IV. A CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO - Liturgia Católica Apostólica Romana

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IV. A CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO

RITUAIS > Bênçãos > PRELIMINARES GERAIS
 
 
IV.  A CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO
 

 
Estrutura típica

 
20. A celebração típica da bênção consta de duas partes: a primeira é a proclamação da palavra de Deus, a segunda é o louvor da bondade divina e a petição do auxílio celeste. Normalmente a celebração começa e conclui com alguns ritos breves.
 
 
21. A primeira parte tem o objectivo de fazer com que a celebração seja verdadeiramente um sinal sagrado, que toma o seu pleno sentido e eficácia da proclamação da palavra de Deus29. Portanto, o centro desta primeira parte é a proclamação da palavra de Deus, à qual se referem tanto a admonição introdutória como a breve explicação ou exortação ou homilia que, conforme as circunstâncias, se podem acrescentar. Para estimular a dos participantes, pode intercalar-se um salmo ou um cân- tico ou um tempo de silêncio sagrado, sobretudo se se fazem várias leituras.

 
22. Asegunda parte tem por objectivo, mediante ritos e preces, louvar a Deus e obter o seu auxílio por Cristo no Espírito Santo. O centro desta parte é constituído pela fórmula de bênção, ou oração da Igreja, acompanhada geralmente de um sinal ou gesto peculiar. Para fomentar a oração dos presentes, pode acrescentar-se a oração comum, que normalmente precede a oração de bênção, mas por vezes diz-se depois dela.

 
23. Nas celebrações propostas, os elementos principais, isto é, a proclamação da palavra de Deus e a oração da Igreja, que nunca podem ser omitidos, mesmo nas celebrações mais breves, devem distinguir-se cuidadosamente dos outros elementos, ao ordenar a celebração.

 
24. Além disso, ao ordenar a celebração, deve ter-se em conta sobretudo o seguinte:
 
a)   geralmente deve preferir-se a forma comunitária30, de tal modo que exerçam nela as suas funções próprias o diácono, o leitor, o salmista e o coro;
 
b)  atenda-se à norma fundamental sobre a consciente, activa e apropriada participação dos fiéis31;
 
c)   tenham-se em conta oportunamente as circunstâncias do momento e das pessoas presentes32, observando os princípios que inspiram a reforma destes ritos e as normas dadas pela autoridade competente.


 
Os sinais a utilizar
 

25. Os sinais visíveis que frequentemente acompanham as orações têm a finalidade principal de evocar as acções salvíficas do Senhor, mostrar uma certa relação com os principais sacramentos da Igreja e, deste modo, alimentar a fé das pessoas presentes e despertar a sua atenção para que participem na celebração33.

 
26. Os sinais que mais frequentemente se utilizam são os seguintes: braços abertos, braços erguidos, mãos juntas, imposição das mãos, o sinal da cruz, a aspersão com água benta e a incensação.
 
a)  Dado que a fórmula de bênção é antes de mais «oração», o ministro, conforme se indica em cada uma das celebrações, recita-a de braços abertos, ou erguidos, ou estendidos sobre as pessoas, ou de mãos juntas.
b)  Entre os sinais de bênção tem lugar destacado a imposição das mãos, como costumava fazer o próprio Cristo, que, referindo-Se aos discípulos, disse: «Imporão as mãos sobre os doentes e serão curados» (Mc 16, 18). Este sinal continua a realizar-se na Igreja e pela Igreja.
c)  Com frequência, segundo a antiga tradição da Igreja, propõe-se o sinal da cruz.
d)   Em algumas celebrações da bênção propõe-se a aspersão com água benta. Nesse caso, os ministros devem exortar os fiéis para que recordem o Mistério Pascal e renovem a fé do seu Baptismo.
e)  Em algumas celebrações da bênção utiliza-se a incensação, que é um sinal de veneração e honra e simboliza por vezes a oração da Igreja.

 
 
 
 
 
27. Embora os sinais utilizados nas bênçãos, sobretudo o sinal da cruz, exprimam uma certa evangelização e comunicação da fé, para tornar mais activa a participação e evitar o perigo de superstição, normalmente não é permitido abençoar coisas e lugares só com um sinal externo, sem nenhum recurso à palavra de Deus ou a alguma prece.
 

 
Modo de articular a celebração da bênção com outras celebrações ou com outras bênçãos
 

28. Algumas bênçãos têm uma relação especial com os sacramentos e, por isso, podem por vezes unir-se à celebração da Missa. No Ritual das Bênçãos indica-se quais são estas bênçãos e com que  parte ou rito devem unir-se; e para cada caso dão-se normas rituais que não é licito negligenciar. Outras bênçãos, porém, de nenhum modo podem unir-se à celebração da Missa.

29. Algumas bênçãos podem unir-se a outras celebrações, como se indica em cada rito correspondente.

 
30. Por vezes pode ser oportuno efectuar várias bênçãos numa única celebração. Ao ordenar a celebração, tenha-se em conta o seguinte: utiliza-se o rito que se refere à bênção principal, acrescentando na admonição e nas preces as palavras e sinais que manifestam a intenção de realizar também as outras bênçãos.
 

 
Função do ministro na preparação e ordenamento da celebração

 
31. O ministro deve lembrar-se que as bênçãos se dirigem primariamente aos fiéis, mas podem também celebrar-se para os catecúmenos e, tendo em conta as normas do cânone 1170, também para os não católicos, a não ser que obste alguma proibição da Igreja. Nas bênçãos a celebrar comunitariamente com os irmãos separados, devem observar-se em cada caso as normas dadas pelo Ordinário do lugar.
 
 

 
13. O celebrante ou ministro, ponderando todas as circunstâncias e tendo escutado também as sugestões dos fiéis, usará as faculdades concedidas nos diversos ritos de bênção, observando contudo a sua estrutura e sem alterar de modo algum a ordem das suas partes principais.

 
 
32. Na celebração comunitária, procure-se que todos, ministros e fiéis, ao exercerem as funções próprias de cada um, realizem com decoro, ordem e piedade tudo o que lhes corresponde.

 
 
33. Atenda-se também à indole peculiar do tempo litúrgico, de modo que  as admonições e as preces dos fiéis exprimam a relação com o ciclo anual do mistério de Cristo.
 


As vestes litúrgicas

 
34. O Bispo, quando preside às celebrações mais importantes, usa as vestes que são indicadas no Cerimonial dos Bispos.

 
 
35. O presbítero e o diácono, quando presidem às bênçãos de forma comuni- tária, sobretudo se são celebradas na igreja ou com alguma solenidade externa, usam alva e estola. A alva pode ser substituída pela sobrepeliz, quando se usa hábito talar. Nas celebrações mais solenes, pode usar-se o pluvial.

 
 
36. Os paramentos são branco ou da cor que estiver mais em consonância com o tempo ou festa litúrgica.

 
 
37. Os ministros devidamente instituídos, quando presidem às celebrações da comunidade, usam as vestes prescritas pela Conferência Episcopal ou pelo Ordinário do lugar para as celebrações litúrgicas.




28 Cf. Conc. Vat. II, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 79.
29 Cf. Missale Romanum, Ordo Lectionum Missae, ed. tip. segunda, Roma 1981, Praenotanda, nn. 3-9.
 
30 Cf. Conc. Vat. II, Const. sobre a S. Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 27.
 
31  Ibidem, n. 79.
 
32  Ibidem, n. 38.
 
33 Ibidem, n. 59-60.
 
 
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