04 DE NOVEMBRO - SEGUNDA-FEIRA - Liturgia Diária da Igreja Católica Apostólica Romana

"extra Ecclesiam nulla salus"
Ir para o conteúdo
MISSAL > LITURGIA DO DIA
VATICAN NEWS
Pesquisa rápida
Liturgia Diária

2ª-FEIRA DA 31ª SEMANA - TEMPO COMUM
COR LITÚRGICA: BRANCO



1a Leitura - Rm 11,29-36
 
Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos.
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 11, 29-36
Irmãos:
29 Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
30 Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em conseqüência da desobediência deles.
31 Assim são eles agora os desobedientes, para que, em conseqüência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia.
32 Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos.
33 Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos!
34 De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?
35 Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição?
36 Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém!
Palavra do Senhor.




Salmo - Sl 68 (69),30-31. 33-34. 36-37 (R. 14c)

 
R. Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

30 Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! / Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!
31 Cantando eu louvarei o vosso nome / e agradecido exultarei de alegria!
R.

33 Humildes, vede isto e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá, / se procurardes o Senhor continuamente!
34 Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, / e não despreza o clamor de seus cativos
R.

36 Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, / reconstruindo as cidades de Judá, / onde os pobres morarão, sendo seus donos.
37 A descendência de seus servos há de herdá-las, / e os que amam o santo nome do Senhor / dentro delas fixarão sua morada!
R.



Evangelho - Lc 14,12-14
 
Não convides teus amigos mas, os pobres e os aleijados.
 
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 12-14
Naquele tempo:
12 E disse também a quem o tinha convidado: 'Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa.
13 Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos.
14 Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos. '

Palavra da Salvação.





SÃO CARLOS BORROMEU, BISPO - SANTORAL
 
1a Leitura - Rm 12,3-13
 
Temos dons diferentes, de acordo com a graça que nos foi dada.
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 12, 3-13
Irmãos:
3 Pela graça que me foi dada, recomendo a cada um de vós: Ninguém faça de si uma idéia muito elevada, mas tenha de si uma justa estima ditada pela sabedoria, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
4 Como, num só corpo temos muitos membros, cada qual com uma função diferente,
5 assim nós, embora muitos, somos em Cristo um só corpo e, todos membros uns dos outros.
6 Temos dons diferentes, de acordo com a graça dada a cada um de nós: se é a profecia, exerçamo-la em harmonia com a fé;
7 se é o serviço, pratiquemos o serviço; se é o dom de ensinar, consagremo-nos ao ensino;
8 se é o dom de exortar, exortemos. Quem distribui donativos, faça-o com simplicidade; quem preside, presida com solicitude; quem se dedica a obras de misericórdia, faça-o com alegria.
9 O amor seja sincero. Detestai o mal, apegai-vos ao bem.
10 Que o amor fraterno vos una uns aos outros com terna afeição, prevenindo-vos com atenções recíprocas.
11 Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, servindo sempre ao Senhor,
12 alegres por causa da esperança, fortes nas tribulações, perseverantes na oração.
13 Socorrei os santos em suas necessidades, persisti na prática da hospitalidade.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 88(89),2-3.4-5.21-22.25 e 27 (R. cf. 2a)
 
R. Ó Senhor, eu cantarei eternamente vosso amor.
2 Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, / de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
3Porque dissestes: 'O amor é garantido para sempre!' / E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
R.
 
4 'Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
5 Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração garantirei o teu reinado!'
R.
 
21 Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado.
22 Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força.
R.

25 Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, / sua força e seu poder por meu nome crescerão.
27 Ele, então, me invocará: `Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação'!
R.

Evangelho - Jo 10,11-16
 
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 10, 11-16
Naquele tempo, disse Jesus:
11 'Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
12 O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa.
13 Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem,
15 assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas.
16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir, escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor'.
Palavra da Salvação.




Fonte: Youtube RS21
Fonte: Youtube RS21
Fonte: Youtube RS21
Reflexão - Padre João Luís Fávero - Campinas (SP)
“Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!”
Lc 14, 12-14

A refeição na casa do chefe dos fariseus serviu para que Jesus insistisse na atenção que deve ser dada aos excluídos. Convidar os pobres e marginalizados é comungar com sua causa.

Somos influenciados por uma sociedade mercantilista, onde tudo tem preço, nada se faz sem pagamento. Essa mentalidade afeta também os cristãos. Jesus nos convida a caminhar na gratuidade. Essa é a lição que o Evangelho de hoje nos apresenta.

O ensinamento de Jesus é sempre fazer o bem aos que não podem retribuir na mesma proporção. Acudir generosamente os pobres e praticar a caridade desinteressada são exercícios recomendáveis, para quem quer aprender com Jesus, que tudo ofereceu, sem esperar nada em troca.

Quando convidados por interesse, ali está nossa miserável recompensa. Porém, quando a gratuidade está na raiz do nosso convite ou ação, a recompensa vira do alto. A gratuidade é o grande dom de Deus, o único capaz de retribuir além da nossa expectativa.

A sabedoria divina lembra: “Recebemos de graça, de graça também devemos dar”. É a gratuidade divina do amor. É a possibilidade de experimentar a alegria da gratuidade e saber que seremos beneficiados com a recompensa na “ressurreição dos justos”.

Rezemos: Senhor, reforça a minha atenção com os empobrecidos e aqueles que mais precisam, que não podem retribuir, que eu seja generoso e fraterno.  

Deus abençoe você e sua família.
Reflexão - Frei Rinaldo Stecanella, osm
Bom dia. Deus abençoe você nesta nova jornada de Segunda-feira. Que sua semana seja repleta de bençãos e de grandes vitórias. O Senhor vai estar com você em todos os seus atos. Faça o bem, faça o que é certo...faça o que agrada o Senhor...e Ele vai recompensar cada gesto de amor e paz que você realizar. Hoje à noite vou rezar a Missa da Saúde (São Peregrino) na Paróquia Sagrada Família, em São José dos Campos. Vamos rezar pela saúde física e espiritual de nossos irmãos e irmãs mais fragilizados.



É a vós que eu dirijo a minha prece; *
de manhã já me escutais!
Desde cedo eu me preparo para vós, *
e permaneço à vossa espera. (Salmo 5)


Com carinho e bênçãos
Frei Rinaldo, osm
ORAÇÃO



“Porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado” (Lc 14,11).

Jesus sempre se revelou muito livre, transitando por mesas de diferentes pessoas. É muito inspirador ter em conta o contexto do evangelho deste domingo. Ele nos revela, mais uma vez, Jesus participando de uma refeição, convidado por “um dos chefes dos fariseus” da região. É uma refeição especial de sábado, preparada desde a véspera com todo esmero. Como é costume, os convidados são amigos do anfitrião, fariseus de grande prestígio, doutores da lei, modelos de vivência religiosa para todo o povo.

Jesus já era uma pessoa muito conhecida e muito discutida. Seguramente a intenção deste convite era comprometê-lo diante dos demais convidados.

Mas temos a impressão que Jesus não se sente cômodo neste ambiente; sente falta de seus amigos, os pobres, aqueles que encontra mendigando pelos caminhos, aqueles que nunca são convidados por ninguém, aqueles que não contam: excluídos da convivência, esquecidos pela religião, desprezados por quase todos.

Sabemos que Jesus sempre se fez presente no lugar onde se encontravam aqueles que não tinham “lugar”, os “deslocados”, os socialmente rejeitados e que eram a razão de seu amor e do seu cuidado; fez-se solidário com os “sem lugares” e abriu para eles um “novo lugar” no Reino do Pai.

Na Galileia, Jesus teve suas preferências e escolheu o seu “lugar”, o lugar entre os mais pobres, vítimas daqueles que se faziam donos dos lugares.

Os evangelhos destacam que Jesus, na sua vida e missão, sempre deu grande importância às refeições em comum, mesas de partilha, mesas festivas... É neste ambiente de comunhão que o Reino se visibiliza e antecipa o sentido da refeição plena, preparada pelo Pai.

É a partir desse ato sagrado que podemos olhar o outro mais de perto, escutá-lo mais de perto, senti-lo mais de perto... pois “a comida, o alimento de nossas refeições, não é somente o que aparenta, mas, remete a algo que está atrás de si, para além de si. Portanto, o gesto de sentar-se à mesa para comer revela um tipo de relação social de um determinado grupo humano” (Manuel Díaz Mateos).

O Reino de Deus, ao se fazer presente, desperta em nós a mística da mesa que alimenta uma vida que se faz doação, como o pão que é partilhado: a amizade, a convivência, a acolhida...

Sentar-se à mesa com o outro é descobrir-se vivo, corpo pulsante, latente, carente.

Mas é também descobrir um outro tipo de alimento, que só pode ser colhido na delicadeza da inter-relação, da inter-comum-união com o outro. E a vida floresce em plenitude quando está impregnada de amor e gratuidade, sem competição de “egos” e nem desejos de protagonismo.

No texto do evangelho deste domingo, encontramos duas pequenas parábolas. Uma se refere aos convidados; outra diz respeito ao anfitrião. Em ambos os casos, Jesus nos propõe uma maneira diferente de compreender as relações humanas. Ele quer deslocar comportamentos que consideramos normais, para entrar em uma nova dinâmica, que nos leva a mudar a escala de valores do mundo.

Na primeira imagem, não se trata de um simples ato de educação para receber elogios. Jesus parte de um modo de proceder generalizado (buscar os primeiros lugares) como ocasião para apresentar uma visão diferente e mais profunda da humildade. Colocar-se no último lugar não deve ser uma estratégia para conseguir maior admiração e honra. A frase “quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”, pode levar-nos a uma falsa interpretação.

Jesus aconselha não buscar as honras e o prestígio diante dos outros, como meio para fazer-se valer. Condena toda vanglória e vaidade como contrárias à sua mensagem.

O convite a “sentar no último lugar” revela um enfoque nem sempre percebido em seu sentido profundo. Ele revela aos participantes da refeição um “novo ângulo” ou um novo modo de ver as coisas: não a partir do lugar dos comensais, mas a partir da perspectiva de quem não está sentado à mesa.

O gesto de Jesus convida a fazer um deslocamento, ou seja, ocupar o lugar da pessoa que não participa da mesa. Que novidade se percebe a partir deste lugar?

Portanto, olhar a refeição a partir do ângulo de quem está no último lugar muda totalmente as perspectivas. Jesus revela, então, um “novo ângulo” ou um novo modo de “olhar as pessoas”: não a partir do lugar do poder, mas a partir da perspectiva dos fracos e indefesos.

Não é comum prestar atenção ao lugar ocupado pelo outro, sobretudo o outro que pensa e sente diferente; é normal perceber, delimitar, defender e fechar-se no próprio lugar. Isso se faz de maneira tão zelosa que nem se vê aquilo que está para além do próprio lugar. São grandes os riscos de se viver em horizontes tão estreitos. Tal estreiteza aprisiona a solidariedade e dá margem à indiferença, à insensibilidade social, à falta de compromisso com as mudanças que se fazem urgentes. O próprio lugar se torna uma couraça e o sentido do serviço some do horizonte inspirador de tudo aquilo que se faz.

Para isso é preciso uma “mudança de lugar”, um deslocamento para baixo, em direção aos pequenos. Quem “desce” encontra-se com Jesus. Quem acolhe um “pequeno” está acolhendo o “maior”, o próprio Jesus.

A segunda parábola apresenta um matiz diferente. Antes de despedir-se, Jesus se dirige àquele que o tinha convidado. Não é para agradecer-lhe o banquete, mas para sacudir sua consciência e convidá-lo a viver um estilo de vida menos convencional e mais humano. “Não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos. Convida os pobres, aleijados, coxos, cegos...”

Mais uma vez Jesus se esforça por humanizar a vida, rompendo esquemas e critérios de atuação que nos podem parecer muitos respeitáveis, mas que, no fundo, estão indicando nossa resistência a construir esse mundo mais humano e fraterno, querido por Deus.

Normalmente vivemos instalados em um círculo de relações familiares, sociais, políticas ou religiosas com as quais nos ajudamos mutuamente a cuidar de nossos interesses, deixando fora aqueles que nada podem trazer. Convidamos para ter acesso à nossa vida àqueles que, por sua vez, podem nos convidar.

Jesus não quer dizer que fazemos mal quando convidamos os familiares e amigos para uma refeição. Ele quer dizer que estes convites não vão mais além do egoísmo amplificado àqueles que são do nosso círculo. Essa atitude para com os amigos não é sinal do amor evangélico. O amor que Jesus nos pede precisa ir mais além do sentido comum, dos sentimentos ou do interesse pessoal. A demonstração de que entramos na dinâmica do Reino está em que buscamos o bem dos outros sem esperar nada em troca.

A gratuidade é a marca do Reino.

A reflexão bíblica é elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o evangelho do 22° Domingo do Tempo Comum - Ciclo C (01/09/2019) que corresponde ao texto bíblico de Lucas 14,1.7-14.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/
FEVEREIRO
DOM
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
SÁB





1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
181920212223
2425262728

- DEDICADO À VIRGEM MARIA -
Voltar para o conteúdo