ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO IV - Liturgia Católica Apostólica Romana

www.liturgiacatolica.com
Ir para o conteúdo

ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO IV

RITUAIS > ENFERMOS
 

CAPÍTULO IV

 

RITUAL DA ADMINISTRAÇÃO

DOS SACRAMENTOS AO DOENTE

EM PERIGO DE VIDA 

 

RITO CONTÍNUO DA PENITÊNCIA,

DA UNÇÃO E DO VIÁTICO

  

115Se o doente quiser confessar-se (ao que o sacerdote deve estar muito atento), o sacerdote atenda-o, se possível, um pouco antes da celebração da Santa Unção e do Viático. Mas se a confissão sacramental se tiver de fazer na própria celebração, faça-se no começo do rito, antes da Unção. Se, porém, não se fizer dentro do próprio rito, faça-se oportunamente o ato penitencial.


116
Em perigo eminente, o doente seja imediatamente ungido com uma única unção, depois dê-se-lhe o Viático. Sendo ainda mais grave o perigo de vida, segundo a norma do n. 30, dê-se--lhe imediatamente o Viático, de modo que na sua passagem desta vida vá fortalecido com o Corpo de Cristo, penhor da ressurreição. Pois, para os fiéis, em perigo de vida, há o preceito de receber a sagrada Comunhão.


117
A Confirmação em perigo de vida e a Unção dos Doentes, se possível, não se devem conferir no mesmo rito contínuo, para não se confundirem os dois sacramentos, uma vez que em ambos se faz uma unção. Mas, se for necessário, administre-se a Confirmação imediatamente antes da bênção do Óleo dos doentes, omitindo a imposição das mãos no rito da Unção. 

 

 

Ritos iniciais 

 

118Ao aproximar-se do doente, o sacerdote, vestido de forma adequada à dignidade deste sagrado ministério, saúda o doente e as outras pessoas presentes com amabilidade, usando, se as circunstâncias o aconselharem, a fórmula seguinte: 

Paz a esta casa e a todos os que nela vivem. 

Ou: 

A paz do Senhor esteja convosco (contigo). 

_____________________________________ 


Ou: 

V. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 

o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo 

estejam convosco. 

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. 

Ou: 

V. A graça e a paz de Deus, nosso Pai, 

e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, 

estejam convosco. 

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. 

_____________________________________

 

A seguir, o sacerdote, colocando o Santíssimo Sacramento sobre a mesa, adora-O juntamente com as pessoas presentes. 

Depois, se as circunstâncias o permitirem, tomando a água benta, asperge o doente e o quarto, dizendo a seguinte fórmula: 

Lembre-nos esta água o Baptismo que recebemos, 

e recorde-nos Jesus Cristo 

que nos remiu com a sua paixão e ressurreição. 


119
Mas, se for necessário, disponha o doente para a celebração dos sacramentos, por meio de um colóquio fraterno, servindo-se oportunamente de um breve trecho do Evangelho, que o convide à penitência e ao amor de Deus. Pode, porém, utilizar a seguinte admonição ou outra mais adequada às disposições do doente: 

Irmãos caríssimos, 

o Senhor Jesus, 

que está sempre presente no meio de nós, 

reconfortando-nos com a graça dos seus sacramentos, 

absolve os penitentes pelo ministério dos sacerdotes, 

conforta os doentes com a Santa Unção, 

e àqueles que aguardam a sua vinda, 

sustenta-os na esperança da vida eterna 

com o sagrado Viático do seu Corpo. 

Ajudemos, pois, com a nossa caridade 

e com fervorosas orações, 

este nosso irmão, que pediu estes três sacramentos. 

 

 

Penitência 

 

120Se for necessário, o sacerdote ouça a confissão sacramental do doente que, em caso de necessidade e não podendo ser de outro modo, fará apenas a confissão genérica dos pecados. 


121
Se não se faz a confissão sacramental do doente, ou há outras pessoas para comungar, o sacerdote convida o enfermo e os demais presentes ao acto penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


E faz-se um breve silêncio. Depois, o sacerdote diz: 

Confessemos os nossos pecados. 


E todos continuam 

Confesso a Deus todo-poderoso 

e a vós, irmãos, 

que pequei muitas vezes 

por pensamentos e palavras, atos e omissões, 


e, batendo no peito, dizem: 

por minha culpa, minha tão grande culpa. 


e continuam: 

E peço à Virgem Maria, 

aos Anjos e Santos, 

e a vós, irmãos, 

que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.


O sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 

 

_____________________________________ 

Outras fórmulas do ato penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


Depois de um breve silêncio, o ministro diz: 

Tende compaixão de nós, Senhor. 


Todos respondem: 

Porque somos pecadores. 


Sacerdote: 

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. 


Todos respondem: 

E dai-nos a vossa salvação. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen.


Ou: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


Faz-se um breve silêncio. A seguir o sacerdote, ou outro dos presentes, pronuncia estas invocações ou outras semelhantes, seguidas de 
Senhor, tende piedade de nós.” 

Senhor, que pelo vosso mistério pascal 

nos alcançastes a salvação, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Cristo, que renovais constantemente no meio de nós 

as maravilhas da vossa Paixão, 

Cristo, tende piedade de nós. 

R. Cristo, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Senhor, que nos tornais participantes do sacrifício pascal pela comunhão do vosso Corpo, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós.


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 



_____________________________________ 


122
O sacramento da Penitência, ou o ato penitencial, podem concluir-se com a indulgência plenária em artigo de morte, a qual o sacerdote concede ao doente do seguinte modo: 

Eu, 

pela faculdade que me foi concedida pela Sé Apostólica, te concedo a indulgência plenária 

e a remissão de todos os pecados, 

em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. 

R. Amen. 


Ou: 

Pelos santos mistérios da redenção humana, 

Deus omnipotente te perdoe toda a pena 

da vida presente e da vida futura, 

te abra as portas do paraíso 

e te conduza às alegrias eternas. 

R. Amen.


123
Depois, se as disposições do doente o permitirem, faz-se a profissão de fé do Baptismo (n. 108) e reza-se uma breve ladainha, respondendo o doente, se puder, e as demais pessoas presentes. 


As fórmulas que vêm a seguir podem adaptar-se para exprimirem melhor a oração do doente e dos presentes. 


Oremos pelo nosso irmão 
N., ao Senhor 

que o conforta nesta hora com os seus sacramentos. 


— 
Supliquemos ao Senhor que, ao olhar para ele, 

reconheça o rosto sofredor de seu Filho. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


— 
Supliquemos ao Senhor que o conforte 

e o conserve no seu amor. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


— 
Supliquemos ao Senhor 

que lhe conceda a sua força e a sua paz. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


124
Se o sacramento da Confirmação tiver de ser conferido dentro do rito contínuo, o sacerdote procede como se diz nos nn. 136-137. Depois, omitindo a imposição das mãos, de que se fala no n. 125, benze o Óleo, se tiver de ser benzido, e faz a unção como se descreve mais abaixo (nn. 126-128).

 

 

Santa Unção 

 

125O sacerdote impõe então as mãos sobre a cabeça do doente, sem dizer nada. 


126
Depois procede à bênção do Óleo, se, conforme o n. 21, tiver de ser benzido: 

Abençoai, Senhor, este Óleo 

e também o doente 

que vai ser com ele ungido. 


_____________________________________ 


Outras fórmulas à escolha:
 


Senhor nosso Deus, 

Pai de toda a consolação, 

que por vosso Filho 

quisestes aliviar as dores dos enfermos, 

atendei com bondade a oração da nossa fé. 

Enviai do céu o Espírito Santo Consolador 

sobre este óleo que vos dignastes produzir da árvore 

para refazer as forças do corpo humano. 

Com a vossa bênção, 

sirva a quantos forem com ele ungidos 

de auxílio do corpo, da alma e do espírito, 

para alívio de todas as dores, fraquezas e doenças. 

Seja para nós, Senhor, 

por vossa bênção, óleo santo, 

em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

R. Amen.


Ou: 

— Bendito sejais, Senhor, Pai omnipotente, 

que por amor de nós e pela nossa salvação 

enviastes ao mundo o vosso Filho. 

R. Bendito sejais, Senhor. 


— 
Bendito sejais, Senhor, Filho Unigénito, 

que, tendo descido à nossa humanidade, 

quisestes dar remédio às nossas enfermidades. 

R. Bendito sejais, Senhor. 


— 
Bendito sejais, Senhor, Espírito Santo Consolador, 

que, com o vosso poder, 

continuamente nos dais coragem 

para suportarmos as enfermidades do nosso corpo. 

R. Bendito sejais, Senhor. 


Assisti-nos benignamente, Senhor, 

e santificai com a vossa bênção este óleo 

preparado para remediar os males dos vossos fiéis, 

para que todos os que forem com ele ungidos, 

mediante a oração da fé, 

sejam livres de toda a enfermidade. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

R. Amen. 


_____________________________________


127
Se o Óleo já tiver sido benzido, diz a oração de acção de graças sobre o mesmo Óleo: 


— 
Bendito sejais, Senhor, Pai omnipotente, 

que por amor de nós e pela nossa salvação 

enviastes ao mundo o vosso Filho. 

R. Bendito sejais, Senhor. 


— 
Bendito sejais, Senhor, Filho Unigénito, 

que, tendo descido à nossa humanidade, 

quisestes dar remédio às nossas enfermidades. 

R. Bendito sejais, Senhor. 


— 
Bendito sejais, Senhor, Espírito Santo Consolador, 

que, com o vosso poder, 

continuamente nos dais coragem 

para suportarmos as enfermidades do nosso corpo. 

R. Bendito sejais, Senhor. 


O vosso servo, Senhor, 

que é ungido na fé com este Óleo santo, 

mereça ser consolado nas suas dores 

e confortado nas suas enfermidades. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

R. Amen.96 UNÇÃO E PASTORAL DOS DOENTES 


128
A seguir, o sacerdote toma o santo Óleo e unge o doente na fronte e nas mãos, dizendo uma só vez: 

Por esta santa Unção 

e pela sua infinita misericórdia, 

o Senhor venha em teu auxílio 

com a graça do Espírito Santo 

R. Amen. 


para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve
 

e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos. 

R. Amen. 



129
Depois o sacerdote introduz a oração dominical com estas palavras ou outras semelhantes: 

Porque nos chamamos e somos filhos de Deus, 

ousamos dizer com toda a confiança: 


E todos continuam: 

Pai nosso, que estais nos céus, 

santificado seja o vosso nome; 

venha a nós o vosso reino; 

seja feita a vossa vontade 

assim na terra como no céu. 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; 

perdoai-nos as nossas ofensas, 

assim como nós perdoamos 

a quem nos tem ofendido; 

e não nos deixeis cair em tentação; 

mas livrai-nos do mal.

   

 

Viático 

 

130Então o sacerdote, apresentando o Santíssimo Sacramento, diz: 

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. 

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 


O doente, se puder, e as outras pessoas que estiverem para comungar dizem juntos: 

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, 

mas dizei uma palavra e serei salvo. 


131
O sacerdote aproxima-se do doente e, apresentando-lhe o Santíssimo Sacramento, diz: 

O Corpo de Cristo (ou: O Sangue de Cristo). 


O doente responde: 

Amen. 


Imediatamente, ou depois de dada a Comunhão, o sacerdote acrescenta: 

Ele te guarde e te conduza à vida eterna. 


O doente responde: 

Amen. 


As pessoas presentes, que desejam comungar, recebem o Santíssimo Sacramento segundo o modo habitual. 


132. 
Acabada a distribuição da Comunhão, o sacerdote faz a purificação do costume. Entretanto, segundo as circunstâncias, pode observar-se por algum tempo o silêncio sagrado.

 

 

Conclusão do rito 

 

133Depois, o sacerdote diz a oração de conclusão: 

Oremos. 

Deus de infinita misericórdia, 

que em Jesus Cristo, vosso Filho, 

nos destes o caminho, a verdade e a vida, 

olhai benignamente para o vosso servo N. 

e concedei que, cheio de confiança nas vossas promessas 

e fortalecido com o Corpo e Sangue do vosso Filho, 

caminhe em paz para o vosso reino. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

R. Amen. 


Ou: 

Senhor nosso Deus, 

salvação eterna dos que acreditam em Vós, 

humildemente Vos pedimos que o nosso irmão N., 

fortalecido com o Corpo (e Sangue de Cristo) 

chegue sem temor ao reino da luz e da vida. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Ou: 

Deus eterno e omnipotente, 

nós Vos pedimos, cheios de confiança, 

que o Santíssimo Corpo (Santíssimo Sangue) 

de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que este nosso irmão (nossa irmãrecebeu, 

seja remédio de vida eterna 

para o seu corpo e para a sua alma. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


E abençoa o doente e as demais pessoas presentes: 

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, 

Pai, Filho e Espírito Santo. 

R. Amen. 


Outras fórmulas de bênção, nn. 
79237-238. 


Depois, tanto o sacerdote como as pessoas presentes podem dar ao doente o sinal da paz. 

 

 

ADMINISTRAÇÃO DA UNÇÃO SEM VIÁTICO 

 

134Se, devido às circunstâncias, se conferir apenas a Unção ao doente em eminente perigo de vida sem a administração do Viático, observe-se o rito que está indicado nos nn. 119-129), com excepção do seguinte: 


a) A admonição inicial (n. 119) adapte-se deste modo: 

Irmãos caríssimos, 

Nosso Senhor Jesus Cristo 

ordenou por meio do Apóstolo Tiago: 

«Algum de vós está doente? 

Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, 

ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. 

A oração da fé salvará o doente e o Senhor o confortará, 

e, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados». 

Confiemos, pois, o nosso irmão doente 

ao amor e ao poder de Cristo, 

para que encontre alívio e saúde. 



b) Terminada a Unção, diga o sacerdote a oração mais adequada às disposições do doente (nn. 77 243-246).

 

 

A UNÇÃO QUANDO SE DUVIDA 

SE O DOENTE AINDA ESTÁ VIVO 

 

135. Quando o sacerdote duvida se o doente ainda está vivo, dê- -lhe a Unção deste modo: 

Aproximando-se do doente, se houver tempo, diz: 

Com a oração da nossa fé, 

peçamos ao Senhor pelo nosso irmão N., 

para que o visite com a sua misericórdia 

e o reanime com a Santa Unção. 

R. Ouvi-nos, Senhor. 


E dá-lhe imediatamente a Unção, dizendo: 

Por esta santa Unção 

e pela sua infinita misericórdia, 

o Senhor venha em teu auxílio 

com a graça do Espírito Santo 

R. Amen. 


para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve 

e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos. 

R. Amen. 



Se as circunstâncias o aconselharem, pode acrescentar uma oração que melhor se adapte às disposições do doente (nn. 77 243-246).

 
PUBLICIDADE
App Liturgia Católica
Voltar para o conteúdo