VI. Bênção dos noivos - Liturgia Católica Apostólica Romana

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VI. Bênção dos noivos

RITUAIS > Bênçãos > PRIMEIRA PARTE
 

V.   BÊNÇÃO DOS NOIVOS

 
 
PRELIMINARES

 
 
195. Entre os deveres dos esposos cristãos e as diversas formas do seu apostolado, além da educação dos filhos, tem muita importância a ajuda aos noivos, a fim de que se preparem o melhor possível para o Matrimónio.
 
Por isso, o noivado dos cristãos constitui para as duas famílias um acontecimento singular, que convém celebrar com algum rito e oração comum, para que, pela invocação da bênção divina, chegue a bom termo o projecto iniciado.
 
Para melhor conseguir este objectivo, a celebração deve ser adaptada às circunstâncias.

 
196. Quando o noivado se celebra na intimidade das duas famílias somente, um dos pais pode presidir oportunamente à celebração da bênção. Mas se está presente o sacerdote ou o diácono, a ele pertence mais propriamente o ministério da presidência, contanto que se torne bem claro para os presentes que não se trata da celebração do Matrimónio.

 
197. Este rito de bênção pode ser utilizado pelos pais, ou por um sacerdote ou um diácono ou outro leigo, que podem adaptar às circunstâncias cada uma das suas partes, conservando sempre a sua estrutura e os seus elementos principais.

 
198. Esta celebração pode utilizar-se também, quando, começado o tempo do noivado, os noivos se reúnem para uma preparação catequética antes da celebração do Matrimónio. Contudo, nunca se deve unir a bênção peculiar dos noivos à celebração da Missa.
 
 


 
RITOS INICIAIS
 
  
CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO
 
   
 

199. Reunidas as famílias, aquele que preside diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Todos se benzem e respondem:
 
Amen.
 
 

200. Em seguida o ministro, se é sacerdote ou diácono, saúda os presentes, dizendo:
 
A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos amou e Se entregou por nós,
 
estejam convosco.
 
ou outras palavras apropriadas, de preferência tomadas da Sagrada Escritura. Todos respondem:
 
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
 
ou de outro modo apropriado.
 
 

 
201. Se o ministro é leigo, saúda os presentes, dizendo:
 
Irmãos, louvemos Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos amou e Se entregou por nós.
 
Todos respondem:
 
Amen.
 
 
                           
  
202. Então o ministro prepara os presentes para receberem a bênção, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
 
Bem sabemos que a graça de Deus é necessária para todos e em todas as circunstâncias da vida; mas ninguém duvida também que esta graça é necessária aos fiéis de modo especial quando se preparam para formar uma nova família.
 
   
 
 
Por isso, para que estes nossos irmãos cresçam na mútua estima, se amem cada vez mais sinceramente e, com o oportuno convívio e a oração comum, se preparem castamente para a celebração do santo Matrimónio, imploremos para eles a bênção divina.


 
LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
 
 

203. Um dos presentes ou o próprio ministro um texto da Sagrada Escritura.
 
Jo 15, 9-12:«É este o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»
 
Escutai, irmãos, as palavras do santo Evangelho segundo São João
 
Disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
 
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei».
 
 

204. Ou
 
1 Cor 13, 4-14: «A caridade tudo crê, tudo espera, tudo suporta»
 
 
Escutai, irmãos, as palavras do apóstolo São Paulo aos Coríntios
 
A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita nem guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
 
O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. De maneira imperfeita conhec- emos, de maneira imperfeita profetizamos. Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil.
 
No presente, nós vemos como num espelho, de maneira confusa; então veremos face a face. No presente, conheço de maneira imperfeita; então conhecerei como sou conhecido. Agora, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.

 
   
 
 
    
 
205. Ou
 
Os 2, 21-26: «Desposar-te-ei com fidelidade»
 
 
Filip 2, 1-5: «Tende entre vós os mesmos sentimentos»

 
   
 
 
206. Conforme as circunstâncias, pode dizer-se ou cantar-se um salmo responsorial ou outro cântico apropriado.
 
Salmo 144 (145), 8-11.15-18 (R. cf. 9a)
 
 
R. Louvarei o Senhor, porque Ele é bom.
 
 
O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.
 
O Senhor é bom para com todos
 
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. R.
 
 
Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis.
 
Proclamem a glória do vosso reino
 
e anunciem os vossos feitos gloriosos. R.
 
 
Todos têm os olhos postos em Vós e a seu tempo lhes dais o alimento.
 
Abris as vossas mãos
 
e todos saciais generosamente. R.
 
 
O Senhor é justo em todos os seus caminhos e perfeito em todas as suas obras.
 
O Senhor está perto de quantos O invocam, de quantos O invocam em verdade. R.

 
 
207. Aquele que preside faz uma breve alocução aos presentes, explicando a leitura bíblica, para que compreendam à luz da fé o significado da celebração, de modo que a distingam claramente da celebração do Matrimónio.

 
 
208. Segue-se a oração comum. Das intercessões que aqui se propõem, aquele que preside pode escolher as que parecerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais directamente relacionadas com as circunstâncias do momento.
 
   
 
 
Invoquemos a Deus Pai, que de tal modo amou os homens que os tornou seus filhos em Cristo e os apresenta ao mundo como testemunhas do seu amor. Digamos confiadamente:
 
R. Senhor, aumentai em nós o vosso amor.
 
 
Pai santo, que, na vossa bondade infinita,
 
quereis que os vossos verdadeiros filhos, irmãos de Cristo, sejam reconhecidos por se amarem uns aos outros:                                                                                                      R.
 
 
Pai santo, que impondes aos homens o suave jugo do vosso amor, para que, aceitando-o com obediência filial,
 
encontrem a felicidade: R.
 
 
Pai santo, que unis o homem e a mulher no amor recíproco, para que a nova família formada
 
se alegre com o dom dos filhos: R.
 
 
Pai santo, que prefigurastes espiritualmente
 
a plenitude do amor dos noivos no sacramento do Matrimónio pela oblação pascal do vosso Filho, que amou a Igreja
 
e pelo seu sangue a apresentou a Vós imaculada e santa: R.
 
 
Pai santo, que chamais N. e N. à plena comunhão de amor pela qual os membros da família cristã
 
se tornam um só coração e uma só alma: R.

 
209. Antes da oração de bênção, conforme os costumes do lugar, os que celebram o noivado podem exprimir o seu compromisso com algum sinal, p.ex., com a assinatura de algum documento, a entrega de anéis ou outros dons.
 

210. Podem benzer-se os anéis ou outros dons com a seguinte fórmula:
 
 
O Senhor vos ajude a conservar estes dons que ofereceis um ao outro,
 
de tal modo que leveis a bom termo, em tempo oportuno, o que prometestes com esta doação recíproca.

 
   
 
 
ORAÇÃO DE BÊNÇÃO
 
 

211. Então aquele que preside diz, de mãos juntas, a oração de bênção; mas, se é sacerdote ou diácono, di-la de braços abertos:
 
Nós Vos louvamos, Senhor,
 
que, na vossa benigna providência,
 
inspirais e preparais estes vossos filhos N. e N. para que se amem mutuamente.
 
Fortalecei, Senhor, os seus corações, para que, guardando fidelidade entre si e agradando-Vos em todas as coisas,
 
cheguem felizmente ao sacramento do Matrimónio. Por Nosso Senhor.
 
R. Amen.

 
 
212. Ou, quando preside um sacerdote ou um diácono:
 
 
Senhor Deus, fonte de todo o amor, que, na vossa benigna providência, destinastes o encontro destes jovens, concedei-lhes a vossa graça
 
neste tempo de preparação para o Matrimónio,
 
de modo que, fortalecidos pela vossa ffi bênção celeste, progridam na estima recíproca
 
e se amem com amor sincero. Por Nosso Senhor.
 
R. Amen.

 
CONCLUSÃO
 
 

213. Então aquele que preside conclui a celebração, dizendo:
 
O Deus do amor e da paz esteja convosco, dirija os vossos passos
 
e confirme no seu amor os vossos corações.
 
R. Amen.

 
214. É conveniente terminar a celebração com um cântico apropriado.
 
 


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