V. Bênção dos filhos - Liturgia Católica Apostólica Romana

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V. Bênção dos filhos

RITUAIS > Bênçãos > PRIMEIRA PARTE
 

V.  BÊNÇÃO DOS FILHOS
 
 
PRELIMINARES

 
 
174. Como testemunha o Evangelho, apresentavam as crianças a Jesus, para que as abençoasse e lhes impusesse as mãos. Os pais cristãos sentem um grande desejo de que os seus filhos recebam uma bênção semelhante. Mais ainda, nas tradições dos povos tem grande relevo a bênção dada aos filhos pelos próprios pais. Isto pode fazer-se em circunstâncias peculiares da vida dos filhos ou ainda quando a família se reúne para a oração ou para meditar na Sagrada Escritura.

 
 
175. Se ocasionalmente está presente um sacerdote ou um diácono, mormente por ocasião de uma visita, em que os pastores de almas vão às casas das famílias para as abençoar, pertence a eles mais propriamente o ministério da bênção.
 
 

176. Este rito de bênção, portanto, pode ser utilizado pelos pais, pelo sacerdote ou pelo diácono, que podem adaptar às circunstâncias cada uma das suas partes, conservando sempre a sua estrutura e os seus elementos principais.
 
 

177. Se o filho ou os filhos vão ser abençoados noutra celebração de bênção, pode utilizar-se a fórmula breve adiante apresentada no n. 194.
 
 

178. Se o filho a abençoar estiver doente, pode utilizar-se a celebração proposta no cap. II, nn. 313-316 (pp.115-116).
 


 
CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO
 
 
RITOS INICIAIS
 
 

179. Reunida a família, aquele que preside diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos se benzem e respondem:
 
Amen.

 
180. Em seguida, aquele que preside, se é sacerdote ou diácono, saúda os presentes, dizendo:
 
A graça de Deus Pai,
 
que fez de nós seus filhos adoptivos, esteja convosco.
 
ou outras palavras apropriadas, de preferência tomadas da Sagrada Escritura. Todos respondem:
 
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
 
ou de outro modo apropriado.
 
 
                           
  
181. Se aquele que preside é leigo, saúda os presentes, dizendo:
 
Irmãos, louvemos a Deus Pai,
 
que fez de nós seus filhos adoptivos.
 
Todos respondem:
 
Glória a Deus para sempre.
 
ou
 
Amen.
 
 
                           
  
182. Então aquele que preside prepara os filhos e os presentes para recebe- rem a bênção, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
 
Com razão o salmo compara os filhos aos rebentos de oliveira, ao redor da mesa familiar. Na verdade, eles são, não apenas sinal e promessa da bênção divina, mas também testemunho eficaz da presença de Deus, que, concedendo o fruto da fecundidade nos filhos, aumenta na família a felicidade e a alegria.
 
Por isso, deve haver não só o máximo respeito pelos filhos, mas também o maior cuidado em formá-los convenientemente no amor e temor de Deus, para que, cada vez mais conscientes dos seus deveres, progridam em sabedoria e graça e, discernindo e pondo em prática o que é verdadeiro, justo e santo, sejam no mundo testemunhas de Cristo e mensageiros do Evangelho.

 
 
LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
 
 

183. Um dos presentes ou quem preside lê um texto da Sagrada Escritura:
 
   
 
 
Mt 19, 13-15: «Deixai que as crianças se aproximem de Mim»
 
Escutai, irmãos, as palavras do santo Evangelho segundo São Mateus Naquele tempo, apresentaram umas crianças a Jesus para que lhes impu-
 
sesse as mãos e orasse por elas; mas os discípulos afastavam-nas.
 
Então Jesus disse: «Deixai que as crianças se aproximem de Mim; não as estorveis. Dos que são como elas é o reino dos Céus». A seguir, impôs as mãos sobre as crianças e partiu dali.

 
 
184. Ou
 
Tob 4, 5-7.19: «Filho, lembra-te dos meus mandamentos»
 
Escutai, irmãos, as palavras do Livro de Tobias
 
Filho, lembra-te do Senhor todos os dias da tua vida. Evita o pecado e observa os seus mandamentos. Pratica a justiça todos os dias da tua vida e não andes pelos caminhos da iniquidade, porque, se praticares a verdade, serás feliz nas tuas obras, como todos os que seguem a justiça.
 
esmola dos teus bens. Nunca afastes de algum pobre a tua face e nunca se afastará de ti a face de Deus.
 
Bendiz o Senhor em todo o tempo e pede-Lhe que oriente os teus caminhos, para que cheguem a bom termo todos os teus projectos. Porque nem todos os povos têm o bom conselho, mas é do Senhor que procedem todos os bens. Ele exalta ou humilha quem Ele quer, segundo os seus desígnios. Lembra-te, filho, destas normas e não permitas que elas se apaguem do teu coração.

 
 
185. Ou
 
Prov 4, 1-7: «Escutai, filhos, a correcção paterna»
 
Escutai, irmãos, as palavras do Livro dos Provérbios
 
Escutai, filhos, a instrução paterna; prestai atenção, para adquirirdes     a inteligência. Porque é boa a doutrina que vos ensino, não vos afasteis das minhas instruções.
 
Também eu fui filho de meu pai, amado ternamente como filho unigénito de minha mãe. Ele instruía-me deste modo:
 
«Guarda as minhas palavras no teu coração, observa os meus preceitos e viverás. Adquire a sabedoria, adquire a inteligência; não te esqueças nem te desvies dos meus conselhos. Não abandones a sabedoria e ela te protegerá. Este é o princípio da sabedoria, custe o que custar; tem-na em grande estima e ela te exaltará».

 
   
 
 
186. Ou
 
Mt 18, 1-5.10: «Quem acolher uma criança acolhe-me a Mim»
 
Como no n. 144, pag. 57.

 
 
187. Conforme as circunstâncias, pode dizer-se ou cantar-se um salmo responsorial ou outro cântico apropriado.
 
Salmo 127(128), 1-2.3.4-6a (R. 4)
 
R. Será abençoado quem espera no Senhor. ou (R. cf. 1)
 

R. Feliz aquele que espera no Senhor.
 
Feliz de ti que temes o Senhor e andas nos seus caminhos.
 

Comerás do trabalho das tuas mãos, serás feliz e tudo te correrá bem. R.
 
Tua esposa será como videira fecunda, no íntimo do teu lar;
 

teus filhos como rebentos de oliveira, ao redor da tua mesa. R.
 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. De Sião te abençoe o Senhor:
 
vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida, e possas ver os filhos dos teus filhos. R.

 
 
188. Aquele que preside, conforme as circunstâncias, faz uma breve alocução aos presentes, explicando a leitura bíblica, para que compreendam à luz da fé o significado da celebração.

 
 
PRECES
 
 

189. Segue-se a oração comum. Das intercessões que aqui se propõem, aquele que preside pode escolher as que parecerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias peculiares do momento.
 
 
Invoquemos a Deus todo-poderoso, a quem o Senhor Jesus Cristo nos ensinou a chamar nosso Pai. Digamos com filial confiança:
 
   
 
 
R. Pai santo, protegei os vossos filhos.
 
 
Pai de bondade, que de tal modo amastes os homens que lhes destes o vosso Filho Unigénito,
guardai-nos e defendei-nos a nós, vossos filhos, renascidos pelo Baptismo. R.

 
 
Pai de bondade, que pusestes todas as vossas complacências no vosso amado Filho, Jesus Cristo,
 
ajudai-nos a cumprir fielmente, no mundo e na Igreja, a missão confiada a cada um de nós. R.

 
 
Pai de bondade, que confiastes o vosso Filho à piedosa guarda de Maria e José
 
fazei que os filhos desta família, durante a sua infância, cresçam em tudo para Cristo. R.

 
 
Pai de bondade, que velais com especial amor pela situação dos abandonados,
 
fazei que todas as crianças a quem falta o afecto familiar, ajudadas pela comunidade cristã,
 
sintam eficazmente a vossa presença paterna. R.

 
 
 
ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

 
 
190. Então os pais, conforme as circunstâncias, traçam o sinal da cruz na fronte dos filhos e dizem a oração de bênção:
 
 
Pai santo, fonte inesgotável de vida e origem de todos os bens, nós Vos bendizemos e damos graças,
 
porque quisestes alegrar a comunhão do nosso amor com o dom dos filhos.
 
Concedei que estes membros mais jovens da família encontrem na comunidade doméstica o caminho pelo qual aspirem sempre ao que é mais perfeito
 
e possam chegar um dia com o vosso auxílio à meta que lhes está assinalada.
 
Por Nosso Senhor.
 
 
R. Amen.

 
   
 
 
 
191. Os ministros que não são pais dizem esta oração de bênção:
 
Senhor Jesus Cristo,
 
que revelastes o vosso amor às crianças, dizendo aos discípulos
 
que quem as recebe Vos recebe a vós mesmo, escutai as nossas súplicas por esta(s) criança(s) que enriquecestes com a graça do Baptismo
 
e guardai-a(s) com a vossa contínua protecção, para que, à medida que vai (vão) crescendo, professe(m) livremente a sua fé,
 
seja(m) fervorosa(s) na caridade
 
e persevere(m) firmemente na esperança do vosso reino. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
 
 
R. Amen.
 
 
                           
  
 
CONCLUSÃO

 
 
192. Então os pais concluem a celebração, benzendo-se e dizendo:
 
 
Nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto amou as crianças, nos abençoe e nos guarde no seu amor.
 
R. Amen.

 
 
193. Se o ministro é sacerdote ou diácono, conclui a celebração, dizendo:
 
 
Nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto amou as crianças, vos abençoe e vos guarde no seu amor.
 
R. Amen.

 
   
 
 
FÓRMULA BREVE

 
 
194. Conforme as circunstâncias, pode utilizar-se esta fórmula breve de bênção:
 
O Senhor te (vos) guarde
 
e te (vos) faça crescer no seu amor, para que vivas (vivais) dignamente
 
conforme a vocação a que foste(s) chamado(s).
 
 
R. Amen.



 
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