CAPÍTULO IV - BÊNÇÃOS RELATIVAS À CATEQUESE E À ORAÇÃO COMUM - Liturgia Católica Apostólica Romana

www.liturgiacatolica.com
www.liturgiacatolica.com
Ir para o conteúdo

CAPÍTULO IV - BÊNÇÃOS RELATIVAS À CATEQUESE E À ORAÇÃO COMUM

RITUAIS > Bênçãos > PRIMEIRA PARTE

CAPÍTULO IV
BÊNÇÃOS RELATIVAS À CATEQUESE E À ORAÇÃO COMUM


I. BÊNÇÃO DAS PESSOAS DESTINADAS A DAR CATEQUESE

PRELIMINARES

361. O rito de bênção das pessoas que numa Igreja local são destinadas a dar catequese pode realizar-se ou numa adequada celebração da palavra ou na celebração da Eucaristia, como adiante se indica.

362. A celebração aqui proposta pode ser utilizada por um sacerdote ou um diácono, que adaptarão a celebração às circunstâncias do lugar, conservando a sua estrutura e os seus elementos principais.


A. BÊNÇÃO NUMA CELEBRAÇÃO DA PALAVRA

RITOS INICIAIS

363. Reunida a assembleia, é conveniente cantar um cântico apropriado. Terminado o cântico, o celebrante diz:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos se benzem e respondem:
Amen.

364. Em seguida o celebrante saúda os presentes, dizendo:
Deus, Pai de misericórdia,
que quer salvar todos os homens, esteja convosco.

ou outras palavras apropriadas, de preferência tomadas da Sagrada Escritura. Todos respondem:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
ou de outro modo apropriado.

365. Depois o celebrante faz uma breve alocução aos presentes, preparando-os para a celebração da bênção; pode fazê-lo com estas palavras ou outras semelhantes:

A actividade pastoral da Igreja precisa da colaboração de muitos cristãos, para que as comunidades e cada um dos fiés alcancem a maturidade da fé e a proclamem sempre na celebração, no compromisso e no testemunho da sua vida.
Esta colaboração é prestada por aqueles que se dedicam a dar catequese aos outros, iniciando-os, instruindo-os e formando-os integralmente sobre aquilo que, iluminados pela palavra de Deus e pela doutrina da Igreja, eles próprios aprenderam a viver e a celebrar.

Reunidos nesta celebração, vamos bendizer o Senhor por estes nossos colaboradores e implorar sobre eles a graça do Espírito Santo, para que exerçam eficazmente este serviço da Igreja.


LEITURA DA PALAVRA DE DEUS

366. Em seguida, o leitor ou um dos presentes ou o próprio celebrante lê um texto da Sagrada Escritura, escolhido de preferência entre os que se propõem no Leccionário das Missas para a Evangelização dos Povos17 ou pelos Ministros da Igreja18, ou:
Rom 10, 9-15: «Como são formosos os pés dos que anunciam o Evangelho»
Escutai, irmãos, as palavras do apóstolo São Paulo aos Romanos
Se confessares com a tua boca que Jesus é o Senhor e se acreditares no teu coração que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo. Pois com o coração se acredita para obter a justiça e com a boca se professa a fé para alcançar a salvação.

Na verdade, a Escritura diz: «Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido». Não há diferença entre judeu e gentio: todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados? Está escrito: «Como são formosos os pés dos que anunciam o Evangelho!»

367. Conforme as circunstâncias, pode dizer-se ou cantar-se um salmo responsorial ou outro cântico apropriado.
Salmo 95(96), 1-3.7-8a.10 (R. 3)
R. Anunciai a todos os povos as maravilhas do Senhor. Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome. R.
Anunciai dia a dia a sua salvação, publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas. R.
Dai ao Senhor, ó família dos povos, dai ao Senhor glória e poder,
dai ao Senhor a glória do seu nome. R.
Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei». Sustenta o mundo e ele não vacila, governa os povos com equidade. R.

368. O celebrante, conforme as circunstâncias, faz uma breve alocução aos presentes, explicando a leitura bíblica, para que compreendam à luz da fé o significado da celebração.


PRECES

369. Segue-se a oração comum. Das invocações que aqui se propõem, o celebrante pode escolher as que parecerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias do momento ou dos presentes.

Deus quer que todos os homens se salvem. Invoquemo-l’O com toda a confiança, dizendo:
R. Atraí a Vós todos os homens, Senhor.

Pai santo, fazei que todos os povos Vos conheçam como único Deus verdadeiro
e a Jesus Cristo vosso Filho,
que enviastes como Salvador do mundo. R.

Enviai operários para a vossa messe,
para que seja glorificado o vosso nome em todos os povos. R.

Vós que enviastes os discípulos a pregar o Evangelho, ajudai-nos a propagar a vitória da cruz de Cristo. R.

Fazei que sejamos dóceis à pregação dos Apóstolos
e que a nossa vida se conforme com a verdade da nossa fé. R.

Vós que nos chamais hoje ao vosso serviço em favor dos nossos irmãos, fazei que sejamos fiéis administradores da vossa verdade. R.

Assisti aos ministros da vossa santa Igreja,
para que, ensinando os outros, sejamos fiéis no vosso serviço. R.

A graça do Espírito Santo dirija os nossos corações e os nossos lábios, para que permaneçamos sempre no vosso amor e no vosso louvor. R.


ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

370. Então o celebrante, de braços abertos, diz a oração de bênção:
Confirmai, Senhor, com a vossa bênção + paterna,
a decisão destes vossos servos que desejam dedicar-se à catequese, para que o que aprendem na meditação da vossa palavra
e no estudo da doutrina da Igreja,
se esforcem por ensiná-lo aos seus irmãos
e, juntamente com eles, Vos sirvam com alegria. Por Nosso Senhor.
R. Amen.


CONCLUSÃO

371. O celebrante, voltado para os catequistas, conclui dizendo:

Deus, que em Cristo manifestou a sua caridade e verdade, faça de vós mensageiros do Evangelho
e testemunhas do seu amor no mundo.
R. Amen.

Nosso Senhor Jesus Cristo,
que prometeu estar presente na sua Igreja até o fim dos tempos, confirme as vossas obras e as vossas palavras.
R. Amen.

O Espírito do Senhor esteja sobre vós,
para que possais ajudar os ministros da sua palavra.
R. Amen.
Por fim abençoa todos os presentes, dizendo:
E a vós todos aqui presentes, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo.
R. Amen.

372. É conveniente terminar a celebração com um cântico apropriado.



17 Missale Romanum, Ordo Lectionum Missae, nn. 872-876.
18 Ibidem, nn. 848-851.



B. BÊNÇÃO UNIDA À CELEBRAÇÃO DA MISSA

373. Em conformidade com as rubricas, se parecer oportuno pode escolher-se a Missa pelos Leigos, com as leituras propostas no respectivo Leccionário19.

374. Depois da leitura do Evangelho, o celebrante, na homilia, a partir do texto sagrado, explica o significado da celebração, tendo em conta as diversas circunstâncias do lugar e das pessoas.

375. Segue-se a oração comum, na forma habitual da celebração da Missa ou na forma aqui proposta. O celebrante conclui esta oração com a oração de bênção, a não ser que pareça mais oportuno dizer esta fórmula no fim da Missa, como oração sobre o povo.
Das intercessões aqui propostas, o celebrante pode escolher as que pare- cerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias do momento ou do lugar.
Deus quer que todos os homens se salvem. Invoquemo-l’O com toda a confiança, dizendo:
R. Atraí a Vós todos os homens, Senhor.
Pai santo, fazei que todos os povos Vos conheçam como único Deus verdadeiro
e a Jesus Cristo vosso Filho,
que enviastes como Salvador do mundo. R.
Enviai operários para a vossa messe,
para que seja glorificado o vosso nome em todos os povos. R.
Vós que enviastes os discípulos a pregar o Evangelho, ajudai-nos a propagar a vitória da cruz de Cristo. R.
Fazei que sejamos dóceis à pregação dos Apóstolos
e que a nossa vida se conforme com a verdade da nossa fé. R.
Vós que nos chamais hoje ao vosso serviço em favor dos nossos irmãos, fazei que sejamos fiéis administradores da vossa verdade.
Assisti aos ministros da vossa santa Igreja,
para que, ensinando os outros, sejamos fiéis no vosso serviço. R.
A graça do Espírito Santo dirija os nossos corações e os nossos lábios, para que permaneçamos sempre no vosso amor e no vosso louvor. R.
376. O celebrante diz então, de braços abertos, a oração de bênção:
Confirmai, Senhor, com a vossa bênção + paterna,
a decisão destes vossos servos que desejam dedicar-se à catequese, para que o que aprendem na meditação da vossa palavra
e no estudo da doutrina da Igreja,
se esforcem por ensiná-lo aos seus irmãos
e, juntamente com eles, Vos sirvam com alegria. Por Nosso Senhor.
R. Amen.

377. Se parecer mais oportuno, pode dizer-se a fórmula da bênção no fim da Missa, depois do convite:
Inclinai-vos para receber a bênção.
ou outro equivalente.
Depois da oração de bênção, o celebrante diz sempre:

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo.
R. Amen.



19 Cf. Missale Romanum, Ordo Lectionum Missae, nn. 826-866.


II. BÊNÇÃO DE UM GRUPO REUNIDO PARA A CATEQUESE OU A ORAÇÃO

PRELIMINARES

378. Quando os fiéis ou os catecúmenos se reúnem em nome de Cristo, nesse grupo, segundo a palavra do Senhor, está presente Jesus Cristo. Por isso, os participantes nesse grupo sentem-se espontaneamente movidos a bendizer a Cristo e a implorar o auxílio divino para o bom êxito da reunião. Isto tem es- pecial aplicação quando um grupo se reúne para a catequese ou a oração; mas também noutro género de reuniões é conveniente começar pela oração litúrgica ou pelo menos destinar algum espaço de tempo à oração.

Por esta razão, a Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas (cf. n. 27) exorta os leigos a que, em todas as suas reuniões ou assembleias (de oração, de apostolado ou de outro género), recitem o Ofício Divino da Igreja, celebrando alguma parte da Liturgia das Horas: «Convém que aprendam acima de tudo a adorar a Deus Pai em espírito e verdade (cf. Jo 2, 23)» e se lembrem de que, «através do culto público e da oração, eles podem atingir todos os homens e contribuir muito eficazmente para a salvação do mundo inteiro».

Se isto não for possível, é aconselhável, tendo em conta a diversidade de circunstâncias, iniciar a reunião invocando o Espírito Santo e implorando  a bênção do Senhor com o hino Veni, creator (Vem, criador Espírito de Deus) ou a antífona Veni, Sancte Spiritus (Vinde, Espírito Santo) ou outro cântico apropriado; e, depois de uma breve leitura bíblica oportunamente escolhida, concluir a oração com uma das orações colectas do Missal Romano, de preferên- cia tomada das Missas do Espírito Santo ou de uma Missa da Semana VII do Tempo Pascal ou da Missa para uma reunião espiritual ou pastoral.

379. No fim da reunião pode realizar-se a celebração da bênção com a fórmula de bênção dita por aquele que preside à reunião, como adiante se indica.

380. A oração de bênção omite-se quando a estas reuniões se segue a celeb- ração da Missa.

381. O rito de bênção aqui proposto pode ser utilizado por um sacerdote ou um diácono, ou mesmo por um leigo que seguirá os ritos para ele previstos; todos eles, conservando sempre a estrutura do rito, podem adaptar a celebração às circunstâncias do lugar.


CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO

382. O que preside prepara os presentes para receberem a bênção, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:

Nesta reunião que realizámos, falou-nos o próprio Senhor Jesus Cristo. Dêmos-Lhe graças de coração sincero, porque nos revelou o mistério escondido em Deus desde os tempos antigos. Agora importa conformar a nossa vida à palavra que ouvimos. Por isso, antes de nos separarmos, elevemos o nosso espírito a Deus, para que, pelo seu Espírito Santo, nos conduza à verdade plena e nos dê força para fazermos sempre o que Lhe agrada.

PRECES

383. Se parecer oportuno, antes da oração de bênção faz-se a oração comum. Das intercessões aqui propostas, aquele que preside pode escolher as que pare- cerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias peculiares do momento.

As palavras que o Senhor nos disse são espírito e vida. Invoquemo-l’O, portanto, para que estas palavras de vida eterna encontrem em nós  não apenas ouvintes que se limitam a escutá-las, mas que as põem em prática com diligência, como seus colaboradores. Digamos com humilde confiança:
R. Falai, Senhor: Vós tendes palavras de vida eterna.
Cristo, Filho de Deus,
que viestes ao mundo para anunciar aos homens o amor do Pai, aumentai a nossa fé, para que recebamos as vossas palavras como sinal da sua bondade paterna. R.

Jesus Cristo, em quem o Pai pôs as suas complacências e a quem nos mandou escutar fielmente,
ensinai-nos a compreender e saborear intimamente as vossas palavras. R.
Jesus Cristo, que declarastes aos vossos discípulos:
«Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática», fazei que nós, imitando a Virgem Santa Maria,
guardemos as vossas palavras
e as meditemos assiduamente em nosso coração. R.
Jesus Cristo, que pela vossa palavra iluminais as trevas do nosso espírito e dais aos pequenos e humildes a graça de as compreender,
fazei que Vos escutemos de coração sincero,
para conhecermos os mistérios do reino dos Céus. R.
Jesus Cristo, que nunca deixais de proclamar a vossa palavra na Igreja, para que, ouvindo-a, todos os homens sejam iluminados pela mesma fé e unidos na mesma caridade,
fazei que amemos a vossa palavra
e a ponhamos em prática cada vez mais fielmente, para que, por ela, todos nós os cristãos
sejamos um só coração e uma só alma. R.
Jesus Cristo, que, pela vossa palavra, Vos tornastes a luz dos nossos caminhos,
fazei que, escutando atentamente a vossa voz, percorramos de coração magnânimo
o caminho dos vossos mandamentos. R.
Jesus Cristo, que proclamastes a vossa palavra,
para que seja anunciada e glorificada até aos confins da terra para salvação da humanidade,
ajudai-nos a assimilar de tal modo as vossas palavras
que nos tornemos mensageiros e testemunhas do Evangelho. R. Segue-se a oração de bênção, como adiante se indica.

384. Se não se dizem as preces, o ministro, antes da oração de bênção, convida todos os presentes à oração para pedir o auxílio divino, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
Oremos, irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, para que dirija os nossos passos pelo caminho dos seus mandamentos.

Conforme as circunstâncias, todos oram em silêncio durante algum tempo. Segue-se a oração de bênção.


ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

385. O ministro de braços abertos, se é sacerdote ou diácono; de mãos juntas, se é leigo diz a oração de bênção:

Nós Vos bendizemos e damos graças, Senhor, que muitas vezes e de muitos modos,
falastes outrora aos nossos pais pelos Profetas
e na plenidude dos tempos nos falastes pelo vosso Filho, para manifestar a todos, por meio d’Ele,
as riquezas da vossa graça.
Humildemente imploramos da vossa bondade que, tendo-nos reunido para estudar as Escrituras,
alcancemos o conhecimento perfeito da vossa vontade, para que, fazendo sempre o que é do vosso agrado,
dêmos frutos abundantes em toda a espécie de boas obras. Por Nosso Senhor.

R. Amen.

CONCLUSÃO

386. O ministro conclui a celebração, dizendo:

Deus, Pai de misericórdia,
que enviou ao mundo a sua Palavra
e pelo seu Espírito nos conduz à verdade plena, faça de nós mensageiros do Evangelho
e testemunhas do seu amor no mundo.

R. Amen.

387. É conveniente terminar a celebração com um cântico apropriado.



PUBLICIDADE
Voltar para o conteúdo