ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO II - Liturgia Católica Apostólica Romana

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ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO II

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CAPÍTULO II

RITUAL DA UNÇÃO DO DOENTE

 

RITO ORDINÁRIO

PREPARAÇÃO DA CELEBRAÇÃO



67. O rito que abaixo se descreve observa-se mesmo quando a Unção é conferida simultaneamente a vários doentes, sendo a imposição das mãos e a unção, com sua fórmula, feitas sobre cada um deles; as outras fórmulas recitam-se uma só vez no plural. 

64O sacerdote que houver de administrar a Santa Unção a algum doente, informe-se do seu estado para o ter em conta ao ordenar a celebração, na escolha das leituras e das orações. Disponha todas estas coisas, na medida do possível, com o próprio doente ou sua família, explicando o significado do sacramento.

65. Para ouvir a confissão sacramental do doente, todas as vezes que for necessário, o sacerdote chegue, se puder, um pouco antes da celebração da Unção. Mas, se a confissão sacramental do doente tiver de fazer-se na própria celebração, faça-se no começo do rito. Se não houver confissão sacramental, faça-se oportunamente um ato penitencial.

66. O doente que não está acamado pode receber o Sacramento na igreja ou noutro local conveniente, onde se possam reunir pelo menos os familiares e amigos que tomem parte na celebração.

Nos hospitais ou casas de saúde, porém, o sacerdote tenha em conta a situação dos outros doentes que estiverem de cama no mesmo lugar, verificando se podem de algum modo tomar parte na celebração ou se, pelo contrário, vão cansar-se, ou ainda, não professando a fé católica, se poderão sentir-se um tanto incomodados. 

 

Ritos iniciais 



68Ao aproximar-se do doente, o sacerdote, vestido de forma adequada à dignidade deste sagrado ministério, saúda o doente e as outras pessoas presentes com amabilidade, usando, se as circunstâncias o aconselharem, a fórmula seguinte: 

Paz a esta casa e a todos os que nela vivem. 

Ou: 

A paz do Senhor esteja convosco (contigo)

__________________________________________ 


Ou: 

V. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 

o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo 

estejam convosco. 

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.



Ou: 

V. A graça e a paz de Deus, nosso Pai, 

e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, 

estejam convosco. 

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. 

___________________________________________ 

69A seguir, conforme a oportunidade, tomando a água benta, asperge o doente e o quarto, dizendo a seguinte fórmula: 

Lembre-nos esta água o Baptismo que recebemos, 

e recorde-nos Jesus Cristo 

que nos remiu com a sua paixão e ressurreição. 


70
Depois, com estas palavras ou outras semelhantes, dirige-se aos presentes: 

Irmãos caríssimos, 

Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, segundo o Evangelho, 

recorrem os doentes para implorar a cura 

e que tanto por nós sofreu, 

está presente no meio de nós, aqui reunidos em seu nome, 

ordenando-nos mediante o Apóstolo S. Tiago: 

«Algum de vós está doente? 

Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, 

ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. 

A oração da fé salvará o doente e o Senhor o confortará, 

e, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados». 

Confiemos, pois, o nosso irmão doente 

ao amor e ao poder de Cristo, 

para que encontre alívio e saúde.


Ou diga a seguinte oração: 

Senhor, Jesus Cristo, 

que dissestes por meio do vosso Apóstolo Tiago: 

«Algum de vós está doente? 

Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, 

ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. 

A oração da fé salvará o doente e o Senhor o confortará, 

e, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados», 

em obediência à vossa palavra, 

nós Vos pedimos que estejais presente 

no meio daqueles que estão reunidos em vosso nome 

e que guardeis benignamente com a vossa misericórdia 

o nosso irmão N. (e os outros enfermos aqui presentes)

Vós que sois Deus, com o Pai, 

na unidade do Espírito Santo. 


Todos respondem: 

Amen. 

   

 

Ato penitencial 


71Se não houver confissão sacramental, faça-se o ato penitencial, começando o sacerdote deste modo: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, reconheçamos que somos pecadores. 


E faz-se um breve silêncio. Depois, o sacerdote diz: 

Confessemos os nossos pecados.


E todos continuam 

Confesso a Deus todo-poderoso 

e a vós, irmãos, 

que pequei muitas vezes 

por pensamentos e palavras, atos e omissões, 


e, batendo no peito, dizem: 

por minha culpa, minha tão grande culpa. 


e continuam: 

E peço à Virgem Maria, 

aos Anjos e Santos, 

e a vós, irmãos, 

que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. 


O sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 

 

___________________________________ 

Outras fórmulas do ato penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, reconheçamos que somos pecadores. 


Depois de um breve silêncio, o sacerdote diz: 

Tende compaixão de nós, Senhor. 


Todos respondem: 

Porque somos pecadores.


Sacerdote: 

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. 


Todos respondem: 

E dai-nos a vossa salvação. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 


Ou: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


Faz-se um breve silêncio. A seguir o sacerdote, ou outro dos presentes, pronuncia estas invocações ou outras semelhantes, seguidas de “
Senhor, tende piedade de nós

Senhor, que pelo vosso mistério pascal 

nos alcançastes a salvação, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Cristo, que renovais constantemente no meio de nós 

as maravilhas da vossa Paixão, 

Cristo, tende piedade de nós. 

R. Cristo, tende piedade de nós.


Sacerdote: 

Senhor, que nos tornais participantes do sacrifício pascal pela comunhão do vosso Corpo, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 

     

 

Leitura da Sagrada Escritura 


72
Depois, um dos presentes, ou o próprio sacerdote, lê um texto breve da Sagrada Escritura: 


Escutai, irmãos, palavras do santo Evangelho segundo 

S. Mateus (Mt 8, 5-10. 13)


Naquele tempo, 

ao entrar Jesus em Cafarnaum, 

aproximou-se d’Ele um centurião, 

que Lhe suplicou, dizendo: 

«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico 

e sofre horrivelmente». 

Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». 

Mas o centurião respondeu-Lhe: 

«Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; 

mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado.

Porque eu, que não passo dum subalterno, 

tenho soldados sob as minhas ordens: 

digo a um ‘Vai’ e ele vai; a outro ‘Vem’ e ele vem; 

e ao meu servo: ‘Faz isto’ e ele faz». 

Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado 

e disse àqueles que O seguiam: 

«Em verdade vos digo: 

Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé.» 

Depois, Jesus disse ao centurião: 

«Vai para casa. Seja feito como acreditaste». 


Ou outra leitura adequada, por exemplo, de entre as que são propostas nos nn. 153 ss. Pode fazer-se uma breve explicação do texto, se parecer oportuno. 

 

 

Ladainha 




73. A ladainha, que vem a seguir, pode rezar-se neste momento ou depois da Unção, ou ainda, se parecer conveniente, em ambos os casos. O sacerdote poderá, no entanto, conforme as circunstâncias, adaptar ou abreviar o próprio texto. 


Irmãos, com a oração da nossa fé peçamos ao Senhor pelo nosso irmão 
N. e imploremos humildemente: 

— Visitai-o, Senhor, com a vossa misericórdia 

e confortai-o com a Santa Unção. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Livrai-o de todo o mal. 

R. Ouvi-nos, Senhor.

— Aliviai os sofrimentos de todos os doentes. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Ajudai os que tratam dos doentes. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Livrai-o do pecado e de toda a tentação. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Concedei vida e saúde 

àquele a quem, em vosso nome, impomos as mãos. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

_____________________________________ 


Outras fórmulas à escolha: 


— 
Senhor, que suportastes as nossas enfermidades 

e tomastes sobre Vós as nossas dores, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


— 
Cristo, que Vos compadecestes da multidão 

e passastes fazendo o bem e curando os doentes, 

Cristo, tende piedade de nós. 

R. Cristo, tende piedade de nós. 


— 
Senhor, que ordenastes aos vossos Apóstolos 

que impusessem as mãos sobre os doentes, 

Senhor, tende piedade de nós 

R. Senhor, tende piedade de nós.


Ou: 

Oremos ao Senhor pelo nosso irmão doente 

e por todos os que tratam dele. 

— Olhai benignamente para este doente. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Infundi novo vigor nos seus membros. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Suavizai as suas dores. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Dignai-Vos libertá-lo do pecado e de todas as tentações. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Socorrei com a vossa graça todos os doentes. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Animai com a vossa acção divina 

todos os que lhe assistem. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

— Dignai-Vos conceder a vida e a saúde 

àquele a quem, em vosso nome, impomos as mãos. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


74
Neste momento, o sacerdote impõe as mãos sobre a cabeça do doente, sem dizer nada.

 

Bênção do Óleo 


75. 
Quando o sacerdote, segundo o n. 21, tiver de benzer o Óleo dentro do rito, procede assim para a bênção: 

Oremos. 

Senhor nosso Deus, 

Pai de toda a consolação, 

que por vosso Filho 

quisestes aliviar as dores dos enfermos, 

atendei com bondade a oração da nossa fé. 

Enviai do céu o Espírito Santo Consolador 

sobre este óleo 

que vos dignastes produzir da árvore 

para refazer as forças do corpo humano. 

Com a vossa bênção, 

sirva a quantos forem com ele ungidos 

de auxílio do corpo, da alma e do espírito, 

para alívio de todas as dores, fraquezas e doenças. 

Seja para nós, Senhor, 

por vossa bênção, óleo santo, 

em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Todos respondem: 

Amen.56 UNÇÃO E PASTORAL DOS DOENTES 

_____________________________________ 


Outra fórmula à escolha: 

— Bendito sejais, Senhor, Pai omnipotente, 

que por amor de nós e pela nossa salvação 

enviastes ao mundo o vosso Filho. 

R. Bendito sejais, Senhor. 

— Bendito sejais, Senhor, Filho Unigénito, 

que, tendo descido à nossa humanidade, 

quisestes dar remédio às nossas enfermidades. 

R. Bendito sejais, Senhor. 

— Bendito sejais, Senhor, Espírito Santo Consolador, 

que, com o vosso poder, 

continuamente nos dais coragem 

para suportarmos as enfermidades do nosso corpo. 

R. Bendito sejais, Senhor. 

Assisti-nos benignamente, Senhor, 

e santificai com a vossa bênção este óleo 

preparado para remediar os males dos vossos fiéis, 

para que todos os que forem com ele ungidos, 

mediante a oração da fé, 

sejam livres de toda a enfermidade. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

R. Amen. 


_____________________________________


75. 
Se o Óleo já tiver sido benzido, diz a oração de acção de graças sobre o mesmo Óleo: 

— Bendito sejais, Senhor, Pai omnipotente, 

que por amor de nós e pela nossa salvação 

enviastes ao mundo o vosso Filho. 

R. Bendito sejais, Senhor. 

— Bendito sejais, Senhor, Filho Unigénito, 

que, tendo descido à nossa humanidade, 

quisestes dar remédio às nossas enfermidades. 

R. Bendito sejais, Senhor. 

— Bendito sejais, Senhor, Espírito Santo Consolador, 

que, com o vosso poder, 

continuamente nos dais coragem 

para suportarmos as enfermidades do nosso corpo. 

R. Bendito sejais, Senhor. 

O vosso servo, Senhor, 

que é ungido na fé com este Óleo santo, 

mereça ser consolado nas suas dores 

e confortado nas suas enfermidades. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Todos respondem: 

Amen.

 

 

Santa Unção 


76
Depois, o sacerdote toma o santo Óleo e unge o doente na fronte e nas mãos, dizendo uma só vez: 

Por esta santa Unção 

e pela sua infinita misericórdia, 

o Senhor venha em teu auxílio 

com a graça do Espírito Santo 

R. Amen. 


para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve
 

e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos. 

R. Amen. 


77. 
Depois diz a oração: 

Oremos. 

Cristo, Redentor do mundo, 

nós Vos pedimos: 

curai pela graça do Espírito Santo 

a fraqueza deste doente, 

sarai as suas feridas, 

perdoai os seus pecados, 

tirai-lhe todas as dores da alma e do corpo 

e restituí-lhe, por piedade, 

a plena saúde interior e exterior, 

para que, restabelecido graças à vossa misericórdia, 

retome as anteriores ocupações.

Vós que sois Deus com o Pai 

na unidade do Espírito Santo. 


Todos respondem: 

Amen. 


Ou: 

Senhor Jesus Cristo, 

que, para resgatar os homens e curar os doentes, 

quisestes assumir a nossa natureza humana, 

olhai propício para este vosso servo, 

que tanto necessita da saúde da alma e do corpo; 

restabelecei com o vosso poder 

e consolai com a vossa ajuda 

aquele que ungimos em vosso nome com a santa Unção, 

para que consiga levantar as forças e vencer o mal 

(e concedei àquele 

que fizestes participante da vossa Paixão 

a graça de confiar na eficácia dos seus sofrimentos). 

Vós que sois Deus com o Pai 

na unidade do Espírito Santo. 

_____________________________________ 


Outras orações adaptadas às diversas circunstâncias do doente: 


Para uma pessoa de idade avançada
 

Olhai benignamente, Senhor, 

para o vosso servo sob o peso da idade, 

que implora a vossa graça por esta santa Unção, 

para alcançar a saúde da alma e do corpo:

confortai-o com a plenitude do vosso Espírito 

para que permaneça forte na fé e firme na esperança, 

dê a todos, testemunho da sua paciência 

e manifeste na alegria o vosso amor. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Para quem está em grande perigo
 

Senhor, nosso Deus, Redentor de todos os homens, 

que na vossa Paixão suportastes as nossas dores 

e sofrestes as nossas enfermidades, 

nós Vos pedimos humildemente 

pelo nosso irmão doente N., 

para que, redimido por Vós, 

lhe levanteis o ânimo com a esperança da salvação 

e Vos digneis ampará-lo no corpo e na alma. 

Vós que sois Deus com o Pai 

na unidade do Espírito Santo. 


Para aquele que recebe a Unção e o Viático
 

Senhor, nosso Deus, 

Pai de misericórdia e consolador dos aflitos, 

olhai benignamente para o vosso servo N. 

que põe em Vós a sua confiança. 

Pela graça da santa Unção, 

aliviai-o das angústias que o oprimem, 

e fazei que, reconfortado com o Corpo 

e Sangue do vosso Filho, 

receba o Viático para chegar à vida eterna. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Para um agonizante
 

Pai clementíssimo, 

que sois conhecedor de toda a boa vontade, 

que sempre perdoais os pecados 

e nunca negais o perdão a quem Vo-lo pede, 

tende compaixão do vosso servo N. 

que se debate em extrema agonia, 

para que, ungido com a santa Unção 

e ajudado com as orações da nossa fé, 

seja aliviado no corpo e na alma, 

e, implorando o perdão dos pecados, 

seja fortalecido com o dom do vosso amor. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que, vencendo a morte, 

nos abriu as portas da eternidade, 

e é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Todos respondem: 

Amen. 

   

 

Conclusão do rito 


78
. O sacerdote introduz a oração dominical, com estas palavras ou outras semelhantes: 

Num só coração e numa só alma, 

ousamos dizer como o Senhor nos ensinou: 


E todos continuam: 

Pai nosso, que estais nos céus, 

santificado seja o vosso nome;

venha a nós o vosso reino; 

seja feita a vossa vontade 

assim na terra como no céu. 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; 

perdoai-nos as nossas ofensas, 

assim como nós perdoamos 

a quem nos tem ofendido; 

e não nos deixeis cair em tentação; 

mas livrai-nos do mal. 


Se o doente houver de comungar, depois da oração dominical procede-se como no rito da comunhão dos doentes (nn. 
55-58). 


79
O rito termina com a bênção do sacerdote: 

Deus Pai te conceda a sua bênção 

R. Amen. 

Jesus Cristo, Filho de Deus 

te dê a saúde do corpo e da alma 

R. Amen. 

O Espírito Santo te ilumine hoje e sempre com a sua luz. 

R. Amen. 

E a vós todos, aqui presentes, 

abençoe Deus todo-poderoso, 

Pai, Filho e Espírito Santo. 

R. Amen.UNÇÃO DO DOENTE 63 

_____________________________________ 


Ou: 

Nosso Senhor Jesus Cristo 

esteja a teu lado para te proteger. 

R. Amen. 

Ele esteja sempre contigo para te guiar e defender. 

R. Amen. 

Ele vele sobre ti e te conforte com as suas bênçãos. 

R. Amen. 

E a vós todos, aqui presentes, 

abençoe Deus todo-poderoso, 

Pai, Filho e Espírito Santo. 

R. Amen. 


Ou: 

A bênção de Deus todo-poderoso, 

Pai, Filho e Espírito Santo, 

desça sobre vós e permaneça para sempre. 

R. Amen.

 

 

RITO DA UNÇÃO DENTRO DA MISSA 



80. 
Quando o estado do doente o permitir, e particularmente quando estiver para comungar, pode conferir-se a Santa Unção dentro da Missa, quer na igreja, quer também na casa do doente ou no hospital, em lugar idóneo. 



81. 
Sempre que a Santa Unção se conferir dentro da Missa, deve celebrar-se a Missa para a Unção dos Enfermos, com paramentos de cor branca. 


Esta Missa pode dizer-se todos os dias, exceto nos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, na Semana Santa, nas solenidades, na Oitava da Páscoa, na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos e na Quarta-Feira de Cinzas. 


As leituras tomam-se de entre as que figuram no Leccionário da Missa ou no Ritual da Santa Unção (nn. 
153 ss.), a não ser que pareça mais vantajoso para o doente e para os presentes escolher outras leituras. 


Quando não se celebrar a Missa ritual, pode escolher-se uma das leituras de entre as que vêm acima citadas, exceto se ocorrer algum dos dias indicados nos nn. 1-4 da tabela dos dias litúrgicos. Neste caso, celebra-se a Missa do dia, com as respectivas leituras. 

Na bênção final, pode usar-se a fórmula própria do rito da Unção (nn. 79 237). 



82
A Santa Unção confere-se depois do Evangelho e da homilia, por esta ordem: 


a) 
Depois da leitura do Evangelho, o sacerdote na homilia, a partir do texto sagrado, explique o sentido da doença humana na história da salvação e qual a graça do sacramento da Unção, atendendo, no entanto, ao estado do doente e a outras circunstâncias das pessoas presentes.


b) 
A celebração da Unção começa pela ladainha (n.73) ou pela imposição das mãos se a ladainha ou oração universal se recitar depois da Unção (n.74). Segue-se a bênção do Óleo, se tiver de fazer-se, segundo os nn.21 e 75, ou a oração de acção de graças sobre o mesmo Óleo (n. 75 bis) e a Unção (n. 76). 


c) 
Depois, a não ser que a ladainha venha antes da Unção, diz-se a oração universal, a qual se conclui com a oração para depois da Unção (n. 77243-246). A Missa continua, como de costume, com a preparação dos dons. O doente e os outros participantes podem comungar sob as duas espécies. 

 

 

CELEBRAÇÃO DA UNÇÃO 

NUMA GRANDE ASSEMBLEIA DE FIÉIS 

 

83O rito que abaixo se descreve pode usar-se em reuniões de fiéis, como são as peregrinações, ou outros grupos de fiéis de uma diocese, de uma cidade ou paróquia ou de uma associação de piedade formada por doentes. 

Por vezes, também pode ser usado o mesmo rito, quando for conveniente, nos hospitais ou casas de saúde. 


Mas se, conforme o parecer do Bispo diocesano, muitos doentes houverem de receber ao mesmo tempo a Santa Unção, o Ordinário, ou o seu delegado, cuide que se observem com exactidão todas as normas dadas a respeito da disciplina da Santa Unção (nn. 
8-9), da preparação pastoral e da celebração litúrgica (nn. 17, 84, 85). 


Pertence-lhe também designar, se for caso disso, os sacerdotes que tomem parte na administração do sacramento. 



84
A celebração comum da Unção faz-se na igreja ou noutro lugar adequado, em que os doentes e outros fiéis se possam reunir mais facilmente.66 UNÇÃO E PASTORAL DOS DOENTES 



85
Mas é necessário que antes se faça a devida preparação quer dos doentes que hão-de receber a Santa Unção, quer dos outros doentes eventualmente presentes, quer dos fiéis que gozam de saúde. 

Tenha-se também o cuidado de fomentar a plena participação das pessoas presentes preparando sobretudo os cânticos oportunos, com os quais se estimule a unanimidade dos fiéis, se fomente a oração comum e se manifeste a alegria pascal que deve transparecer em todo o rito. 

 

 

CELEBRAÇÃO FORA DA MISSA 


86Convém que os doentes, que vão receber a Santa Unção, e que desejam confessar os seus pecados, se aproximem do sacramento da Penitência antes da celebração da Santa Unção. 


87
O rito começa pelo acolhimento dos doentes, no qual se manifesta com amabilidade a solicitude de Cristo pelas enfermidades do homem e a função dos doentes no interior do Povo de Deus. 


88
Depois faz-se, a seu tempo, o acto penitencial (n. 71). 


89
Segue-se a celebração da Palavra de Deus, que pode constar da leitura de um ou de vários textos da Sagrada Escritura, intercalados com cânticos. As leituras podem tirar-se do Ritual (nn. 153 ss.), a não ser que seja mais útil para os doentes ou para os assistentes escolher outras leituras. Depois da homilia, pode observar-se um breve tempo de silêncio.


90
A celebração do sacramento começa propriamente pela ladainha (n. 73) ou pela imposição das mãos (n. 74). Enquanto se faz a Unção dos doentes, ouvida, pelo menos uma vez, a fórmula pelos assistentes, podem cantar-se cânticos adequados. A oração universal, se for feita depois da Unção, termina com a oração para depois da Unção (n. 77) ou com a oração dominical, cantada por todos, conforme parecer oportuno. 

Se estão presentes vários sacerdotes, cada um deles impõe a mão sobre alguns doentes e faz a Unção com a respectiva fórmula, recitando o celebrante principal as orações. 


91
Antes do rito de despedida, dá-se a bênção (n. 79, 237), e é louvável que se conclua com um cântico adequado. 

 

 

CELEBRAÇÃO DENTRO DA MISSA 

 

92O acolhimento dos doentes faz-se no começo da Missa, na admonição inicial. 


Quanto ao modo de ordenar a liturgia da Palavra e a celebração da própria Unção, observe-se o que vem indicado acima, nos nn. 
89-91. 

 
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