I. BÊNÇÃO DA FAMÍLIA - Liturgia Católica Apostólica Romana

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I. BÊNÇÃO DA FAMÍLIA

RITUAIS > Bênçãos > PRIMEIRA PARTE
 
I. BÊNÇÃO DA FAMÍLIA

PRELIMINARES

42. Sempre que uma família cristã pede a bênção, ou o cuidado pastoral o aconselha, parece oportuno celebrar esta bênção, para fomentar a vida cristã nos membros da família. Para melhor conseguir este fim, a celebração deve adaptar-se às circunstâncias concretas.

43. A bênção da família pode ser realizada também na celebração da Missa, conforme o que adiante se descreve nos nn. 62-67.

A. CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO
 
44. O rito de bênção que aqui se propõe pode ser utilizado por um sacerdote ou um diácono, ou também por um leigo que seguirá os ritos e fórmulas para ele previstos.

45. Para adaptar a celebração às circunstâncias do lugar e dos membros da família, podem tomar-se algumas partes deste rito de bênção, conservando sempre a sua estrutura e os seus elementos principais.

 
RITOS INICIAIS

46. Reunida a família, o ministro diz:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todos se benzem e respondem:
Amen.

47. Depois o ministro, se é sacerdote ou diácono, saúda os presentes, dizendo:
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo Nosso Senhor estejam convosco.
ou outras palavras apropriadas, de preferência tomadas da Sagrada Escritura.

Todos respondem:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

ou
Bendito seja Deus para sempre.
ou de outro modo apropriado.
 
48. Se o ministro é leigo, saúda os presentes, dizendo:
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja connosco.

Todos respondem:
Amen.
 
49. O ministro prepara os presentes para receberem a bênção, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos: A família, que pelo sacramento do Matrimónio recebe a graça de Cristo e uma vida nova, tem especial importância tanto para a Igreja como para a sociedade civil, da qual é a célula primeira e vital. Por meio desta celebração invocamos a bênção do Senhor, para que os membros desta família sejam sem pre mútuos cooperadores da graça e mensageiros da fé nas diversas circunstâncias da vida. Com o auxílio de Deus, cumprireis a vossa missão, conformando toda a vossa vida com o Evangelho, para serdes no mundo verdadeiras testemunhas de Cristo.
 
LEITURA DA PALAVRA DE DEUS

50. Um dos presentes ou o próprio ministro um texto da Sagrada Escritura, escolhido entre os que a seguir se propõem.

1 Cor 12, 12-14: «Somos um só corpo»
Escutai, irmãos, as palavras do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um corpo, assim também sucede em Cristo.
Na verdade, todos nós judeus e gregos, escravos e homens livres fomos baptizados num só Espírito para constituirmos um só Corpo. E a todos nós foi dado a beber um único Espírito. De facto, o corpo não é constituído por um só membro, mas por muitos.
 
51. Ou

Ef 4, 1-6: «Suportai-vos uns aos outros com caridade»
Escutai, irmãos, as palavras do apóstolo São Paulo aos Efésios
Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos com- porteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz.
um Corpo e um Espírito, como existe uma esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.
 
52. Ou
 
Rom 12, 4-16: «Amai-vos uns aos outros com amor fraterno»
Apêndice, pag. 626.
1 Cor 12, 31b - 13, 7: «A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta»
Apêndice, pag. 630.

53. Conforme as circunstâncias, pode dizer-se ou cantar-se um salmo respon- sorial ou outro cântico apropriado.

Salmo 127(128), 1-2.4-6a (R. cf. 1)
R. Feliz aquele que espera no Senhor.

Feliz de ti que temes o Senhor e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos, serás feliz e tudo te correrá bem. R.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida e possas ver os filhos dos teus filhos. R.

54. O ministro, conforme as circunstâncias, faz uma breve alocução aos presentes, explicando a leitura bíblica, para que compreendam à luz da fé o significado da celebração.

PRECES

55. Segue-se a oração comum. Das intercessões que a seguir se propõem, o ministro pode escolher as que parecerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias peculiares do momento e das famílias.

Invoquemos a Cristo Nosso Senhor, Verbo eterno do Pai, que, habitando entre nós, quis sentir as vicissitudes da família humana e santificá-la com as suas bênçãos celestes. Supliquemos-Lhe humildemente que proteja esta família, dizendo:
R. Guardai a nossa família, Senhor, na vossa paz.

Vós que consagrastes a vida doméstica, vivendo sob a autoridade de Maria e José,
santificai esta família com a vossa presença.   R.

Vós que fostes sempre dedicado aos interesses do vosso Pai, fazei que Deus seja sempre adorado e glorificado
em todas as famílias. R.

Vós que fizestes da vossa santa família
um exemplo admirável de oração, de amor e de obediência à vontade do Pai celeste,
santificai esta família com a vossa graça
e derramai sobre ela a abundância dos vossos dons. R.

Vós que amastes os vossos parentes e por eles fostes amado, confirmai todas as famílias na paz e na mútua caridade. R.
Vós que, em Caná da Galileia,
alegrastes os primeiros momentos duma família
com o vosso primeiro milagre, convertendo a água em vinho, aliviai os sofrimentos e preocupações desta família
e convertei-os em alegria. R.

Vós que, para confirmar a unidade da família, dissestes:
«Não separe o homem o que Deus uniu», guardai estes esposos sempre unidos
pelo vínculo indestrutível do vosso amor. R.

56. Terminadas as preces, o ministro, conforme as circunstâncias, convida os presentes a cantar ou recitar a oração do Senhor, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
 
Porque nos chamamos e somos realmente filhos de Deus, digamos confiadamente a oração que Jesus nos ensinou:
Todos:
Pai nosso, que estais nos céus...


ORAÇÃO DE BÊNÇÃO
 
57. Então o ministro com as mãos estendidas sobre os membros da família se é sacerdote ou diácono; de mãos juntas, se é leigo diz a oração de bênção:
 
Deus de misericórdia, criador e reparador do vosso povo, que fizestes da família humana,
constituída pela aliança nupcial,
o sacramento de Cristo e da Igreja, derramai a abundância das vossas bênçãos sobre esta família reunida em vosso nome,
para que aqueles que nela vivem unidos pelo amor sejam fervorosos no espírito e assíduos na oração,
solícitos uns pelos outros e atentos às necessidades de todos e dêem testemunho da fé pela palavra e pelo exemplo.
Por Nosso Senhor.
R. Amen.
58. Ou
Nós Vos bendizemos, Senhor,
que, na vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho, feito homem, fizesse parte duma família humana,
crescendo no ambiente da intimidade doméstica e conhecendo as suas preocupações e alegrias. Humildemente Vos pedimos, Senhor:
guardai e protegei esta família,
para que, fortalecida pela vossa graça, goze de prosperidade, viva na concórdia e, como Igreja doméstica,
seja no mundo testemunha da vossa glória. Por Nosso Senhor.
R. Amen.

59. Conforme as circunstâncias, o ministro asperge com água benta a família reunida, sem dizer nada.

CONCLUSÃO

60. O ministro conclui a celebração, dizendo:
 
Nosso Senhor Jesus Cristo,
que viveu com a sua família em Nazaré, esteja sempre presente na vossa família, a defenda de todo o mal
e vos conceda a graça de serdes um só coração e uma só alma.
Todos respondem:
Amen.

61. É conveniente terminar a celebração com um cântico apropriado.
 

 

B. BÊNÇÃO UNIDA À CELEBRAÇÃO DA MISSA
 
62. O sacerdote, ao preparar a Missa, observando as normas estabelecidas, escolhe as diversas partes, atendendo principalmente ao bem espiritual dos membros da família. Quando a bênção da família se faz dentro da celebração da Missa na casa da própria família, deve ordenar-se a celebração de acordo com os princípios e as normas da Instrução Actio pastoralis, para grupos particulares2 ou também, se o caso o exige, do Directório das Missas com crianças3, utilizando neste caso as admonições adequadas.

63. Depois da leitura do Evangelho, o celebrante expõe na homilia, a partir do texto sagrado, a graça e as obrigações da vida familiar na Igreja.

64. Segue-se a oração dos fiéis, na forma habitual da celebração da Missa ou na forma aqui proposta. O celebrante conclui a oração com a fórmula da bênção, a não ser que pareça mais oportuno usar esta fórmula no fim da Missa como oração sobre o povo. Das intercessões que aqui se propõem, o celebrante pode escolher as que parecerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias do momento ou da família:

Invoquemos a Cristo Nosso Senhor, Verbo eterno do Pai, que, habitando entre nós, quis sentir as vicissitudes da família humana e santificá-la com as suas bênçãos celestes. Supliquemos-Lhe humildemente que proteja esta família, dizendo:

R. Guardai a nossa família, Senhor, na vossa paz.

Vós que consagrastes a vida doméstica, vivendo sob a autoridade de Maria e José,
santificai esta família com a vossa presença.   R.

Vós que fostes sempre dedicado aos interesses do vosso Pai, fazei que Deus seja sempre adorado e glorificado
em todas as famílias. R.
 
Vós que fizestes da vossa santa família
um exemplo admirável de oração, de amor e de obediência à vontade do Pai celeste,
santificai esta família com a vossa graça
e derramai sobre ela a abundância dos vossos dons. R.

Vós que amastes os vossos parentes e por eles fostes amado, confirmai todas as famílias na paz e na mútua caridade. R.

Vós que, em Caná da Galileia,
alegrastes os primeiros momentos duma família
com o vosso primeiro milagre, convertendo a água em vinho, aliviai os sofrimentos e preocupações desta família
e convertei-os em alegria. R.

Vós que, para confirmar a unidade da família, dissestes:
«Não separe o homem o que Deus uniu», guardai estes esposos sempre unidos
pelo vínculo indestrutível do vosso amor. R.

65. O celebrante, com as mãos estendidas sobre os membros da família, diz em seguida:
 
Deus de misericórdia, criador e reparador do vosso povo, que fizestes da família humana,
constituída pela aliança nupcial,
o sacramento de Cristo e da Igreja, derramai a abundância das vossas bênçãos sobre esta família reunida em vosso nome,
para que aqueles que nela vivem unidos pelo amor sejam fervorosos no espírito e assíduos na oração,
solícitos uns pelos outros e atentos às necessidades de todos e dêem testemunho da fé pela palavra e pelo exemplo.
Por Nosso Senhor.
R. Amen.
 
66. Ou
 
Nós Vos bendizemos, Senhor, que na vossa infinita misericórdia
quisestes que o vosso Filho, feito homem, fizesse parte duma família humana,
crescendo no ambiente da intimidade doméstica e conhecendo as suas preocupações e alegrias. Humildemente Vos pedimos, Senhor:
guardai e protegei esta família,
para que, fortalecida pela vossa graça, goze de prosperidade, viva na concórdia e, como Igreja doméstica,
seja no mundo testemunha da vossa glória. Por Nosso Senhor.
R. Amen.

67. Se parecer mais oportuno, a oração de bênção pode dizer-se no fim da Missa, depois do convite:

Inclinai-vos para receber a bênção.
ou de outro modo.
Depois da oração de bênção, o celebrante diz sempre:
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo.
R. Amen.
 

 
2 S. Congr. para o Culto Divino, 15 de Maio de 1969: A.A.S. 61 (1969), pp. 806-811.
3 S. Congr. para o Culto Divino, 1 de Novembro de 1973: A.A.S. 66 (1974), pp. 30-46.
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