacramento; em seguida,    a saúde da mãe, para que, também ela, na medida do possível, possa estar presente; por fim, desde que isso não obste ao maior bem da criança, o cuidado pastoral, ou seja o tempo suficiente para preparar os pais e organizar a celebração de tal maneira que se possa manifestar com clareza o sentido do rito.
Por isso:
1)   Se a criança se encontra em perigo de morte, seja bap- tizada sem demora, o que é lícito fazer mesmo sem o acordo dos pais, e até no caso de se tratar de filho de pais não católicos. O Baptismo é então conferido segundo o modo adiante estabeleci- do (n. 21).
2)   Nos outros casos os pais, pelo menos um deles  ou quem legitimamente fizer as suas vezes, devem dar o seu con- sentimento para o Baptismo. Para preparar convenientemente    a celebração do sacramento, devem informar quanto antes o pároco, se for necessário mesmo antes do nascimento do filho, acerca do futuro Baptismo.
3)   A celebração do Baptismo deve fazer-se dentro das primeiras semanas após o nascimento da criança. Se faltar total- mente a esperança fundada de que ela irá ser educada na religião católica, o Baptismo deve ser diferido, segundo as normas do direito particular (cf. n. 25), explicando-se o motivo aos pais.

4)   Quando faltam as condições  acima  indicadas [cf.  2) e 3)] compete ao pároco, tendo em conta as determinações da Conferência Episcopal, estabelecer o tempo em que devem ser baptizadas as crianças.
9.   Para manifestar a natureza pascal do Baptismo, recomen- da-se que o sacramento seja celebrado na Vigília pascal ou ao domingo, dia em que a Igreja comemora a ressurreição do Senhor. Ao domingo, o Baptismo poderá ser celebrado dentro da Missa, para que toda a comunidade possa estar presente ao rito e para mais claramente se manifestar a relação entre o Bap- tismo e a Santíssima Eucaristia. Todavia, isso não deve fazer-se com demasiada frequência. As normas para a celebração do Baptismo na vigília pascal ou na Missa dominical serão dadas mais adiante.
10.   Para se ver mais claramente que o Baptismo é o sacramen- to da fé da Igreja e da agregação ao povo de Deus, celebrar-se-á habitualmente na igreja paroquial, que deve ter a sua fonte bap- tismal.
11.   Compete ao Ordinário do lugar, depois de ouvir o pároco, permitir ou mandar que haja fonte baptismal também noutra igreja ou oratório dentro dos limites da mesma paróquia. Tam- bém nesses lugares é ao pároco que pertence, normalmente, celebrar o Baptismo.
No entanto, quando por causa da distância dos lugares e outras circunstâncias, o baptizando não puder, sem grave incó- modo, ir ou ser transportado, o Baptismo pode e deve conferir-se noutra igreja ou oratório mais próximo, ou ainda noutro lugar digno, observando-se as normas estabelecidas quanto ao tempo e à estrutura da celebração (cf. nn. 8-9; 15-22).

12.   Exceptuando o caso de necessidade, não se deve celebrar  o Baptismo nas casas particulares, a não ser que o Ordinário do lugar, por causa grave, o permita.
13.   A não ser que o Bispo estabeleça outra coisa (cf. n. 11), não deve celebrar-se o Baptismo nos hospitais, salvo em caso de necessidade, ou quando outra razão pastoral o exija. Mas haja sempre o cuidado de informar o pároco, e faça-se a devida pre- paração dos pais.
14.   Enquanto se celebra a liturgia da palavra, é conveniente levar as crianças para um lugar à parte. Ter-se-á porém o cuida- do de que as mães e madrinhas participem na liturgia da palavra; para isso, confiem-se as crianças a outras senhoras.
Iv. ESTRuTuRA DO RITO DO BAPTISMO DAS CRIANÇAS
A.   Rito do Baptismo celebrado por um ministro ordinário
15.   Quer se trate de um só, quer de vários ou até de muitos baptizandos, e desde que não haja iminente perigo de morte, o celebrante deverá realizar todo o rito como aqui se descreve.
16.   O rito começa pelo acolhimento das crianças. Nele se manifestam a vontade dos pais e padrinhos e a intenção da Igreja de celebrar o sacramento do Baptismo, o que se exprime por meio do sinal da cruz feito pelos pais e pelo celebrante na fronte das crianças.

17.   A celebração da palavra de Deus tem por finalidade des- pertar, antes da realização do mistério, a fé dos pais e padri- nhos e das pessoas presentes, e alcançar o fruto do sacramento me-diante a oração comum. Os elementos desta celebração da palavra de Deus são a leitura de um ou vários textos da Sagrada Escritura, a homilia seguida de um tempo de silêncio, e a oração dos fiéis, que se conclui com uma oração em forma de exorcis- mo, a qual introduz a unção com o óleo dos catecúmenos ou a imposição das mãos.
18.   A celebração do sacramento
1)            prepara-se proximamente:
a)      pela oração solene do celebrante com a qual, invo- cando a Deus e recordando o seu desígnio de salvação, benze a água do Baptismo ou comemora a sua bênção;
b)      pela renunciação a Satanás, e pela profissão de fé dos pais e padrinhos, a que se junta o assentimento do celebrante e da comunidade; e pela última pergunta feita aos pais e padrinhos;
2)   realiza-se pela ablução com água, que pode fazer-se por imersão ou por infusão, segundo os costumes locais, e a invoca- ção da Santíssima Trindade; (*)
3)   completa-se, finalmente, primeiro pela unção do cris- ma, com a qual se significam o sacerdócio real do baptizado
                
*  Relativamente à forma de baptizar, a Conferência Episcopal Portugue-   sa, por Decreto de 25 de Março de 1985, determinou: «Siga-se o costume actual de celebrar o Baptismo por infusão.  O Baptismo por imersão, dadas  as dificuldades concretas existentes, não se administre sem a autorização do Ordinário do lugar».

e a sua inserção na comunidade do povo de Deus; conclui-se,  em seguida, com os ritos da veste branca, da vela acesa e o rito
«Effetha» (que se propõe em último lugar, como facultativo).
19.   Depois da monição do celebrante, a anunciar com antecedência a futura participação na Eucaristia, diz-se, diante do altar, a oração dominical, na qual os filhos de Deus oram ao Pai que está nos céus. Em seguida, para que a graça de Deus se derrame sobre todos, são abençoadas as mães e os pais, e todas as pessoas presentes.
B.   Rito breve do Baptismo
20.   No Rito breve do Baptismo, destinado aos catequistas,3 fazem-se o rito do acolhimento das crianças, a celebração da palavra de Deus ou a monição do ministro, e a oração dos fiéis. Diante da fonte baptismal, o ministro diz a oração para invocar a Deus e recordar a história da salvação relacionada com o Baptis- mo. feita a ablução baptismal, omite-se a unção com o crisma, diz-se a fórmula adaptada e termina-se o rito com a conclusão habitual. Omitem-se, portanto, o exorcismo e a unção com o óleo dos catecúmenos, a unção com o crisma e o «Effetha».
                
3 Cf. Conc. vat. II, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Conci- lium, n. 68.

21.   O Rito breve para baptizar uma criança em perigo de mor- te, na ausência de ministro ordinário, apresenta uma dupla estru- tura:
1)            Em artigo de morte ou na iminência da morte, quando o tempo urge, o ministro,4 omitindo tudo o mais, infunde água natural, mesmo não benzida, sobre a cabeça da criança, dizendo a fórmula habitual.5
2)            Porém, se prudentemente se julga que há tempo sufi-ciente, reúnam-se alguns fiéis e, se algum deles for capaz  de orientar uma breve oração, utilize-se o rito seguinte: monição do ministro e breve oração universal, profissão de fé dos pais ou de um padrinho, infusão da água acompanhada pelas palavras habituais. Mas se as pessoas presentes forem pouco ins-truídas, o ministro, depois de recitar em voz alta o Símbolo da fé, bapti- zará segundo o rito que se usa em artigo de morte.
22.   Também o sacerdote e o diácono, urgindo o perigo de morte, podem usar, se for preciso, o Rito breve.   No entanto,     o pároco ou outro sacerdote que goze da mesma faculdade, se tiver à mão o santo crisma e o tempo for suficiente, não deixe, depois do Baptismo, de conferir a Confirmação, omitindo, nes- te caso, a unção pos-baptismal com o crisma.
                
4 Cf. Preliminares gerais, n. 16.
5 Cf. ibid., n. 23.

v. ADAPTAÇÕES QuE AS CONfERêNCIAS EPISCOPAIS * E OS BISPOS PODEM fAZER
23.   Além das adaptações previstas nos Preliminares gerais (nn. 30-33), o rito para baptizar crianças admite outras acomoda- ções a definir pelas Conferências Episcopais.
24.   Como vem indicado no próprio Ritual Romano, com o acordo daquelas Conferências pode ser decidido o seguinte:
1)            Segundo os costumes locais, a pergunta relativa ao nome da criança a baptizar pode ser feita de vários modos, con- forme se trate de um nome já dado ou de um nome a dar no acto do Baptismo.
2)            A unção dos catecúmenos pode omitir-se (nn. 50, 87).
3)            A fórmula da renunciação pode ser abreviada ou desenvolvida (nn. 57, 94, 121).
4)            Se forem muitas as crianças a ser baptizadas ao mesmo tempo, a unção com o crisma pode omitir-se (n. 125).
5)            O rito «Effetha» pode conservar-se (nn. 65, 101).
25.   Em muitas regiões, um certo número de pais não está ainda preparado para a celebração do Baptismo. Há também alguns que pedem o Baptismo para os seus filhos, que depois não serão educados cristamente e até perderão a fé. Como
                
* As adaptações aprovadas para Portugal e para os Países africanos de língua oficial portuguesa constam das rubricas e textos respectivos, nos lugares próprios.

não basta que no decorrer do rito os pais sejam exortados e interrogados sobre a sua fé, as Conferências Episcopais, em ordem a ajudar os párocos, podem dar  orientações pastorais, em que se estabeleça um espaço de tempo mais longo antes da celebração do sacramento.
26.   Além disso, pertence ao Bispo, na sua diocese, julgar se  os catequistas podem fazer livremente a homilia ou se devem ler um texto escrito.
vI. ACOMODAÇÕES QuE COMPETEM AO MINISTRO
27.   Nas reuniões em que os pais são preparados para o Baptismo dos filhos, é muito importante que as catequeses se apoiem nas orações e nos ritos. Para o conseguir, muito ajudará a utilização de diversos elementos propostos no Ritual do Baptismo, destinados à celebração da palavra de Deus.
28.   Quando o Baptismo das crianças for celebrado durante a vigília pascal, o rito organiza-se deste modo:
1)            Antes da celebração da vigília pascal, em tempo e lugar oportuno, faz-se o rito do acolhimento das crianças. No fim deste rito, omitindo, se for conveniente, a liturgia da palavra, diz-se a oração do exorcismo e faz-se a unção com o óleo dos catecúmenos.
2)            A celebração do sacramento (nn. 56-58, 60-63) tem lugar após a bênção da água, como vem indicado no próprio rito da vigília pascal.
3)            Omite-se o assentimento do celebrante e da comunida- de (n. 59), a entrega da vela acesa (n. 64) e o rito «Effetha» (n. 65).

4)            Omite-se a conclusão do rito (nn. 67-71).
29.   Quando o Baptismo é conferido dentro da Missa domini- cal, diz-se a Missa do dia ou, nos domingos do Tempo do Natal  e do Tempo Comum, a Missa para o Baptismo das Crianças. A celebração organiza-se deste modo:
1)            O rito do acolhimento da criança (nn. 33-43) faz-se no princípio da Missa, na qual se omitem, por isso, a saudação e o acto penitencial.
2)            Na liturgia da palavra:
a)   As leituras tomam-se da Missa do domingo. Porém, no Tempo do Natal e no Tempo Comum podem tomar-se também de entre as que se propõem no Leccionário da Missa para o Baptismo ou neste Ritual (nn. 186-215).   Quando não     é permitida a Missa ritual, uma das leituras pode tomar-se dos textos previstos para a celebração do Baptismo das crianças, tendo em conta o benefício pastoral dos fiéis e a índole do dia litúrgico.
b)   A homilia faz-se a partir do texto sagrado, mas tendo em conta o Baptismo que se vai celebrar.
c)    Não se diz o Símbolo, uma vez que, em seu lugar, vem a profissão de fé que toda a comunidade faz antes do Baptismo.
d)   A oração universal toma-se de entre  as  que vêm no Ritual do Baptismo (nn. 47-48, 217-220). Porém, no fim, antes de se invocarem os Santos, junta-se a súplica pela Igreja universal e pelas necessidades do mundo.
3)   A celebração do Baptismo prossegue com a oração do exorcismo e a unção, e os demais ritos que se descrevem no Ritual (nn. 49-66).

4)   Terminada a celebração do Baptismo, a Missa continua, como de costume, com a apresentação dos dons.
5)   Para a bênção a dar no fim da Missa, o sacerdote pode utilizar uma das fórmulas propostas para o rito do Baptismo (nn. 70, 247-249).
30.   Nos dias de semana, se o Baptismo for celebrado dentro  da Missa, segue-se, em geral, o mesmo rito que nos domingos; porém, na liturgia da palavra, é permitido tomar as leituras de entre as que se propõem para o rito do Baptismo (nn. 44 e 186- 194, 204-215).
31.   De acordo com o que se diz no n. 34 dos Preliminares gerais, compete ao ministro introduzir algumas acomodações no rito, exigidas pelas circunstâncias, como por exemplo:
1)   se a mãe da criança tiver morrido de parto, ter-se-á isso em conta na monição inicial (n. 36), na oração comum (nn. 47, 217-220) e na bênção final (nn. 70, 247-248);
2)   no diálogo com os pais (nn. 37-38, 76-77) ter-se-ão  em conta as respostas deles: se não tiverem dito O Baptismo, mas A fé, ou A graça de  Cristo,  ou A entrada  na Igreja,  ou A vida eterna, o ministro não começará com as palavras Ao pedir o Baptismo..., mas sim, de forma adequada: A fé, ou A graça de Cristo, etc;
3)   o rito para apresentar à Igreja uma criança já baptizada (nn. 165-185), que foi composto só para o caso de uma criança baptizada em perigo de morte, será acomodado também a outras necessidades, por exemplo, quando as crianças tiverem sido baptizadas em tempo de perseguição religiosa ou durante um desentendimento temporário entre os pais.

CAPíTuLO I
BAPTISMO DE VÁRIAS CRIANÇAS
ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS
1.   Celebre-se o Baptismo, quanto possível, no domingo, dia em que a Igreja recorda o mistério pascal, numa celebração comum para todas as crianças nascidas há pouco tempo, e com grande número de fiéis, pelo menos dos familiares, amigos e vizinhos, e a sua participação activa.
2.   Compete ao pai e à mãe, acompanhados pelos padrinhos,
apresentar o filho à Igreja para o Baptismo.
3.   Se as crianças a baptizar forem muitas, e estiverem presentes vários sacerdotes ou diáconos, estes podem ajudar o celebrante na realização daqueles ritos que vêm indicados nos respectivos lugares.
4.   Enquanto os fiéis cantam,  se for  oportuno,  um  salmo  ou um hino apropriado, o sacerdote ou o diácono celebrante, revestido de alva ou sobrepeliz e estola, ou também de pluvial de cor festiva, vai com os ministros até à porta da igreja, ou     até ao lugar onde estão reunidos os pais e os padrinhos com os baptizandos.

SAuDAÇÃO E MONIÇÃO INICIAL
5.   O celebrante saúda os presentes, sobretudo os pais e os padrinhos, lembrando em poucas palavras a alegria com que os pais receberam os filhos como dom de Deus, que é a fonte de toda a vida e agora lhes quer dar a sua vida.
DIÁLOgO COM OS PAIS E OS PADRINHOS
6.   O celebrante interroga, em primeiro lugar, os pais de cada criança:
Celebrante:
Que nome dais ao vosso filho?
[ou: Que nome escolhestes para o vosso filho?]
Pais:                  N.
Celebrante:
Que pedis à Igreja de Deus para N.?
Pais:
O Baptismo.
No diálogo, o celebrante pode usar outras palavras.
A primeira resposta pode ser dada por outra pessoa que, segundo os costumes locais, tenha o direito de escolher o nome.
Na segunda resposta, os pais também podem usar outras palavras: por exemplo, A fé, ou A graça de Cristo, ou A entrada na Igreja, ou A vida eterna.

7.   Se os baptizandos forem muito numerosos, o celebrante pergunta conjuntamente a todos os pais o nome das crianças:     e cada família responde sucessivamente. A segunda pergunta pode ser feita, no plural, a todos ao mesmo tempo.
Celebrante:
Que nome dais aos vossos filhos ?
[ou: Que nome escolhestes para os vossos filhos?]
Cada família: N.
Celebrante:
Que pedis à Igreja de Deus para os vossos filhos?
Todos:
O Baptismo.
                
8.   Então o celebrante dirige-se aos pais com estas palavras ou outras semelhantes:
Caríssimos pais:
Pedistes o Baptismo para os vossos filhos.
Deveis educá-los na fé,
para que, observando os mandamentos,
amem a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou.
Estais conscientes do compromisso que assumis?
Pais:
Sim, estamos.

Esta resposta é dada por cada família individualmente. No entanto, se as crianças a baptizar forem muito numerosas, a resposta pode ser dada por todos ao mesmo tempo.
9.   Dirigindo-se depois aos padrinhos, o celebrante interroga-os com estas palavras ou outras semelhantes:
E vós, padrinhos,
estais decididos a ajudar os pais destas crianças nesta sua missão?
Padrinhos, ao mesmo tempo:
Sim, estamos.
10.  O celebrante continua, dizendo:
N. e N. (ou: filhinhos):
é com muita alegria que a comunidade cristã vos recebe. Em seu nome, eu vos assinalo com o sinal da cruz, e, depois de mim, os vossos pais (e padrinhos) vão também assinalar-vos com o mesmo sinal de Cristo Salvador.
E faz o sinal da cruz na fronte de cada criança, sem dizer nada. Depois convida os pais e, se parecer oportuno, os padrinhos, a fazerem o mesmo.
CELEBRAÇÃO DA PALAvRA DE DEuS
11.  O celebrante convida os pais, os padrinhos e demais pes- soas presentes a participarem na celebração da palavra de Deus. Se as circunstâncias o permitirem, faz-se uma procissão com um cântico, por exemplo o Salmo 84, 7.8.9ab, até ao lugar previsto.

12.  As crianças que vão ser baptizadas podem levar-se para um
lugar à parte, até ao fim da celebração da palavra de Deus.
LEITuRAS BíBLICAS E HOMILIA
13.  Lê-se uma ou outra das perícopas seguintes, podendo todos estar sentados, se parecer oportuno.
Jo 3, 1-6: «Quem não nascer de novo da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus» (n. 209).
Mt 28, 18-20: «Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo» (n. 205).
Mc 1, 9-11: «Depois de ter sido baptizado, Jesus viu o Espírito Santo descer sobre Ele» (n. 206).
Mc 10, 13-16: «Deixai que as criancinhas se aproximem de Mim» (n. 207).
Podem também escolher-se as perícopas que se encontram nos nn. 186-194 e 204-215, ou outras mais adaptadas ao desejo ou à utilidade dos pais.
Entre as leituras podem cantar-se os salmos responsoriais e versículos propostos nos nn. 195-203.
14.  Depois das leituras, o celebrante faz uma breve homilia, para ilustrar o que foi lido, e para dispor as pessoas presentes     a entenderem mais profundamente o mistério do Baptismo e a abraçarem com alegria a missão que dele nasce, sobretudo para os pais e padrinhos.
15.  Depois da homilia ou da ladainha, ou durante a própria ladainha, recomenda-se um tempo de silêncio, durante o qual, a convite do celebrante, todos oram em seu coração. Depois, se for oportuno, canta-se um cântico apropriado, por exemplo de entre os indicados nos nn. 225-245.

ORAÇÃO DOS fIéIS
16.  A seguir faz-se a oração dos fiéis:
Celebrante:
Irmãos caríssimos:
Invoquemos a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para estas crianças, que vão receber a graça do Baptismo, e também para seus pais e padrinhos e para todos os baptizados.
Leitor:
Pelo mistério da vossa morte e ressurreição,
fazei renascer estas crianças nas águas do Baptismo
e agregai-as à santa Igreja.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pelo Baptismo e Confirmação, fazei delas discípulos fiéis
e testemunhas do vosso Evangelho.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pela santidade de vida, levai-as às alegrias eternas.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.

Leitor:
fazei dos seus pais e padrinhos, exemplo claro de fé para estas crianças.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
guardai para sempre no vosso amor as famílias destas crianças.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Renovai em todos nós a graça do Baptismo.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
[Quando o Baptismo é conferido dentro da Missa dominical, inserem-se aqui as súplicas pela Igreja universal e pelas necessi- dades do mundo].
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 217-220.
                

17.  Depois o celebrante convida os presentes a invocar os San- tos (neste momento trazem-se de novo as crianças para a igreja, se antes tiverem sido levadas para outro lugar):
Celebrante:
Santa Maria, Mãe de Deus,
Todos:
Rogai por nós.
Celebrante:
São João Baptista,
Todos:
Rogai por nós.
Celebrante: São José, Todos:
Rogai por nós.
Celebrante:
São Pedro e São Paulo,
Todos:
Rogai por nós.
Convém acrescentar os nomes de outros Santos, principalmente
dos que são patronos das crianças e da igreja ou do lugar.
Depois conclui-se:

Celebrante:
Todos os Santos e Santas de Deus,
Todos:
Rogai por nós.
ORAÇÃO DE EXORCISMO E uNÇÃO PRé-BAPTISMAL
18.  Terminadas as invocações, o celebrante diz:
Deus todo-poderoso e eterno,
que enviastes ao mundo o vosso filho
para expulsar de nós o poder de Satanás, espírito do mal, e transferir o homem, arrebatado às trevas,
para o reino admirável da vossa luz, humildemente vos pedimos que estas crianças, libertadas da mancha original,
se tornem morada do Espírito Santo e templo da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.
                
Outra fórmula da oração de exorcismo, à escolha, no n. 221.
                

19.  O celebrante continua:
O poder de Cristo Salvador vos fortaleça.
Em sinal desse poder vos fazemos esta unção, em nome do mesmo Cristo nosso Senhor,
que vive e reina por todos os séculos.
Todos:
Amen.
Cada um dos baptizandos é ungido, no peito, com o óleo dos catecúmenos. Se as crianças forem muito numerosas, pode recorrer-se a vários ministros.
                
20.  Por razões graves, a unção pré-baptismal pode omitir-se. Nesse caso, o celebrante diz uma só vez:
O poder de Cristo Salvador vos fortaleça, Ele que vive e reina por todos os séculos.
Todos:
Amen.
E imediatamente impõe a mão sobre cada uma das crianças, sem dizer nada.
                
PROCISSÃO ATé AO BAPTISTéRIO
21.  Em seguida, se o baptistério é fora da igreja ou fora da vista dos fiéis, vai-se até lá em procissão.
Se, porém, está colocado à vista da assembleia, o celebrante, e os pais e padrinhos com as crianças aproximam-se dele, enquan- to os demais permanecem nos seus lugares.

Se o baptistério não tem espaço para conter todas as pessoas presentes, o Baptismo pode ser celebrado num local mais apto dentro da igreja, aproximando-se os pais e padrinhos no momento oportuno.
Entretanto, se for possível fazê-lo com dignidade, canta-se um cântico apropriado, por exemplo o Salmo 22.
CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
MONIÇÃO
22.  Quando tiverem chegado à fonte baptismal, o celebrante recorda, em breves palavras, aos presentes, o desígnio admirável de Deus que quis santificar, pela água, a alma e o corpo do homem. Pode fazê-lo com estas palavras ou outras semelhantes:
Oremos, irmãos caríssimos,
para que o Senhor Deus todo-poderoso conceda a estas crianças a vida nova pela água e pelo Espírito Santo.
                
Ou
Sabeis, irmãos caríssimos,
como Deus comunica aos crentes
a abundância da sua vida pelo sacramento da água. Elevemos para Ele o nosso coração,
e oremos todos juntos,
para que Se digne, pela água desta fonte baptismal, derramar a sua graça sobre estes eleitos.
                

BêNÇÃO E INvOCAÇÃO DE DEuS SOBRE A ÁguA
23.  Em seguida, fora do Tempo Pascal, o celebrante, voltan- do-se para a fonte baptismal, diz esta bênção:
                

                

O celebrante toca na água com a mão direita e continua:

Quando é recitado o celebrante diz:
Senhor nosso Deus:
Pelo vosso poder invisível,
realizais maravilhas nos vossos sacramentos. Ao longo dos tempos preparastes a água para manifestar a graça do Baptismo.
Logo no princípio do mundo,
o vosso Espírito pairava sobre as águas,
prefigurando o seu poder de santificar.
Nas águas do dilúvio
destes-nos uma imagem do Baptismo, sacramento da vida nova,
porque as águas significam ao mesmo tempo o fim do pecado e o princípio da santidade.
Aos filhos de Abraão
fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho,
para que esse povo, liberto da escravidão, fosse a imagem do povo santo dos baptizados.
O vosso filho Jesus Cristo,
ao ser baptizado por João Baptista nas águas do Jordão, recebeu a unção do Espírito Santo;
suspenso na cruz,
do seu lado aberto fez brotar sangue e água
e, depois de ressuscitado, ordenou aos seus discípulos:
«Ide e ensinai todos os povos
e baptizai-os em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo.»

Olhai agora, Senhor, para a vossa Igreja
e dignai-vos abrir para ela a fonte do Baptismo. Receba esta água, pelo Espírito Santo,
a graça do vosso filho unigénito,
para que o homem, criado à vossa imagem, no sacramento do Baptismo
seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo.
O celebrante toca na água com a mão direita e continua:
Desça sobre esta água, Senhor, por vosso filho,
a virtude do Espírito Santo, para que todos,
sepultados com Cristo na sua morte pelo Baptismo, com Ele ressuscitem para a vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 223-224.
                

24.  No Tempo Pascal, se se dispõe de água baptismal consagrada na vigília pascal, para que não falte ao Baptismo o elemento de acção de graças e de súplica, faz-se a bênção e a invocação de Deus sobre a água segundo as fórmulas que se encontram nos nn. 223-224, tendo em conta as variantes do texto no final das mesmas fórmulas.
RENuNCIAÇÃO E PROfISSÃO DE
25.  O celebrante faz a seguinte monição aos pais e padrinhos:
Caríssimos pais e padrinhos:
No sacramento do Baptismo, as crianças por vós apre- sentadas vão receber do amor de Deus uma vida nova, pela água e pelo Espírito Santo.
Procurai educá-las de tal modo na fé, que essa vida divina seja defendida do pecado que nos cerca e nelas cresça de dia para dia.
Se, guiados pela fé, estais preparados para assumir esta missão, recordai o vosso Baptismo, renunciai agora, de novo, ao pecado e professai a vossa fé em Jesus Cristo, que é a fé da Igreja, na qual as crianças são baptizadas.
26.  Depois interroga-os: Celebrante:
Dizei-me, pois: Renunciais a Satanás?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Celebrante:
E a todas as suas obras?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
E a todas as suas seduções?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
Ou Celebrante:
Dizei-me, pois: Renunciais ao pecado,
para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
Renunciais às seduções do mal,
para que o pecado não vos escravize?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Celebrante:
Renunciais a Satanás,
que é o autor do mal e pai da mentira?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
27.  Em seguida, o celebrante pede a tríplice profissão de fé aos
pais e padrinhos, dizendo:
Celebrante:
Credes em Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
Celebrante:
Credes em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor, que nasceu da virgem Maria,
padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos
e está sentado à direita do Pai?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.

Celebrante:
Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
28.  O celebrante, juntamente com a comunidade, faz sua esta profissão de fé, dizendo:
Celebrante:
                
                

                
Ou:
Quando é recitado o celebrante diz:
Esta é a nossa fé.
Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Se parecer oportuno, esta fórmula pode ser substituída por outra. Também pode cantar-se um cântico apropriado, pelo qual a comunidade exprima unanimemente a sua fé.

BAPTISMO
29.  O celebrante convida a primeira família a aproximar-se da fonte baptismal. Depois de conhecer o nome da criança, pergun- ta aos pais e padrinhos:
Celebrante:
Quereis, portanto, que N.
receba o Baptismo na fé da Igreja,
que todos, convosco, acabámos de professar?
Pais e padrinhos:
Sim, queremos.
E imediatamente o celebrante baptiza a criança, dizendo:
N., eu te baptizo em nome do Pai,
imerge a criança ou infunde água a primeira vez
e do filho,
imerge-a ou infunde água segunda vez
e do Espírito Santo.
imerge-a ou infunde água terceira vez.
Do mesmo modo interroga e faz com cada um dos baptizandos.
Depois do Baptismo de cada criança é conveniente que o povo faça uma breve aclamação (cf. nn. 225-245).
Se o Baptismo se fizer por infusão, convém que a criança seja sustentada pela mãe (ou pelo pai); todavia, onde parecer con- veniente, pode manter-se o costume tradicional de a criança ser

sustentada pela madrinha (ou pelo padrinho). Se o Baptismo se fizer por imersão, pertence às mesmas pessoas retirar a criança da fonte sagrada.
30.  Se os baptizandos forem muito numerosos, e estiverem presentes vários sacerdotes ou diáconos, cada um deles pode baptizar algumas crianças, observando o modo e a fórmula aci- ma descritos.
RITOS EXPLICATIvOS
uNÇÃO DEPOIS DO BAPTISMO
1.   Depois o celebrante diz:
Deus todo-poderoso,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos libertou do pecado
e vos deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, unge-vos com o crisma da salvação,
para que, reunidos ao seu povo, permaneçais, eternamente,
membros de Cristo sacerdote, profeta e rei.
Todos:
Amen.

Seguidamente, sem dizer nada, o celebrante unge cada um dos baptizados, no alto da cabeça, com o santo crisma.
Se os baptizados forem muito numerosos e estiverem presentes vários sacerdotes ou diáconos, cada um deles pode ungir algu- mas crianças com o crisma.
IMPOSIÇÃO DA vESTE BRANCA
2.   O celebrante diz:
N. e N. (ou: filhinhos):
Agora sois nova criatura e estais revestidos de Cristo.
Esta veste branca
seja para vós símbolo da dignidade cristã.
Ajudados pela palavra
e pelo exemplo das vossas famílias, conservai-a imaculada até à vida eterna.
Todos:
Amen.
E reveste-se cada criança com a veste branca. Não se admite outra cor, a não ser que os costumes locais o exijam. É para de- sejar que as próprias famílias levem essa veste.

ENTREgA DA vELA ACESA
3.   Depois o celebrante toma o círio pascal e diz:
Recebei a luz de Cristo.
uma pessoa de cada família (por exemplo o pai ou o padrinho) acende a vela de cada criança no círio pascal.
Depois o celebrante diz:
A vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz, para que os vossos pequeninos, ilumi- nados por Cristo, vivam sempre como filhos da luz, perseverem na fé e, quando o Senhor vier, possam ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus.
«EffETHA»
65-66. O celebrante, com a mão direita estendida para as crian- ças baptizadas, diz:
O Senhor Jesus,
que fez ouvir os surdos e falar os mudos, vos dê a graça de, em breve,
poderdes ouvir a sua palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai.
Todos:
Amen.

CONCLuSÃO DO RITO
PROCISSÃO ATé AO ALTAR
67.              Em seguida, a não ser que o Baptismo tenha tido lugar no próprio presbitério, vai-se em procissão até ao altar, levando acesas as velas dos baptizados.
É para desejar que, entretanto, se cante um cântico baptis- mal, por exemplo:
vós que fostes baptizados em Cristo, estais revestidos de Cristo.
Aleluia, aleluia.
                
Outros cânticos à escolha, nos nn. 225-245.
                

ORAÇÃO DOMINICAL
68.              O celebrante, de pé diante do altar, dirige-se aos pais e padrinhos e a todos os presentes, com estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos caríssimos:
Renascidos pelo Baptismo, estes pequeninos são chamados, e são de verdade, filhos de Deus. Pela Con- firmação, hão-de receber um dia a plenitude do Espírito Santo; aproximando-se do altar do Senhor, participarão da mesa do sacrifício de Cristo; membros da Igreja, hão-de chamar a Deus seu Pai. Em nome deles, no espírito de filhos adoptivos que todos recebemos, ousa- mos agora rezar como o Senhor nos ensinou.
69.              E todos, juntamente com o celebrante, dizem:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação; mas livrai-nos do mal.

BêNÇÃO E DESPEDIDA
70.              Depois, o celebrante abençoa as mães, que sustentam os
seus filhos nos braços, os pais e todos os presentes, dizendo:
Celebrante:
Deus todo-poderoso,
que, por meio do seu filho unigénito, nascido da virgem Santa Maria, alegra as famílias cristãs
com a esperança da vida eterna, Se digne abençoar estas mães,
agradecidas pelo dom de seus filhos,
para que perseverem com eles em acção de graças para sempre, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Deus todo-poderoso,
que dá a vida no tempo e na eternidade, abençoe os pais destas crianças,
para que, juntamente com as esposas,
pela palavra e pelo exemplo,
sejam para seus filhos as primeiras testemunhas da fé,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.

Celebrante:
Deus todo-poderoso,
que, pela água e pelo Espírito Santo, nos fez renascer para a vida eterna,
abençoe com infinita bondade estes seus fiéis, para que sejam, sempre e em toda a parte, membros vivos do seu povo e gozem da sua paz, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, filho @ e Espírito Santo.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Todos:
graças a Deus.
                
Outras fórmulas de bênção, nos nn. 247-249.
                

71.              Depois da bênção, se for oportuno, todos cantam um cânti- co apropriado, que exprima a alegria pascal e a acção de graças, ou o cântico Magnificat, de Nossa Senhora.
Onde for costume levar as crianças baptizadas ao altar da Santíssima virgem Maria, é conveniente conservá-lo.

CAPíTuLO II
BAPTISMO DE UMA CRIANÇA
ACOLHIMENTO DA CRIANÇA
67.                    Celebre-se o Baptismo, quanto possível, no domingo, dia em que a Igreja recorda o mistério pascal, com a presença de grande número de fiéis, pelo menos dos familiares, amigos e vizinhos, e a sua participação activa.
68.                    Compete ao pai e à mãe, acompanhados pelos padrinhos,
apresentar o filho à Igreja para o Baptismo.
69.                    Enquanto os fiéis cantam, se for oportuno, um salmo ou um hino apropriado, o sacerdote ou o diácono celebrante, reves- tido de alva ou sobrepeliz e estola, ou também de pluvial de cor festiva, vai com os ministros até à porta da igreja, ou até ao lugar onde estão reunidos os pais e os padrinhos com a criança.
SAuDAÇÃO E MONIÇÃO INICIAL
70.                    O celebrante saúda os presentes, sobretudo os pais e os padrinhos, lembrando em poucas palavras a alegria com que os pais receberam o filho como dom de Deus, que é a fonte de toda a vida e agora lhe quer dar a sua vida.

DIÁLOgO COM OS PAIS E OS PADRINHOS
71.                   O celebrante interroga, em primeiro lugar, os pais: Celebrante:
Que nome dais ao vosso filho?
[ou: Que nome escolhestes para o vosso filho?]
Pais:
N.
Celebrante:
Que pedis à Igreja de Deus para N.?
Pais:
O Baptismo.
No diálogo, o celebrante pode usar outras palavras.
A primeira resposta pode ser dada por outra pessoa que, segundo os costumes locais, tenha o direito de escolher o nome.
Na segunda resposta, os pais também podem usar outras pala- vras, por exemplo, A fé, ou A graça de Cristo, ou A entrada na Igreja, ou A vida eterna.
72.                   Então o celebrante dirige-se aos pais com estas palavras ou outras semelhantes:
Caríssimos pais:
Pedistes o Baptismo para o vosso filho (a vossa filha). Deveis educá-lo (educá-la) na fé,
para que, observando os mandamentos,
ame a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou.
Estais conscientes do compromisso que assumis?

Pais:
Sim, estamos.
73.                    Dirigindo-se depois aos padrinhos, o celebrante interroga-
-os com estas palavras ou outras semelhantes:
E vós, padrinhos,
estais decididos a ajudar os pais desta criança nesta sua missão?
Padrinhos:
Sim, estamos.
                
Ou
Celebrante:
Padrinho, está decidido a ajudar os pais desta criança nesta sua missão?
Padrinho Sim, estou. Ou
Celebrante:
Madrinha, está decidida a ajudar os pais desta criança nesta sua missão?
Madrinha:
Sim, estou.
                

74.                   O celebrante continua, dizendo:
N.: é com muita alegria que a comunidade cristã te recebe. Em seu nome, eu te assinalo com o sinal da cruz, e, depois de mim, os teus pais (e padrinhos ou e padrinho ou e madrinha) vão também assinalar-te com o mesmo sinal de Cristo Salvador.
E faz o sinal da cruz na fronte da criança, sem dizer nada. Depois convida os pais e, se parecer oportuno, os padrinhos (o padrinho, a madrinha), a fazerem o mesmo.
CELEBRAÇÃO DA PALAvRA DE DEuS
75.                    O celebrante convida os pais, os padrinhos e demais pessoas presentes a participarem na celebração da palavra de Deus. Se as circunstâncias o permitirem, faz-se uma procissão com um cântico, por exemplo o Salmo 84,7.8.9 ab, até ao lugar previsto.

LEITuRAS BíBLICAS E HOMILIA
76.                    Lê-se uma ou outra das perícopas seguintes, podendo to- dos estar sentados, se parecer oportuno.
Jo 3, 1-6: «Quem não nascer de novo da água e do Espí- rito Santo, não pode entrar no Reino de Deus» (n. 209).
Mt 28, 18-20: «Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo» (n. 205).
Mc 1, 9-11: «Depois de ter sido baptizado, Jesus viu o Espírito Santo descer sobre Ele» (n. 206).
Mc 10, 13-16: «Deixai que as criancinhas se aproximem de Mim» (n. 207).
Podem também escolher-se as perícopas que se encontram nos nn. 186-194 e 204-215, ou outras mais adaptadas ao desejo ou à utilidade dos pais.
Entre as leituras podem cantar-se os salmos responsoriais e ver- sículos propostos nos nn. 195-203.
77.                    Depois das leituras, o celebrante faz uma breve homilia, para ilustrar o que foi lido, e para dispor as pessoas presentes     a entenderem mais profundamente o mistério do Baptismo e a abraçarem com alegria a missão que dele nasce, sobretudo para os pais e padrinhos.
78.                    Depois da homilia ou da ladainha, ou durante a própria ladainha, recomenda-se um tempo de silêncio, durante o qual, a convite do celebrante, todos oram em seu coração. Depois, se for oportuno, canta-se um cântico apropriado, por exemplo de entre os indicados nos nn. 225-245.

ORAÇÃO DOS fIéIS
79.                   A seguir faz-se a oração dos fiéis:
Celebrante:
Irmãos caríssimos:
Invoquemos a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para esta criança, que vai receber a graça do Baptismo, e também para seus pais e padrinhos e para todos os baptizados.
Leitor:
Pelo mistério da vossa morte e ressurreição,
fazei renascer esta criança nas águas do Baptismo
e agregai-a à santa Igreja.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pelo Baptismo e Confirmação, fazei dela discípulo fiel
e testemunha do vosso Evangelho.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pela santidade de vida, levai-a às alegrias eternas.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.

Leitor:
fazei dos seus pais e padrinhos, exemplo claro de fé para esta criança.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
guardai para sempre no vosso amor a família desta criança.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Renovai em todos nós a graça do Baptismo.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
[Quando o Baptismo é conferido dentro da Missa dominical, inserem-se aqui as súplicas pela Igreja universal e pelas necessi- dades do mundo].
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 217-220.
                

80.                   Depois o celebrante convida os presentes a invocar os Santos:
Celebrante:
Santa Maria, Mãe de Deus,
Todos:
Rogai por nós.
Celebrante:
São João Baptista,
Todos:
Rogai por nós.
Celebrante: São José, Todos:
Rogai por nós.
Celebrante:
São Pedro e São Paulo,
Todos:
Rogai por nós.
Convém acrescentar os nomes de outros Santos, principalmente
dos que são patronos da criança e da igreja ou do lugar.
Depois conclui-se:

Celebrante:
Todos os Santos e Santas de Deus,
Todos:
Rogai por nós.
ORAÇÃO DE EXORCISMO E uNÇÃO PRé-BAPTISMAL
81.                    Terminadas as invocações, o celebrante diz:
Deus todo-poderoso e eterno,
que enviastes ao mundo o vosso filho
para expulsar de nós o poder de Satanás, espírito do mal, e transferir o homem, arrebatado às trevas,
para o reino admirável da vossa luz, humildemente vos pedimos que esta criança, libertada da mancha original,
se torne morada do Espírito Santo e templo da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.
                
Outra fórmula da oração de exorcismo, à escolha, no n. 221.
                

82.                   O celebrante continua:
O poder de Cristo Salvador te fortaleça.
Em sinal desse poder te fazemos esta unção, em nome do mesmo Cristo nosso Senhor, que vive e reina por todos os séculos.
Todos:
Amen.
O celebrante unge a criança no peito, com o óleo dos catecúmenos.
                
83.                   Por razões graves, a unção pré-baptismal pode omitir-se. Nesse caso, o celebrante diz uma só vez:
O poder de Cristo Salvador te fortaleça, Ele que vive e reina por todos os séculos.
Todos:
Amen.
E imediatamente impõe a mão sobre cada criança, sem dizer nada.
                

CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
84.                    Depois aproximam-se do baptistério ou, se for o caso, do presbitério, se o Baptismo aí se celebrar.
MONIÇÃO
85.                    Quando tiverem chegado à fonte baptismal, o celebrante recorda, em breves palavras, aos presentes, o desígnio admirável de Deus que quis santificar, pela água, a alma e o corpo do homem. Pode fazê-lo com estas palavras ou outras semelhantes:
Oremos, irmãos caríssimos,
para que o Senhor Deus todo-poderoso conceda a esta criança a vida nova pela água e pelo Espírito Santo.
                
Ou
Sabeis, irmãos caríssimos,
como Deus comunica aos crentes
a abundância da sua vida pelo sacramento da água. Elevemos para Ele o nosso coração,
e oremos todos juntos,
para que Se digne, pela água desta fonte baptismal, derramar a sua graça sobre este eleito (esta eleita).
                

BêNÇÃO E INvOCAÇÃO DE DEuS SOBRE A ÁguA
86.                   Em seguida, fora do Tempo Pascal, o celebrante, voltan- do-se para a fonte baptismal, diz esta bênção:
                

                

O celebrante toca na água com a mão direita e continua:

Quando é recitado o celebrante diz:
Senhor nosso Deus:
Pelo vosso poder invisível,
realizais maravilhas nos vossos sacramentos. Ao longo dos tempos preparastes a água para manifestar a graça do Baptismo.
Logo no princípio do mundo,
o vosso Espírito pairava sobre as águas,
prefigurando o seu poder de santificar.
Nas águas do dilúvio
destes-nos uma imagem do Baptismo, sacramento da vida nova,
porque as águas significam ao mesmo tempo o fim do pecado e o princípio da santidade.
Aos filhos de Abraão
fizestes atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho,
para que esse povo, liberto da escravidão, fosse a imagem do povo santo dos baptizados.
O vosso filho Jesus Cristo,
ao ser baptizado por João Baptista nas águas do Jordão, recebeu a unção do Espírito Santo;
suspenso na cruz,
do seu lado aberto fez brotar sangue e água
e, depois de ressuscitado, ordenou aos seus discípulos:
«Ide e ensinai todos os povos
e baptizai-os em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo.»

Olhai agora, Senhor, para a vossa Igreja
e dignai-vos abrir para ela a fonte do Baptismo. Receba esta água, pelo Espírito Santo,
a graça do vosso filho unigénito,
para que o homem, criado à vossa imagem, no sacramento do Baptismo
seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo.
O celebrante toca na água com a mão direita e continua:
Desça sobre esta água, Senhor, por vosso filho,
a virtude do Espírito Santo, para que todos,
sepultados com Cristo na sua morte pelo Baptismo, com Ele ressuscitem para a vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 223-224.
                

87.                    No Tempo Pascal, se se dispõe de água baptismal con- sagrada na vigília pascal, para que não falte ao Baptismo o elemento de acção de graças e de súplica, faz-se a bênção e a invocação de Deus sobre a água segundo as fórmulas que se encontram nos nn. 223-224, tendo em conta as variantes do texto no final das mesmas fórmulas.
RENuNCIAÇÃO E PROfISSÃO DE
88.                    O celebrante faz a seguinte monição aos pais e padrinhos:
Caríssimos pais e padrinhos:
No sacramento do Baptismo, a criança por vós apre- sentada vai receber do amor de Deus uma vida nova, pela água e pelo Espírito Santo.
Procurai educá-la de tal modo na fé, que essa vida divina seja defendida do pecado que nos cerca e nela cresça de dia para dia.
Se, guiados pela fé, estais preparados para assumir esta missão, recordai o vosso Baptismo, renunciai agora, de novo, ao pecado e professai a vossa fé em Jesus Cristo, que é a fé da Igreja, na qual as crianças são baptizadas.
89.                    Depois interroga-os: Celebrante:
Dizei-me, pois: Renunciais a Satanás?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Celebrante:
E a todas as suas obras?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
E a todas as suas seduções?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
Ou
Celebrante:
Dizei-me, pois: Renunciais ao pecado,
para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
Renunciais às seduções do mal,
para que o pecado não vos escravize?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Celebrante:
Renunciais a Satanás,
que é o autor do mal e pai da mentira?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
90.                    Em seguida, o celebrante pede a tríplice profissão de
aos pais e padrinhos, dizendo:
Celebrante:
Credes em Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
Celebrante:
Credes em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor, que nasceu da virgem Maria,
padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos
e está sentado à direita do Pai?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.

Celebrante:
Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
91.                   O celebrante, juntamente com a comunidade, faz sua esta profissão de fé, dizendo:
Celebrante:
                
Todos:

Ou:
                
Quando é recitado o celebrante diz:
Esta é a nossa fé.
Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Se parecer oportuno, esta fórmula pode ser substituída por outra. Também pode cantar-se um cântico apropriado, pelo qual a comunidade exprima unanimemente a sua fé.

BAPTISMO
92.                    O celebrante convida a família a aproximar-se da fonte baptismal. Depois de conhecer o nome da criança, pergunta aos pais e padrinhos:
Celebrante:
Quereis, portanto, que N.
receba o Baptismo na fé da Igreja,
que todos, convosco, acabámos de professar?
Pais e padrinhos:
Sim, queremos.
E imediatamente o celebrante baptiza a criança, dizendo:
N., eu te baptizo em nome do Pai,
imerge a criança ou infunde água a primeira vez
e do filho,
imerge-a ou infunde água segunda vez
e do Espírito Santo.
imerge-a ou infunde água terceira vez.
Depois do Baptismo da criança é conveniente que o povo faça uma breve aclamação (cf. nn. 225-245).
Se o Baptismo se fizer por infusão, convém que a criança seja sustentada pela mãe (ou pelo pai); todavia, onde parecer con- veniente, pode manter-se o costume tradicional de a criança ser sustentada pela madrinha (ou pelo padrinho). Se o Baptismo se fizer por imersão, pertence às mesmas pessoas retirar a criança da fonte sagrada.

RITOS EXPLICATIvOS
uNÇÃO DEPOIS DO BAPTISMO
93.                    Depois o celebrante diz:
Deus todo-poderoso,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que te libertou do pecado
e te deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, unge-te com o crisma da salvação,
para que, reunido (reunida) ao seu povo, permaneças, eternamente,
membro de Cristo sacerdote, profeta e rei.
Todos:
Amen.
Seguidamente, sem dizer nada, o celebrante unge a criança, no cimo da cabeça, com o santo crisma.

IMPOSIÇÃO DA vESTE BRANCA
94.                   O celebrante diz:
N.: Agora és nova criatura
e estás revestido (revestida) de Cristo.
Esta veste branca
seja para ti símbolo da dignidade cristã.
Ajudado (Ajudada) pela palavra e pelo exemplo da tua família,
conserva-a imaculada até à vida eterna.
Todos:
Amen.
E reveste-se a criança com a veste branca. Não se admite outra cor, a não ser que os costumes locais o exijam. É para desejar que a própria família leve essa veste.

ENTREgA DA vELA ACESA
95.                    Depois o celebrante toma o círio pascal e diz:
Recebei a luz de Cristo.
uma das pessoas presentes (por exemplo o pai ou o padrinho) acende a vela da criança no círio pascal.
Depois o celebrante diz:
A vós, pais e padrinhos (ou e padrinho ou e madrinha), se confia o encargo de velar por esta luz, para que    este menino (esta menina), iluminado (iluminada) por Cristo, viva sempre como filho da luz, persevere na fé e, quando o Senhor vier, possa ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus.
«EffETHA»
96.                    O celebrante, com a mão direita estendida para a criança baptizada, diz:
O Senhor Jesus, que fez ouvir os surdos e falar os mudos,
te dê a graça de, em breve,
poderes ouvir a sua palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai.
Todos:
Amen.

CONCLuSÃO DO RITO
PROCISSÃO ATé AO ALTAR
97.                    Em seguida, a não ser que o Baptismo tenha tido lugar    no próprio presbitério, vai-se em procissão até ao altar, levando acesa a vela do baptizado.
É para desejar que, entretanto, se cante um cântico baptismal,
por exemplo:
vós que fostes baptizados em Cristo, estais revestidos de Cristo.
Aleluia, aleluia.
                
Outros cânticos à escolha, nos nn. 225-245.
                

ORAÇÃO DOMINICAL
98.                    O celebrante, de pé diante do altar, dirige-se aos pais e padrinhos e a todos os presentes, com estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos caríssimos:
Renascido (Renascida) pelo Baptismo, este menino (esta menina) é chamado (chamada), e é de verdade, filho (filha) de Deus. Pela Confirmação, há-de receber um dia a plenitude do Espírito Santo; aproximando-se do altar do Senhor, participará da mesa do sacrifício  de Cristo; membro da Igreja, há-de chamar a Deus seu Pai. Em nome dele (dela), no espírito de filhos adopti- vos que todos recebemos, ousamos agora rezar como o Senhor nos ensinou.
99.                    E todos, juntamente com o celebrante, dizem:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação; mas livrai-nos do mal.

BêNÇÃO E DESPEDIDA
100.            Depois, o celebrante abençoa a mãe, que sustenta o seu
filho (a sua filha) nos braços, o pai e todos os presentes, dizendo:
Celebrante:
Deus todo-poderoso,
que, por meio do seu filho unigénito, nascido da virgem Santa Maria, alegra as famílias cristãs
com a esperança da vida eterna, Se digne abençoar esta mãe,
agradecida pelo dom do seu filho (da sua filha), para que persevere com ele (ela)
em acção de graças para sempre, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Deus todo-poderoso,
que dá a vida no tempo e na eternidade, abençoe o pai desta criança,
para que, juntamente com a esposa,
pela palavra e pelo exemplo, seja para seu filho (sua filha) a primeira testemunha da fé,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.

Celebrante:
Deus todo-poderoso,
que, pela água e pelo Espírito Santo, nos fez renascer para a vida eterna,
abençoe com infinita bondade estes seus fiéis, para que sejam, sempre e em toda a parte, membros vivos do seu povo e gozem da sua paz, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, filho @ e Espírito Santo.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Todos:
graças a Deus.
                
Outras fórmulas de bênção, nos nn. 247-249.
                

101.             Depois da bênção, se for oportuno, todos cantam um cânti- co apropriado, que exprima a alegria pascal e a acção de graças, ou o cântico Magnificat, de Nossa Senhora.
Onde for costume levar a criança baptizada ao altar da Santíssima virgem Maria, é conveniente conservá-lo.

CAPíTuLO III
BAPTISMO
DE UM GRANDE NÚMERO DE CRIANÇAS
ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS
67.                    Enquanto os fiéis cantam, se for oportuno, um salmo ou um hino apropriado, o sacerdote ou o diácono celebrante, reves- tido de alva ou sobrepeliz e estola, ou também de pluvial de cor festiva, vai com os ministros até à porta da igreja, ou até ao lugar onde estão reunidos os pais e os padrinhos com os baptizandos.

SAuDAÇÃO
E DIÁLOgO COM OS PAIS E OS PADRINHOS
68.                    O celebrante saúda os presentes, sobretudo os pais e os padrinhos, lembrando em poucas palavras a alegria com que os pais receberam os filhos como dom de Deus, que é a fonte de toda a vida e agora lhes quer dar a sua vida.
Depois interroga ao mesmo tempo os pais e os padrinhos: Celebrante:
Que nome dais aos vossos filhos?
[ou: Que nome escolhestes para os vossos filhos?]
Cada família responde sucessivamente, dizendo o nome das crianças.
Celebrante:
Que pedis à Igreja de Deus para eles?
Todas as famílias, ao mesmo tempo:
O Baptismo.
                
Se o número de crianças a baptizar for muito grande, o celebran- te, omitindo a primeira interrogação, pergunta imediatamente:
Pais e padrinhos, aqui presentes com estas crianças,
que pedis à Igreja de Deus para elas?
Todas as famílias, ao mesmo tempo:
O Baptismo.
                

69.                    Então o celebrante dirige-se em primeiro lugar aos pais:
Caríssimos pais:
Pedistes o Baptismo para os vossos filhos.
Deveis educá-los na fé,
para que, observando os mandamentos,
amem a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou.
Estais conscientes do compromisso que assumis?
Todos os pais, ao mesmo tempo:
Sim, estamos.
70.                    Dirigindo-se depois aos padrinhos, o celebrante interro- ga-os:
E vós, padrinhos,
estais decididos a ajudar os pais destas crianças nesta sua missão?
Todos os padrinhos, ao mesmo tempo:
Sim, estamos.
71.                    O celebrante continua, dizendo:
filhinhos:
é com muita alegria que a comunidade cristã vos rece- be. Em seu nome, eu vos assinalo com o sinal da cruz.
Traça o sinal da cruz sobre todas as crianças, ao mesmo tempo. Depois diz:
E vós, pais (ou padrinhos) assinalai as crianças na fron- te, com o sinal de Cristo Salvador.
Então os pais (ou os padrinhos) assinalam as crianças na fronte com o sinal da cruz.

CELEBRAÇÃO DA PALAvRA DE DEuS
LEITuRA BíBLICA E HOMILIA
72.                    O celebrante convida os pais e padrinhos, e as demais pes- soas presentes, a participar na celebração da palavra de Deus. Lê-se o texto do Evangelho segundo São Mateus 28, 18-20, sobre o envio dos Apóstolos a evangelizar e a baptizar. Podem escolher-se também outras perícopas, que se encontram nos nn. 44 ou 186-194 e 204-215.
73.                    Depois da leitura, o celebrante faz uma breve homilia, para ilustrar o que foi lido, e para dispor as pessoas presentes     a entenderem mais profundamente o mistério do Baptismo e a abraçarem com alegria a missão que dele nasce, sobretudo para os pais e padrinhos.

ORAÇÃO DOS fIéIS
74.                    A seguir faz-se a oração dos fiéis:
Celebrante:
Irmãos caríssimos:
Invoquemos a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para estas crianças, que vão receber a graça do Baptismo, e também para seus pais e padrinhos e para todos os baptizados.
Leitor:
Pelo mistério da vossa morte e ressurreição,
fazei renascer estas crianças nas águas do Baptismo
e agregai-as à santa Igreja.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pelo Baptismo e Confirmação, fazei delas discípulos fiéis
e testemunhas do vosso Evangelho.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pela santidade de vida, levai-as às alegrias eternas.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.

Leitor:
fazei dos seus pais e padrinhos, exemplo claro de fé para estas crianças.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
guardai para sempre no vosso amor as famílias destas crianças.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Renovai em todos nós a graça do Baptismo.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
[Quando o Baptismo é conferido dentro da Missa dominical, inserem-se aqui as súplicas pela Igreja universal e pelas necessi- dades do mundo].
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 217-220.
                
A invocação dos Santos (cf. n. 48) pode omitir-se.

ORAÇÃO DE EXORCISMO
75.                    A oração dos fiéis conclui-se com a oração de exorcismo:
Deus todo-poderoso e eterno,
que enviastes ao mundo o vosso filho
para expulsar de nós o poder de Satanás, espírito do mal, e transferir o homem, arrebatado às trevas,
para o reino admirável da vossa luz, humildemente vos pedimos que estas crianças, libertadas da mancha original,
se tornem morada do Espírito Santo e templo da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.
                
Outra fórmula da oração de exorcismo, à escolha, no n. 221.
                
Omitindo a unção com o óleo dos catecúmenos, por causa do número dos baptizandos, o celebrante impõe a mão sobre todas as crianças ao mesmo tempo, dizendo:
O poder de Cristo Salvador vos fortaleça, Ele que vive e reina por todos os séculos.
Todos:
Amen.
76.                    Em seguida, aproximam-se do lugar onde o Baptismo é celebrado.

CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
BêNÇÃO E INvOCAÇÃO DE DEuS SOBRE A ÁguA
77.                    Junto da fonte baptismal, o celebrante recorda em breves palavras aos presentes o desígnio admirável de Deus, que quis santificar pela água a alma e o corpo do homem. Pode fazê-lo com estas palavras ou outras semelhantes:
Deus comunica aos crentes a abundância da sua vida pelo sacramento da água.
Elevemos para Ele o nosso coração,
e oremos todos juntos,
para que estas crianças renasçam pela água e pelo Espírito Santo.
78.                    Depois, voltando-se para a fonte baptismal, o celebrante diz esta bênção:
                
Todos:

Celebrante:
                
Todos:
                
Celebrante:
                
Todos:
                

Todos:
                
                
Celebrante:

Quando é recitado o celebrante diz:
Pai clementíssimo, que da fonte do Baptismo
fizestes brotar para nós a vida nova dos vossos filhos.
Todos.
Bendito sejais, Senhor.
(ou outra aclamação apropriada).
Celebrante:
vós, que pela água e pelo Espírito Santo, vos dignais reunir num só povo
todos os que foram baptizados em vosso filho Jesus Cristo.
Todos:
Bendito sejais, Senhor.

vós, que pelo Espírito do vosso amor, enviado aos nossos corações,
nos libertais, para vivermos na vossa paz.
Todos:
Bendito sejais, Senhor.
Celebrante:
vós, que escolheis os baptizados,
para anunciarem com alegria a todos os povos o Evangelho do vosso filho.
Todos:
Bendito sejais, Senhor.
Celebrante:
Dignai-vos, agora, @ abençoar esta água,
na qual vão ser baptizados os vossos servos e servas, que chamastes ao banho do novo nascimento
na fé da Igreja,
para que alcancem a vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.

79.                    No Tempo Pascal, quando se dispõe de água baptismal já benzida, o celebrante omite a última parte da bênção precedente Dignai-vos, agora, abençoar esta água e conclui deste modo:
                

Quando é recitado o celebrante diz:
Pelo mistério desta água benzida, dignai-vos, Senhor,
admitir à regeneração espiritual os vossos servos e servas, que chamastes ao banho do novo nascimento
na fé da Igreja,
para que alcancem a vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 223-224.
                

RENuNCIAÇÃO E PROfISSÃO DE
80.                    O celebrante faz a seguinte monição aos pais e padrinhos:
Caríssimos pais e padrinhos:
No sacramento do Baptismo, as crianças por vós apre- sentadas vão receber do amor de Deus uma vida nova, pela água e pelo Espírito Santo.
Procurai educá-las de tal modo na fé, que essa vida divina seja defendida do pecado que nos cerca e nelas cresça de dia para dia.
Se, guiados pela fé, estais preparados para assumir esta missão, recordai o vosso Baptismo, renunciai agora, de novo, ao pecado e professai a vossa fé em Jesus Cristo, que é a fé da Igreja, na qual as crianças são baptizadas.
81.                    Depois interroga-os: Celebrante:
Dizei-me, pois: Renunciais a Satanás?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
E a todas as suas obras?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Celebrante:
E a todas as suas seduções?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
Ou
Celebrante:
Dizei-me, pois: Renunciais ao pecado,
para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
Renunciais às seduções do mal,
para que o pecado não vos escravize?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Celebrante:
Renunciais a Satanás,
que é o autor do mal e pai da mentira?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                

82.                    Em seguida, o celebrante pede a tríplice profissão de fé aos
pais e padrinhos, dizendo:
Celebrante:
Credes em Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
Celebrante:
Credes em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor, que nasceu da virgem Maria,
padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos
e está sentado à direita do Pai?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
Celebrante:
Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.

83.                    O celebrante, juntamente com a comunidade, faz sua esta profissão de fé, dizendo:
                
                

                
Ou:
Quando é recitado o celebrante diz:
Esta é a nossa fé.
Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Se parecer oportuno, esta fórmula pode ser substituída por outra. Também pode cantar-se um cântico apropriado, pelo qual a comunidade exprima unanimemente a sua fé.

BAPTISMO
84.                    Quando, em razão do número dos baptizandos, estiverem presentes vários ministros, cada um deles, depois de conhecer o nome da criança a baptizar, pergunta aos pais e padrinhos:
Celebrante:
Quereis, portanto, que N.
receba o Baptismo na fé da Igreja,
que todos, convosco, acabámos de professar?
Pais e padrinhos:
Sim, queremos.
E imediatamente o ministro baptiza a criança, dizendo:
N., eu te baptizo em nome do Pai,
imerge a criança ou infunde água a primeira vez
e do filho,
imerge-a ou infunde água segunda vez
e do Espírito Santo.
imerge-a ou infunde água terceira vez.
Se o Baptismo se fizer por infusão, convém que a criança seja sustentada pela mãe (ou pelo pai); todavia, onde parecer con- veniente, pode manter-se o costume tradicional de a criança ser sustentada pela madrinha (ou pelo padrinho). Se o Baptismo se fizer por imersão, pertence às mesmas pessoas retirar a criança da fonte sagrada.

Enquanto as crianças são baptizadas, a comunidade pode fazer aclamações ou cantar cânticos (cf. nn. 225-245). Também podem fazer-se leituras ou guardar o silêncio sagrado.
RITOS EXPLICATIvOS
uNÇÃO DEPOIS DO BAPTISMO
85.                    Depois o celebrante principal diz, uma só vez, a fórmula da unção para todos:
Deus todo-poderoso,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos libertou do pecado
e vos deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, unge-vos com o crisma da salvação,
para que, reunidos ao seu povo, permaneçais, eternamente,
membros de Cristo sacerdote, profeta e rei.
Todos:
Amen.
Então os ministros, sem dizerem nada, ungem cada um dos baptizados, no alto da cabeça, com o santo crisma.

No caso do número dos baptizados ser muito grande, a unção com o crisma pode omitir-se a juizo do Ordinário do lugar. Em tal caso, diz-se uma só vez, para todos, a fórmula adaptada deste modo:
Deus todo-poderoso,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos libertou do pecado
e vos deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, vos conceda que,
feitos cristãos e reunidos ao seu povo eleito, permaneçais, eternamente,
membros de Cristo sacerdote, profeta e rei.
Todos:
Amen.
                
IMPOSIÇÃO  DA vESTE BRANCA
86.                   O celebrante principal diz:
filhinhos: Agora sois nova criatura e estais revestidos de Cristo.
Esta veste branca
seja para vós símbolo da dignidade cristã.
Ajudados pela palavra
e pelo exemplo das vossas famílias, conservai-a imaculada até à vida eterna.
Todos:
Amen.

E reveste-se cada criança com a veste branca. Não se admite outra cor, a não ser que os costumes locais o exijam. É para desejar que as próprias famílias levem essa veste.
ENTREgA DA vELA ACESA
87.                    Depois o celebrante principal toma o círio pascal e diz:
Recebei a luz de Cristo. A vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz, para que os vossos pequeninos, iluminados por Cristo, vivam sem- pre como filhos da luz, perseverem na fé e, quando o Senhor vier, possam ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus.
Às famílias distribuem-se velas,  que  serão acesas  na  chama do círio pascal, cuja luz, recebida por um dos pais, é depois comunicada a todos. Entretanto, a comunidade canta cânticos baptismais, por exemplo:
vós que fostes baptizados em Cristo, estais revestidos de Cristo.
Aleluia, aleluia.
                
Outros cânticos à escolha, nos nn. 225-245.
                
Entretanto, a não ser que o Baptismo tenha tido lugar no próprio presbitério, vai-se em procissão até ao altar, levando acesas as velas dos baptizados.

CONCLuSÃO DO RITO
ORAÇÃO DOMINICAL
88.                    O celebrante, de pé diante do altar, dirige-se aos pais e padrinhos e a todos os presentes, com estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos caríssimos:
Renascidos pelo Baptismo, estes pequeninos são chamados, e são de verdade, filhos de Deus. Pela Con- firmação, hão-de receber um dia a plenitude do Espírito Santo; aproximando-se do altar do Senhor, participarão da mesa do sacrifício de Cristo; membros da Igreja, hão-de chamar a Deus seu Pai. Em nome deles, no espírito de filhos adoptivos que todos recebemos, ousa- mos agora rezar como o Senhor nos ensinou.
89.                   E todos, juntamente com o celebrante, dizem:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação; mas livrai-nos do mal.

BêNÇÃO E DESPEDIDA
90.                    O celebrante abençoa e despede as pessoas presentes, dizendo:
Irmãos, nós vos confiamos à misericórdia e à graça
de Deus Pai todo-poderoso, do seu filho unigénito
e do Espírito Santo.
O Senhor guarde a vossa vida, para que, caminhando à luz da fé,
todos juntos alcancemos os bens prometidos.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, filho @ e Espírito Santo.
Todos:
Amen.
Celebrante:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Todos:
graças a Deus.
                
Outras fórmulas de bênção, nos nn. 70, 247-249.
                

91.                    Depois da bênção, se for oportuno, canta-se um cântico apropriado, que exprima a alegria pascal e a acção de graças, ou o cântico Magnificat, de Nossa Senhora.
Onde for costume levar a criança baptizada ao altar da Santís- sima virgem Maria, é conveniente conservá-lo.

CAPíTuLO Iv
BAPTISMO DE CRIANÇAS PELOS CATEQUISTAS
NA FALTA DE SACERDOTE OU DIÁCONO
ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS
67.                    Enquanto os fiéis cantam, se for oportuno, um salmo ou um hino apropriado, o catequista vai com os ministros até à porta da igreja, ou até ao lugar onde estão reunidos os pais e os padrinhos com os baptizandos.
Se os baptizandos forem muito numerosos, o catequista pode  ser ajudado por outros na realização do rito baptismal, como se indica no lugar respectivo.

SAuDAÇÃO
E DIÁLOgO COM OS PAIS E OS PADRINHOS
68.                    O catequista saúda os presentes, sobretudo os pais e os padrinhos, lembrando em poucas palavras a alegria com que os pais receberam os filhos como dom de Deus, que é a fonte de toda a vida e agora lhes quer dar a sua vida.
Depois interroga ao mesmo tempo os pais e os padrinhos com estas palavras ou outras semelhantes:
Catequista:
Que nome dais aos vossos filhos?
[ou: Que nome escolhestes para os vossos filhos?]
Cada família responde sucessivamente, dizendo o nome das crianças.
Catequista:
Que pedis à Igreja de Deus para eles?
Todas as famílias, ao mesmo tempo:
O Baptismo.
                
Se os baptizandos forem muito numerosos, o catequista, omi- tindo a primeira interrogação, pergunta imediatamente:
Catequista:
Pais e padrinhos, aqui presentes com estas crianças,
que pedis à Igreja de Deus para elas?

Todas as famílias, ao mesmo tempo:
O Baptismo.
                
69.                    Então o catequista dirige-se em primeiro lugar aos pais:
Catequista:
Caríssimos pais:
Vós pedistes o Baptismo para os vossos filhos.
Deveis educá-los na fé,
para que, observando os mandamentos,
amem a Deus e ao próximo, como Cristo nos ensinou.
Estais conscientes do compromisso que assumis?
Todos os pais, ao mesmo tempo:
Sim, estamos.
70.                    Dirigindo-se depois a todos os padrinhos, o catequista interroga-os:
Catequista:
E vós, padrinhos,
estais decididos a ajudar os pais destas crianças nesta sua missão?
Todos os padrinhos, ao mesmo tempo:
Sim, estamos.

71.                   O catequista continua, dizendo:
Catequista:
filhinhos:
é com muita alegria que a comunidade cristã vos recebe. Em seu nome, eu vos assinalo com o sinal da cruz.
Traça o sinal da cruz sobre todas as crianças, ao mesmo tempo. Depois diz:
E vós, pais (ou padrinhos) assinalai as crianças na fron- te, com o sinal de Cristo Salvador.
Então os pais (ou os padrinhos) assinalam as crianças na fronte com o sinal da cruz.
CELEBRAÇÃO DA PALAvRA DE DEuS
LEITuRA BíBLICA E HOMILIA Ou MONIÇÃO
72.                    O catequista convida os pais e padrinhos, e as demais pessoas presentes, a participar na celebração da palavra de Deus. Lê-se o texto do Evangelho segundo São Mateus 28, 18-20, sobre o envio dos Apóstolos a evangelizar e a baptizar, ou as perícopas que se encontram nos nn. 44 ou 186-194 e 204-215.
Se se cantam salmos ou outros cânticos, utilizam-se os que se encontram nos nn. 195-203.

Depois da leitura, o catequista pode fazer uma breve homilia, na forma determinada pelo Bispo.
                
73.                    Em vez da leitura bíblica e da homilia, o catequista, se for preciso, pode também fazer esta monição:
Cristo vem ao encontro destas crianças pelo Baptismo. Foi Ele mesmo que o entregou à sua Igreja, quando enviou os Apóstolos com estas palavras: «Ide, ensinai todos os povos e baptizai-os em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo.»
Neste grande sacramento, as crianças, libertas do pe- cado, constituídas membros da Igreja e filhos de Deus, vão receber, como sabeis, inumeráveis dons.
Estes dons, que os homens não podem alcançar por suas próprias forças, devem ser pedidos, com fé e hu- mildade, pela nossa assembleia. E Deus, que é nosso Pai, ouvindo nesta prece comum a voz de Cristo, e reconhecendo nela a fé da Igreja, dará, pelo poder do Espírito Santo, a estas crianças que Ele tanto ama, o que prometeu com a vinda do seu filho.
                

ORAÇÃO DOS fIéIS
74.                   A seguir faz-se a oração dos fiéis:
Catequista:
Irmãos caríssimos:
Invoquemos a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para estas crianças, que vão receber a graça do Baptismo, e também para seus pais e padrinhos e para todos os baptizados.
Leitor:
Pelo mistério da vossa morte e ressurreição,
fazei renascer estas crianças nas águas do Baptismo
e agregai-as à santa Igreja.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pelo Baptismo e Confirmação, fazei delas discípulos fiéis
e testemunhas do vosso Evangelho.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Pela santidade de vida, levai-as às alegrias eternas.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.

Leitor:
fazei dos seus pais e padrinhos, exemplo claro de fé para estas crianças.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
guardai para sempre no vosso amor as famílias destas crianças.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
Leitor:
Renovai em todos nós a graça do Baptismo.
Todos:
Ouvi-nos, Senhor.
                
Outras fórmulas à escolha, nos nn. 217-220.
                
75.                    Depois o catequista convida os presentes a invocar os Santos:
Catequista:
Santa Maria, Mãe de Deus,
Todos:
Rogai por nós.

São João Baptista,
Todos:
Rogai por nós.
Catequista: São José, Todos:
Rogai por nós.
Catequista:
São Pedro e São Paulo,
Todos:
Rogai por nós.
Convém acrescentar os nomes de outros Santos, principalmente
dos que são patronos das crianças e da igreja ou do lugar.
Depois conclui-se: Catequista:
Todos os Santos e Santas de Deus,
Todos:
Rogai por nós.
140 bis. Omite-se a oração de exorcismo e a unção pré-baptis- mal com o óleo dos catecúmenos.

CELEBRAÇÃO DO BAPTISMO
BêNÇÃO E INvOCAÇÃO DE DEuS SOBRE A ÁguA
76.                    O catequista com os pais e padrinhos, que levam as crian- ças, aproxima-se da fonte baptismal.
Depois convida os presentes a orar, com estas palavras: Catequista:
Oremos, irmãos caríssimos,
para que Deus todo-poderoso dê a estas crianças a vida nova pela água e pelo Espírito Santo.
77.                    Se não se dispõe de água benzida, o catequista, de pé junto
da fonte baptismal, diz esta oração:
                
Todos:

Todos:
                
                
Catequista:
Todos:

                
Todos:
                
Catequista:

                
Todos:
Quando é recitado o catequista diz:
Pai clementíssimo, que da fonte do Baptismo
fizestes brotar para nós a vida nova dos vossos filhos.
Todos.
Bendito sejais, Senhor.
(ou outra aclamação apropriada).
Catequista:
vós, que pela água e pelo Espírito Santo, vos dignais reunir num só povo
todos os que foram baptizados em vosso filho Jesus Cristo.
Todos:
Bendito sejais, Senhor.

vós, que pelo Espírito do vosso amor, enviado aos nossos corações,
nos libertais, para vivermos na vossa paz.
Todos:
Bendito sejais, Senhor.
Catequista:
vós, que escolheis os baptizados,
para anunciarem com alegria a todos os povos o Evangelho do vosso filho.
Todos:
Bendito sejais, Senhor.
Catequista:
Dignai-vos, agora, abençoar esta água,
na qual vão ser baptizados os vossos servos e servas, que chamastes ao banho do novo nascimento
na fé da igreja,
para que alcancem a vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amen.

78.                   Se, porém, se dispõe de água já benzida, o catequista diz a
seguinte oração:
Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, fonte de toda a vida e do amor,
que sois glorificado nas alegrias e angústias dos pais
e manifestais a novidade das vossas maravilhas
no nascimento dos filhos,
e que no seu segundo nascimento para a vida eterna, revelais a vossa inefável fecundidade em Jesus Cristo, dignai-vos atender, benignamente,
as súplicas destes pais e da Igreja,
e envolvei estas crianças no vosso amor.
Não permitais que elas continuem sob o domínio do pecado,
mas, porque vêm de vós,
acolhei-as com bondade no reino do vosso filho.
Pelo poder do Espírito Santo e pela água que preparastes
para purificar e renovar a vida,
e que, no Baptismo de Cristo,
Vos dignastes santificar
para o nascimento sobrenatural dos homens, fazei que estas crianças,
baptizadas no mistério da paixão e ressurreição de Cristo,
possam tornar-se vossos filhos adoptivos e membros da Igreja,
e venham a gozar, para sempre, do vosso convívio, com o filho e o Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

Todos:
Amen.
                
RENuNCIAÇÃO E PROfISSÃO DE
79.                    O catequista faz a seguinte monição aos pais e padrinhos:
Caríssimos pais e padrinhos:
No sacramento do Baptismo, as crianças por vós apre- sentadas vão receber do amor de Deus uma vida nova, pela água e pelo Espírito Santo.
Procurai educá-las de tal modo na fé, que essa vida divina seja defendida do pecado que nos cerca e nelas cresça de dia para dia.
Se, guiados pela fé, estais preparados para assumir esta missão, recordai o vosso Baptismo, renunciai agora, de novo, ao pecado e professai a vossa fé em Jesus Cristo, que é a fé da Igreja, na qual as crianças são baptizadas.
80.                    Depois interroga-os: Catequista:
Dizei-me, pois: Renunciais a Satanás?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Catequista:
E a todas as suas obras?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Catequista:
E a todas as suas seduções?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
Ou
Catequista:
Dizei-me, pois: Renunciais ao pecado,
para viverdes na liberdade dos filhos de Deus?
Pais e padrinhos: Sim, renuncio. Catequista:
Renunciais às seduções do mal,
para que o pecado não vos escravize?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.

Catequista:
Renunciais a Satanás,
que é o autor do mal e pai da mentira?
Pais e padrinhos:
Sim, renuncio.
                
81.                    Em seguida, o catequista pede a tríplice profissão de fé aos
pais e padrinhos, dizendo:
Catequista:
Credes em Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
Catequista:
Credes em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor, que nasceu da virgem Maria,
padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos
e está sentado à direita do Pai?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.

Catequista:
Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
Pais e padrinhos:
Sim, creio.
82.                    O catequista, juntamente com a comunidade, faz sua esta profissão de fé, dizendo:
                
                

                
Ou:
Quando é recitado o catequista diz:
Esta é a nossa fé.
Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar,
em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Todos:
Amen.
Se parecer oportuno, esta fórmula pode ser substituída por outra. Também pode cantar-se um cântico apropriado, pelo qual a comunidade exprima unanimemente a sua fé.

BAPTISMO
83.                    O catequista convida a primeira família a aproximar-se da fonte baptismal. Depois de conhecer o nome da criança, pergun- ta aos pais e padrinhos:
Catequista:
Quereis, portanto, que N.
receba o Baptismo na fé da Igreja,
que todos, convosco, acabámos de professar?
Pais e padrinhos:
Sim, queremos.
E imediatamente o ministro baptiza a criança, dizendo:
N., eu te baptizo em nome do Pai,
imerge a criança ou infunde água a primeira vez
e do filho,
imerge-a ou infunde água segunda vez
e do Espírito Santo.
imerge-a ou infunde água terceira vez.
Se o Baptismo se fizer por infusão, convém que a criança seja sustentada pela mãe (ou pelo pai); todavia, onde parecer con- veniente, pode manter-se o costume até agora em vigor de a criança ser sustentada pela madrinha (ou pelo padrinho). Se o Baptismo se fizer por imersão, pertence às mesmas pessoas reti- rar a criança da fonte sagrada.

84.                    Se, por causa do número dos baptizandos, estiverem pre- sentes vários catequistas, cada um deles pode baptizar algumas crianças, observando o modo e a fórmula acima descritos (n. 148).
85.                    Enquanto as crianças são baptizadas, a comunidade pode fazer aclamações ou cantar cânticos (cf. nn. 225-245). Também podem fazer-se leituras ou guardar o silêncio sagrado.
RITOS EXPLICATIvOS
86.                    Omite-se a unção com o santo crisma. No entanto, o cate- quista diz uma só vez, para todos os baptizados:
Deus todo-poderoso,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos libertou do pecado
e vos deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, vos conceda que,
feitos cristãos e reunidos ao seu povo eleito, permaneçais, eternamente,
membros de Cristo sacerdote, profeta e rei.
Todos:
Amen.
IMPOSIÇÃO DA vESTE BRANCA
87.                    O catequista diz:
filhinhos:
Agora sois nova criatura e estais revestidos de Cristo. Esta veste branca seja para vós símbolo da dignidade cristã. Ajudados pela palavra e pelo exemplo das vos- sas famílias, conservai-a imaculada até à vida eterna.

Todos:
Amen.
E reveste-se cada criança com a veste branca. Não se admite outra cor, a não ser que os costumes locais o exijam. É para desejar que as próprias famílias levem essa veste.
ENTREgA DA vELA ACESA
88.                   Depois o catequista toma o círio pascal e diz:
Recebei a luz de Cristo. A vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz, para que os vossos pequeninos, iluminados por Cristo, vivam sem- pre como filhos da luz, perseverem na fé e, quando o Senhor vier, possam ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus.
Às famílias distribuem-se velas,  que  serão acesas  na  chama do círio pascal, cuja luz, recebida por um dos pais, é depois comunicada a todos. Entretanto, a comunidade canta cânticos baptismais, por exemplo:
vós que fostes baptizados em Cristo, estais revestidos de Cristo.
Aleluia, aleluia.
                
Outros cânticos à escolha, nos nn. 225-245.
                
Entretanto, a não ser que o Baptismo tenha tido lugar no próprio presbitério, vai-se em procissão até ao altar, levando acesas as velas dos baptizados.

CONCLuSÃO DO RITO
ORAÇÃO DOMINICAL
89.                    O catequista, de pé diante do altar, dirige-se aos pais e padrinhos e a todos os presentes, com estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos caríssimos:
Renascidos pelo Baptismo, estes pequeninos são chamados, e são de verdade, filhos de Deus. Pela Confirmação, hão-de receber um dia a plenitude do Espírito Santo; aproximando-se do altar do Senhor, participarão da mesa do sacrifício de Cristo; membros da Igreja, hão-de chamar a Deus seu Pai. Em nome deles, no espírito de filhos adoptivos que todos recebe- mos, ousamos agora rezar como o Senhor nos ensinou.
90.                    E todos dizem ao mesmo tempo:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação; mas livrai-nos do mal.

BêNÇÃO E DESPEDIDA
91.                    O catequista invoca a bênção de Deus e despede as pes- soas presentes, dizendo:
Irmãos, nós vos confiamos à misericórdia e à graça
de Deus Pai todo-poderoso, do seu filho unigénito
e do Espírito Santo.
O Senhor guarde a vossa vida, para que, caminhando à luz da fé,
todos juntos alcancemos os bens prometidos.
Todos:
Amen.
Catequista:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Todos:
graças a Deus.
156. bis Depois da bênção, se for oportuno, todos cantam um cântico apropriado, que exprima a alegria pascal e a acção de graças, ou o cântico Magnificat, de Nossa Senhora.

CAPíTuLO v
BAPTISMO DAS CRIANÇAS EM PERIGO DE MORTE
NA AUSÊNCIA DE SACERDOTE OU DIÁCONO
ORAÇÃO DOS fIéIS
156.      Preparada a água, mesmo não benzida, e reunidos junto da criança doente os pais, os padrinhos e, se for possível, também alguns vizinhos e amigos, o ministro, ou qualquer fiel idóneo, começa uma breve oração dos fiéis:
Irmãos:
Invoquemos a misericórdia de Deus todo-poderoso para esta criança, que vai receber a graça do Baptismo, e também para seus pais e padrinhos e para todos os baptizados.
Ministro:
Pelo Baptismo agregai à vossa Igreja esta criança.
R. Senhor, escutai a nossa súplica.
Ministro:
Pelo Baptismo fazei dela vosso filho adoptivo.
R. Senhor, escutai a nossa súplica.

Ministro:
Para que esta criança,
sepultada com Cristo na sua morte pelo Baptismo, com Ele ressuscite para a vida.
R.   Senhor, escutai a nossa súplica.
Ministro:
Para que em todos nós aqui presentes renoveis a graça do Baptismo.
R.   S