4ª-feira da 32ª Semana Do Tempo Comum - Liturgia Diária da Igreja Católica Apostólica Romana

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Liturgia de Hoje
4ª-feira da 32ª Semana Do Tempo Comum
11 de Novembro de 2020 - Cor: Branco





1ª Leitura - Tt 3,1-7

Outrora éramos extraviados,
mas por sua misericórdia ele nos salvou.

Leitura da Carta de São Paulo a Tito 3,1-7

Caríssimo:

1 Admoesta a todos
que vivam submissos aos príncipes e às autoridades,
que lhes obedeçam e estejam prontos para qualquer boa obra.

2 Não injuriem a ninguém, sejam pacíficos, afáveis
e dêem provas de mansidão para com todos os homens.

3 Porque nós outrora éramos insensatos,
rebeldes, extraviados,
escravos de toda sorte de paixões e prazeres,
vivendo na maldade e na inveja,
dignos de ódio e odiando uns aos outros.

4 Mas um dia manifestou-se a bondade de Deus, nosso Salvador,
e o seu amor pelos homens:

5 Ele salvou-nos não por causa dos atos de justiça
que tivéssemos praticado,
mas por sua misericórdia;
quando renascemos e fomos renovados no batismo
pelo Espírito Santo,

6 que ele derramou abundantemente sobre nós
por meio de nosso Salvador Jesus Cristo.

7 Justificados, assim, pela sua graça,
nos tornamos na esperança herdeiros da vida eterna.

Palavra do Senhor.





Salmo - Sl 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)

R. O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.

1 O Senhor é o pastor que me conduz;*
não me falta coisa alguma.
2 Pelos prados e campinas verdejantes*
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha,*
3a e restaura as minhas forças.
R.

3b Ele me guia no caminho mais seguro,*
pela honra do seu nome.
4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,*
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,*
eles me dão a segurança!
R.

5 Preparais à minha frente uma mesa,*
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,*
e o meu cálice transborda.
R.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me,*
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei*
pelos tempos infinitos.
R.




Evangelho - Lc 17,11-19

Não houve quem voltasse para dar glória
a Deus, a não ser este estrangeiro.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17,11-19

11 Aconteceu que, caminhando para Jerusalém,
Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia.

12 Quando estava para entrar num povoado,
dez leprosos vieram ao seu encontro.
Pararam à distância,

13 e gritaram: 'Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!'

14 Ao vê-los, Jesus disse:
'Ide apresentar-vos aos sacerdotes.'
Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados.

15 Um deles, ao perceber que estava curado,
voltou glorificando a Deus em alta voz;

16 atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra,
e lhe agradeceu.
E este era um samaritano.

17 Então Jesus lhe perguntou:
'Não foram dez os curados?
E os outro nove, onde estão?

18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus,
a não ser este estrangeiro?'

19 E disse-lhe: 'Levanta-te e vai! Tua fé te salvou.'

Palavra da Salvação.






Reflexão - Pe. João Luís Fávero
“O Senhor é o pastor que me conduz”
Lc 17, 11-19

A gravidade da doença (lepra) engrandece o gesto do terapeuta (Jesus) e salienta a falta de gratidão da maioria dos agraciados.

Segundo o Levítico, o leproso ficava impedido de participar do culto religioso e da vida social. Uma cruel marginalização, que obrigou os dez leprosos gritarem para Jesus.

Considerada contagiosa e incurável, a lepra mantinha seus portadores afastados do convívio humano. Os sacerdotes tinham a tarefa de inspecionar a pureza das pessoas e, se fosse o caso, excluí-las.

Os dez leprosos mantem-se à distância e pedem a compaixão de Jesus, que exige deles um ato de fé. Sem ainda serem curados, pede que se apresentem aos sacerdotes; estes comprovarão a veracidade da cura.

No caminho, os dez se veem purificados da doença, mas apenas um retorna “glorificando a Deus”, e o faz em “alta voz”, a fim de que todos participem da sua alegria e se conscientizem do poder de Deus. E este era um samaritano. O agradecimento trouxe a ele uma graça maior: a fé.  

Os outros nove envolvidos no cumprimento da Lei esqueceram o dever da gratidão. Estavam interessados somente na própria cura: uma vez conseguida, partiram para suas vidas.

De um lado, estão os que se mostram incapazes de reconhecer a bondade do Pai, mostrada de tantos modos na caminhada da vida, os que se bastam a si mesmo. De outro estão os de coração agradecidos, que sabem reconhecer os mínimos sinais da bondade divina em sua vida, sabem louvar e agradecer a Deus e o próximo que lhe estende a mão e oferece socorro.

Deus não depende de agradecimentos para fazer dos seres humanos destinatários de sua misericórdia. Entretanto, o reconhecimento dos benefícios recebidos, expresso com as palavras devidas, é um sinal da graça agindo no coração humano. É a força salvadora da fé, gerando gratidão.

Rezemos: Senhor, que eu tenha um coração agradecido, e saiba manifestar gratidão pela misericórdia recebida, um presente de Deus.

Deus abençoe você e sua família.
Um Abraço,
Pe. João Luiz
Reflexão - Frei Rinaldo Stecanella, osm
Bom dia. Deus abençoe você nessa nova jornada de quarta-feira que está começando. Que a Luz do Espírito Santo de Deus ilumine cada um dos seus passos no dia de hoje.
Que todas as suas atividades sejam protagonizadas por você e abençoadas por Deus.


Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar".  
Josué 1,9

Com carinho e bençãos
Frei Rinaldo, osm



Hoje recordamos São Martinho de Tours
Nasceu em 316 na Panônia (atual Hungria), numa família pagã que da parte do pai (oficial do exército romano) fez de Martinho um militar, enquanto o Pai do Céu o estava fazendo cristão, já que começou a fazer o Catecumenato.
Certa vez quando militar, mas ainda não batizado, Martinho partiu em duas partes seu manto para dá-lo a um pobre, e assim Jesus aparece-lhe durante a noite e disse-lhe: “Martinho, principiante na fé, cobriu-me com este manto”. Então este homem de Deus foi batizado e abandonou a vida militar para viver intensamente a vida religiosa e as inspirações do Espírito Santo para sua vida.
Com a direção e ajuda do Bispo Hilário, Martinho tornou-se monge, Diácono, fundador do primeiro mosteiro na França e depois sacerdote que formava os seus “filhos” para a contemplação e ao mesmo tempo para a missão de evangelizar os pagãos; diferenciando-se com isso dos mosteiros do Oriente.
Por ser fiel no pouco, São Martinho recebeu o mais, que veio com a sua Ordenação para Bispo em Tours. Isto não o impediu de fundar ainda muitos outros mosteiros a fim de melhor evangelizar sua Diocese. Entrou no Céu em 397.
São Martinho de Tours, rogai por nós!
(fonte CN)
- DEDICADO À VIRGEM MARIA -
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