ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO III - Liturgia Católica Apostólica Romana

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ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO III

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CAPÍTULO III

VIÁTICO

 

93Pertence ao pároco e aos outros sacerdotes, a quem é confiado o cuidado dos doentes, providenciar no sentido de serem fortalecidos com o sagrado Viático do Corpo e Sangue de Cristo os doentes que estão em próximo perigo de vida. Faça-se, por isso, a preparação pastoral, segundo as circunstâncias das pessoas e do ambiente, tanto do doente como da sua família e dos que cuidam dele.


94
É permitido administrar o Viático ao doente, quer dentro da Missa, se a celebração eucarística se fizer na casa dele (n. 26), quer fora da Missa, segundo o rito e as normas que se seguem.


95
É permitido administrar a Eucaristia apenas sob a espécie do vinho àqueles que não a podem receber sob a espécie do pão. 

Se a Missa não se celebrar na casa do doente, conserve-se o Sangue do Senhor, depois da Missa, num cálice, devidamente coberto e colocado no sacrário; deve ser levado ao doente num pequeno vaso de tal forma fechado que se evite, de todo, o perigo de ser derramado. Na administração do Santíssimo Sacramento, escolha-se, em cada caso, o modo mais adequado de entre aqueles que são propostos na distribuição da Comunhão sob as duas espécies. Se, dada a Comunhão, restar um pouco do preciosíssimo Sangue, tome-o o ministro, o qual terá o cuidado de fazer as devidas abluções.


96
Todos os que tomam parte na celebração podem também receber a sagrada Comunhão sob as duas espécies.

 

 

VIÁTICO ADMINISTRADO DENTRO DA MISSA 

 

 

97Quando o Viático se administra dentro da Missa, deve celebrar-se a Missa para o Viático ou a da Santíssima Eucaristia, com paramentos de cor branca. 


Esta Missa pode dizer-se todos os dias, exceto nos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, na Semana Santa, nas solenidades, na Oitava da Páscoa, na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos e na Quarta-Feira de Cinzas. 


As leituras tomam-se de entre as que figuram no Leccionário da Missa ou no Ritual da Santa Unção (nn. 
153 ss.), a não ser que pareça mais vantajoso para o doente e para os presentes escolher outras leituras. 


Quando não se celebrar a Missa ritual ou votiva, pode escolher-se uma das leituras de entre as que vêm acima citadas, exceto se ocorrer algum dos dias indicados nos nn. 1-4 da tabela dos dias litúrgicos. Neste caso, celebra-se a Missa do dia, com as respectivas leituras. 


Na bênção final, pode usar-se a fórmula própria (nn. 
79 237). 



98
Se for necessário, o sacerdote ouça a confissão sacramental do doente antes da celebração da Missa. 


99
A Missa celebra-se do modo habitual, mas o sacerdote tenha em conta o seguinte: 


a) 
Depois da leitura do Evangelho, se parecer oportuno, faça uma breve homilia a partir do texto sagrado, na qual, tendo em conta o estado do doente e outras circunstâncias das pessoas, exponha a importância e o significado do Viático (cf. nn. 26-28).


b) 
Ao terminar a homilia, sempre que se julgar oportuno, convém que o sacerdote ajude o doente a renovar a profissão de fé do Baptismo (n. 108). Esta profissão de fé faz as vezes do Credo da Missa. 


c) 
Adapte-se a oração universal a esta celebração, podendo tomar-se o texto de entre aqueles abaixo mencionados (n. 109); mas pode omitir-se, se a renovação da profissão de fé já antes tiver sido feita pelo doente e se prevê que, dessa forma, o enfermo se vai cansar demasiado. 


d) 
No lugar próprio do Ordinário da Missa, o sacerdote e as outras pessoas presentes podem dar o sinal da paz ao doente. 


e) 
Tanto o doente como as demais pessoas presentes podem comungar sob as duas espécies. Na Comunhão a dar ao doente, use o sacerdote a fórmula prescrita para administrar o Viático (n. 112). 


f) 
No fim da Missa, o sacerdote pode usar a fórmula especial para dar a bênção (n. 79), e juntar-lhe a fórmula de indulgência plenária em artigo de morte, que começa pelas palavras: Pelos santos mistérios (n. 106). 

 

 

VIÁTICO ADMINISTRADO FORA DA MISSA 

 

100Se o doente quiser confessar-se (ao que o sacerdote deve estar muito atento), atenda-o, se puder, um pouco antes da administração do Viático. Mas se a confissão sacramental tiver de fazer-se na própria celebração, faça-se no começo do rito. Se não se fizer dentro do rito ou houver outras pessoas para comungar, faça-se oportunamente um ato penitencial.

 

 

Ato penitencial 

 

104Se for necessário, o sacerdote ouça a confissão sacramental do doente que, em caso de necessidade e não podendo ser de outro modo, fará apenas a confissão genérica dos pecados.


105
Quando não se faz a confissão sacramental do doente, ou há outras pessoas para comungar, o sacerdote convida o enfermo e os demais presentes ao ato penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


E faz-se um breve silêncio. Depois, o sacerdote diz: 

Confessemos os nossos pecados. 


E todos continuam 

Confesso a Deus todo-poderoso 

e a vós, irmãos, 

que pequei muitas vezes 

por pensamentos e palavras, atos e omissões, 


e, batendo no peito, dizem: 

por minha culpa, minha tão grande culpa. 


e continuam: 

E peço à Virgem Maria, 

aos Anjos e Santos, 

e a vós, irmãos, 

que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. 



O sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 

Todos respondem: 

Amen.

_____________________________________ 

 

Outras fórmulas do ato penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


Depois de um breve silêncio, o ministro diz: 

Tende compaixão de nós, Senhor. 


Todos respondem: 

Porque somos pecadores. 


Sacerdote: 

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. 


Todos respondem: 

E dai-nos a vossa salvação. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 


Ou: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores.


Faz-se um breve silêncio. A seguir o sacerdote, ou outro dos presentes, pronuncia estas invocações ou outras semelhantes, seguidas de 
Senhor, tende piedade de nós. 

Senhor, que pelo vosso mistério pascal 

nos alcançastes a salvação, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Cristo, que renovais constantemente no meio de nós 

as maravilhas da vossa Paixão, 

Cristo, tende piedade de nós. 

R. Cristo, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Senhor, que nos tornais participantes do sacrifício pascal pela comunhão do vosso Corpo, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen.



106
O sacramento da Penitência, ou o ato penitencial, podem concluir-se com a indulgência plenária em artigo de morte, a qual o sacerdote concede ao doente do seguinte modo: 

Eu, pela faculdade que me foi concedida pela Sé Apostólica, te concedo a indulgência plenária 

e a remissão de todos os pecados, 

em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. 

R. Amen. 


Ou: 

Pelos santos mistérios da redenção humana, 

Deus omnipotente te perdoe toda a pena 

da vida presente e da vida futura, 

te abra as portas do paraíso 

e te conduza às alegrias eternas. 

R. Amen. 

 

 

Leitura da Sagrada Escritura 

 

107Convém muito que seja lido por alguma das pessoas presentes, ou pelo próprio sacerdote, um trecho breve da Sagrada Escritura, por exemplo: 


Jo 6
, 54: 

Quem come a minha Carne 

e bebe o meu Sangue 

tem a vida eterna 

e Eu o ressuscitarei no último dia. 

A minha Carne é verdadeira comida 

e o meu Sangue é verdadeira bebida.


Jo 6
, 54-59: 

Quem come a minha Carne 

e bebe o meu Sangue 

tem a vida eterna 

e Eu o ressuscitarei no último dia. 

A minha Carne é verdadeira comida 

e o meu Sangue é verdadeira bebida. 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 

permanece em Mim, e Eu nele. 

Assim como o Pai, que vive, Me enviou, 

e Eu vivo pelo Pai, 

também aquele que Me come viverá por Mim. 

Este é o pão que desceu do Céu; 

não é como aquele que os vossos pais comeram, 

e morreram; 

quem comer deste pão viverá eternamente. 


Jo 14
, 6: 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida. 

Ninguém vai ao Pai senão por Mim. 


Jo 14
, 23: 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra; 

Meu Pai o amará, viremos a ele 

e faremos nele a nossa morada. 


Jo 14
, 27: 

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. 

Não vo-la dou como a dá o mundo. 

Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.


Jo 15
, 4: 

Permanecei em Mim 

e Eu permanecerei em vós. 

Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo 

se não permanecer na videira, 

assim também vós, se não permanecerdes em Mim. 


Jo 15
, 5: 

Eu sou a videira, vós sois os ramos. 

Se alguém permanecer em Mim e Eu nele, 

esse dá muito fruto, 

porque sem Mim, nada podeis fazer. 


1 Cor 11
, 26: 

Todas as vezes que comerdes deste pão 

e beberdes deste cálice, 

anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. 


1 Jo 4
, 16: 

Nós conhecemos o amor que Deus nos tem 

e acreditámos no seu amor. 

Deus é amor: 

quem permanece no amor permanece em Deus 

E Deus permanece nele. 


Pode também escolher-se outro texto adequado de entre os que figuram mais adiante (nn. 
247 ss. ou 153 ss.). Pode fazer-se, segundo as circunstâncias, uma breve explicação do texto.

 

 

Profissão de fé batismal 

 

108Convém que o doente, antes de receber o Viático, renove a profissão de fé do Batismo. O sacerdote, portanto, depois de fazer uma breve introdução com palavras adequadas, interrogue-o deste modo: 

Crês em Deus, Pai todo-poderoso, 

Criador do céu e da terra? 

R. Sim, creio. 

Crês em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 

que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, 

ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai? 

R. Sim, creio. 

Crês no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, 

na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, 

na ressurreição da carne e na vida eterna? 

R. Sim, creio. 

 

 

Ladainha 

 

109A seguir, se as disposições do doente o permitirem, reza-se uma breve ladainha, com as palavras seguintes ou outras semelhantes, respondendo o próprio doente, se puder, e as demais pessoas presentes: 

Unidos num só coração, invoquemos, irmãos caríssimos, 

a Nosso Senhor Jesus Cristo:


— 
A Vós, Senhor, que nos amastes até ao fim 

e Vos entregastes à morte para nos dar a vida, 

nós Vos pedimos pelo nosso irmão. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


— 
A Vós, Senhor, que dissestes: 

quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 

tem a vida eterna, 

nós Vos pedimos pelo nosso irmão. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


— 
A Vós, Senhor, que nos convidais para aquele banquete 

onde já não haverá dor, nem luto, 

nem tristeza, nem separação, 

nós Vos pedimos pelo nosso irmão. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 

 

 

Viático 

 

110Depois o sacerdote introduz a oração dominical com estas palavras ou outras semelhantes: 

Porque nos chamamos e somos filhos de Deus, ousamos dizer com toda a confiança: 


E todos continuam: 

Pai nosso, que estais nos céus, 

santificado seja o vosso nome; 

venha a nós o vosso reino;

seja feita a vossa vontade 

assim na terra como no céu. 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; 

perdoai-nos as nossas ofensas, 

assim como nós perdoamos 

a quem nos tem ofendido; 

e não nos deixeis cair em tentação; 

mas livrai-nos do mal. 


111
Então o sacerdote, apresentando o Santíssimo Sacramento, diz: 

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. 

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 


O doente, se puder, e as outras pessoas que estiverem para comungar dizem juntos: 

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, 

mas dizei uma palavra e serei salvo. 


112
O sacerdote aproxima-se do doente e, apresentando-lhe o Santíssimo Sacramento, diz: 

O Corpo de Cristo (ou: O Sangue de Cristo). 


O doente responde: 

Amen. 


Imediatamente, ou depois de dada a Comunhão, o sacerdote acrescenta: 

Ele te guarde e te conduza à vida eterna. 


O doente responde: 

Amen.


As pessoas presentes, que desejam comungar, recebem o Santíssimo Sacramento segundo o modo habitual. 

113Acabada a distribuição da Comunhão, o sacerdote faz a purificação do costume. Entretanto, segundo as circunstâncias, pode observar-se por algum tempo o silêncio sagrado. 

 

 

Conclusão do rito 

 

114Depois, o sacerdote diz a oração de conclusão: 

Oremos. 

Deus de infinita misericórdia, 

que em Jesus Cristo, vosso Filho, 

nos destes o caminho, a verdade e a vida, 

olhai benignamente para o vosso servo N. 

e concedei que, cheio de confiança nas vossas promessas 

e fortalecido com o Corpo e Sangue do vosso Filho, 

caminhe em paz para o vosso reino. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

R. Amen. 


Ou: 

Senhor nosso Deus, 

salvação eterna dos que acreditam em Vós, 

humildemente Vos pedimos que o nosso irmão N., 

fortalecido com o Corpo (e Sangue de Cristo), 

chegue sem temor ao reino da luz e da vida. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Ou: 

Senhor, Pai Santo, 

Deus eterno e omnipotente, 

nós Vos pedimos, cheios de confiança, 

que o Santíssimo Corpo (Santíssimo Sangue) 

de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que este nosso irmão (nossa irmãrecebeu, 

seja remédio de vida eterna 

para o seu corpo e para a sua alma. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

E abençoa o doente e as demais pessoas presentes: 

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, 

Pai, Filho e Espírito Santo. 

R. Amen. 


Outras fórmulas de bênção, nn. 
79, 237-238. 


Se sobrarem partículas consagradas, o sacerdote pode, com elas, dar a bênção ao doente, fazendo sobre ele o sinal da cruz. 


Depois, tanto o sacerdote como as pessoas presentes podem dar ao doente o sinal da paz. 

 
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