III. DEVERES E MINISTÉRIOS - Liturgia Católica Apostólica Romana

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III. DEVERES E MINISTÉRIOS

RITUAIS > ENFERMOS

III 

DEVERES E MINISTÉRIOS 

QUE DIZEM RESPEITO AOS DOENTES 


32No Corpo de Cristo, que é a Igreja, se um membro sofre, sofrem com ele todos os membros (1 Cor 12, 26).19 Por isso são tidas em grande consideração a misericórdia para com os doentes, assim como todas as obras de caridade e assistência, destinadas a aliviar as múltiplas necessidades humanas.20 Igualmente, todos os meios técnicos de prolongar a longevidade biológica 21 e a dedicação pelos doentes, por parte de qualquer homem de boa vontade, podem considerar-se como uma preparação evangélica e participam de algum modo no mistério da caridade de Cristo.22 


33Convém sumamente, por isso, que todos os batizados participem neste ministério da mútua caridade, tanto na luta contra a doença e no amor para com os que sofrem, como na celebração dos sacramentos dos doentes. Pois estes sacramentos, como os demais, são de natureza comunitária, a qual se deve manifestar, quanto possível, na própria celebração. 


34Neste ministério de conforto, cabe papel especial aos familiares dos doentes e aos que, por qualquer título, cuidam deles. Cabe-lhes, em primeiro lugar, confortar os doentes com palavras de fé e com a oração comum, encomendá-los ao Senhor sofredor e glorificado e, até mesmo, exortá-los a que, associando-se livremente à paixão e morte de Cristo, contribuam para o bem do Povo de Deus.23 Agravando-se a doença, devem avisar o pároco e dispor o próprio doente com palavras delicadas e prudentes para receber os sacramentos em tempo oportuno. 


35Lembrem-se os sacerdotes, principalmente os párocos e aqueles de quem se fez menção no n. 16, de que é seu dever visitar os doentes por si mesmos, com toda a solicitude, e ajudá-los com a maior caridade.24 Sobretudo ao administrar os sacramentos, devem animar a esperança dos presentes e avivar-lhes a fé em Cristo padecente e glorificado, de modo que, mostrando-lhes a piedosa e maternal caridade da Igreja e levando-lhes a consolação da fé, animem os crentes e despertem os restantes para as realidades do céu. 


36Para melhor se compreenderem as coisas que se acabam de dizer acerca dos sacramentos da Unção e do Viático, e para se alimentar, robustecer e expressar melhor a fé, é da maior importância que se instruam, com uma catequese adequada, não só os fiéis em geral, mas particularmente os doentes, em ordem a preparar a celebração e a participar nela ativamente, sobretudo quando for realizada de forma comunitária. Pois a oração da fé que acompanha a celebração do sacramento torna-se mais eficaz pela profissão da própria fé. 


37Ao preparar e ordenar a celebração dos sacramentos, informe-se o sacerdote acerca do estado do doente para o ter em conta ao dispor o rito a seguir, na leitura da Sagrada Escritura e na escolha das orações, na celebração ou omissão da Missa, na administração do Viático, etc.. Combine todas estas coisas, quando for possível, com o próprio doente ou sua família, explicando a significação dos sacramentos. 

  
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