4ª-feira da 29ª Semana Do Tempo Comum - Liturgia Diária da Igreja Católica Apostólica Romana

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Liturgia de Hoje
4ª-feira
29ª Semana Do Tempo Comum
21 de Outubro de 2020
Cor: Verde





1A LEITURA - EF 3,2-12


O mistério de Cristo, Deus acaba de o revelar agora: os pagãos são admitidos à mesma herança.


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 3, 2-12

Irmãos:

2 Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito,

3 como, por revelação, tive conhecimento do mistério, tal como o esbocei rapidamente. Ao ler-me, podeis conhecer a percepção que eu tenho do mistério de Cristo.

5 Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas:

6 os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.

7 Disto eu fui feito ministro pelo dom da graça que Deus me concedeu no exercício do seu poder.

8 Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo.

10 Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus,

11 de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor.

12 Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança.

Palavra do Senhor.





SALMO - IS 12,2-3.4BCD.5-6 (R. CF. 3)


R. Com alegria bebereis do manancial da salvação.


2 Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; /
o Senhor é minha força, meu louvor e salvação.
3 Com alegria bebereis do manancial da salvação.
R.


4B e direis naquele dia: 'Dai louvores ao Senhor,
4 Cinvocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas,
4 Dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime
R.


5 Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, /
publicai em toda a terra suas grandes maravilhas!
6 Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, /
porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!'
R.





EVANGELHO - LC 12, 39-48


A quem muito foi dado, muito será pedido.


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 39-48

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

39 Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa.

40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes'.

41 Então Pedro disse: 'Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?'

42 E o Senhor respondeu: 'Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa?

43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim!

44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens.

45 Porém, se aquele empregado pensar: 'Meu patrão está demorando', e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se,

46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.

47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes.

48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!

Palavra da Salvação.





FONTE: YOUTUBE
Reflexão - Pe. João Luís Fávero
“Com alegria beberei nas fontes da salvação”.
Lc 12, 39-48

Não basta estar acordado, é necessário estar vigilantes. “Fiquem preparados” para a chegada do Filho do Homem. Mediante parábolas, Jesus convida a todos a se manterem vigilantes nas obras do Senhor.

A comunidade é convidada a ficar preparada para o retorno de Jesus, pois, ninguém sabe o dia de deixar de cuidar da vida cotidiana. Porém, nossa obra não está acabada e devemos aproveitar o tempo e ir amadurecendo a nossa opção, nosso projeto. A caminhada cristã exige dinamismo.

Aos líderes religiosos, porém, Jesus acrescenta séria recomendação, pois correm o perigo de se envolverem com as coisas deste mundo e descuidarem do rebanho. Podem abusar da posição que ocupam e comecem a “espancar, a comer, a beber e a se embriagar”. Isto é, oprimir, explorar (embriagues do poder).

“A quem muito foi confiado, muito mais será exigido”. Os que recebem mais devem ajudar os que receberam menos.

São Paulo nos indica como deve ser o administrador fiel: “Fui feito ministro pelo dom da graça... eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar a insoldável riqueza de Cristo”. Deixa claro os três aspectos da graça que Cristo confere aos discípulos: Um chamado, uma revelação e uma missão.

O servo prudente e fiel e aquele que conheceu a vontade de seu Senhor e agiu conforme a sua vontade. E tem consciência de sua responsabilidade missionária. “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9, 16).

Rezemos: Senhor, quero ser disponível; ensina-me a servir!

Deus abençoe você e sua família.
Um Abraço,
Pe. João Luiz
Reflexão - Frei Rinaldo Stecanella, osm
Bom dia. Deus abençoe sua nova jornada de quarta que está começando. Que seja um dia abençoado, repleta de paz, grandes vitórias e conquistas. Você merece! Convide o Senhor para caminhar com você...Ele vai gostar de ser chamado e vai retribuir com bençãos e graças. Vamos rezar juntos...

Entrega o teu caminho ao Senhor;
confia nEle, e Ele tudo fará.
Salmo 37,5

Deus abençoe
Com carinho e bençãos
Frei Rinaldo,osm
AUDIÊNCIA GERAL DO PAPA - 21/10/2020
O Papa na Audiência Geral: a oração é a salvação do ser humano

"Para aprender este modo de rezar, o Saltério é uma grande escola. Vimos que os Salmos nem sempre usam palavras requintadas e amáveis, e muitas vezes têm as cicatrizes da existência", disse Francisco na catequese da Audiência Geral.



Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (21/10), o Papa Francisco prosseguiu com a segunda parte do tema “A oração dos Salmos”.

Francisco iniciou, dizendo aos fiéis presentes na Sala Paulo VI, que devemos mudar a maneira de realizar a Audiência Geral por causa do coronavírus. “Vocês estão separados, com proteção, usando máscara, e eu estou aqui um pouco distante. Não posso fazer como antes me aproximar de vocês, pois toda vez que eu me aproximo, vocês de juntam e se perde a distância de segurança e tem perigo para vocês de contágio. Portanto, nos saudaremos de longe, mas saibam que estou próximo a vocês com o coração”, frisou.

A seguir, o Papa agradeceu o testemunho de uma mãe que acudia e amamentava seu filho que chorava durante a Audiência Geral: “Deus faz assim conosco, como essa mãe que com ternura procurava acalmar a criança. São imagens muito bonitas! Quando uma criança chora na Igreja, devemos sentir que ali tem a ternura de uma mãe que é o símbolo da ternura de Deus conosco. Nunca calar uma criança que chora na Igreja, porque é a voz que atrai a ternura de Deus. Obrigado pelo seu testemunho”, disse ainda Francisco.

O Saltério apresenta a oração como a realidade fundamental da vida
“Hoje completamos a catequese sobre a oração dos Salmos. Primeiramente, notamos que nos Salmos aparece frequentemente uma figura negativa, a do “ímpio”, ou seja, aquele ou aquela que vive como se Deus não existisse. É a pessoa sem nenhuma  referência ao transcendente, sem nenhum impedimento à sua arrogância, que não teme o julgamento sobre o que pensa e o que faz”, frisou o Papa.

Por esta razão, o Saltério apresenta a oração como a realidade fundamental da vida. A referência ao absoluto e ao transcendente - a que os mestres da ascese denominam o “temor sagrado de Deus” - é o que nos torna plenamente humanos, é o limite que nos salva de nós mesmos, impedindo que nos aventuremos nesta vida de modo predatório e voraz. A oração é a salvação do ser humano!

Segundo o Pontífice, “existe também uma oração falsa, uma prece feita apenas para ser admirado pelos outros. As pessoas que vão à missa só para mostrar que vão à missa, que são católicos, ou para mostrar a última roupa que compraram, para se mostrar socialmente, vão a uma oração falsa. Jesus advertiu fortemente a este respeito. Mas quando o verdadeiro espírito de oração é acolhido com sinceridade e entra no coração, então nos faz contemplar a realidade com o olhar do próprio Deus”.

Quando rezamos, tudo adquire “profundidade”. Isso é algo curioso. Na oração, talvez começamos com uma coisa sutil, mas na oração adquire espessura, adquire peso. Deus pega a oração pela mão e a transforma. O pior serviço que pode ser prestado, a Deus e também ao homem, é rezar com tédio, de maneira habitual. Rezar como um Papagaio. Não! Reza-se com o coração. A oração é o centro da vida. Se houver oração, o irmão, a irmã, também se torna importante. Alias, também os inimigos. Um antigo ditado dos primeiros monges cristãos reza: «Abençoado é o monge que, depois de Deus, considera todos os homens como Deus». Quem adora a Deus, ama os seus filhos. Quem respeita a Deus, respeita os seres humanos.

A oração responsabiliza cada um de nós
Para Francisco, “a oração não é um calmante para aliviar as ansiedades da vida; ou, contudo, uma prece desse tipo não é certamente cristã. Ao contrário, a oração responsabiliza cada um de nós. Vemos isto claramente no “Pai-Nosso”, que Jesus ensinou aos seus discípulos”.

“Para aprender este modo de rezar, o Saltério é uma grande escola”, ressaltou o Papa. “Vimos que os Salmos nem sempre usam palavras requintadas e amáveis, e muitas vezes têm as cicatrizes da existência. No entanto, todas estas orações foram utilizadas primeiro no Templo de Jerusalém e depois nas sinagogas; até as mais íntimas e pessoais.”

Inclusive os salmos na primeira pessoa do singular, que confidenciam os pensamentos e os problemas mais íntimos de um indivíduo, são patrimônio coletivo, o ponto de serem recitados por todos e para todos. A oração dos cristãos tem este “respiro”, esta “tensão” espiritual que mantém unidos o templo e o mundo. A prece pode começar na penumbra de uma nave, mas depois acaba a sua corrida pelas ruas da cidade. E vice-versa, pode germinar durante os afazeres diários e encontrar o seu cumprimento na liturgia. As portas das igrejas não são barreiras, mas “membranas” permeáveis, disponíveis para acolher o clamor de todos.

De acordo com o Papa, “o mundo está sempre presente na oração do Saltério. Os Salmos, por exemplo, dão voz à promessa divina de salvação dos mais frágeis. Por exemplo: «Por causa da aflição dos humildes e dos gemidos dos pobres, levantar-me-ei - diz o Senhor - para lhes dar a salvação que desejam». Ou alertam para o perigo das riquezas mundanas, porque diz «o homem que vive na opulência e não reflete é semelhante ao gado que se abate». Ou, ainda, abrem o horizonte ao olhar de Deus sobre a história: «O Senhor desfaz os planos das nações pagãs, reduz a nada os projetos dos povos. Só os desígnios do Senhor permanecem eternamente, os pensamentos do seu coração por todas as gerações»”.

Não cair na tentação da “impiedade"
Onde está Deus, deve estar também o homem. A Sagrada Escritura é categórica: «Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro. Ele vai sempre antes de nós. Ele sempre espera por nós porque nos ama primeiro, nos olha primeiro, nos entende primeiro. Ele espera sempre por nós. Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.

Se você reza muitos Terços por dia, mas depois fala dos outros, tem rancor dentro de si, odeia os outros, isto é puro artifício, não é verdade, não é consistente. De Deus recebemos este mandamento: aquele que amar a Deus, ame também ao seu irmão». A Escritura admite o caso de uma pessoa que, mesmo procurando sinceramente a Deus, nunca consegue encontrá-lo; mas afirma também que nunca se pode negar as lágrimas dos pobres, sob a pena de não encontrar a Deus. Deus não suporta o “ateísmo” daqueles que negam a imagem divina impressa em cada ser humano. Aquele ateísmo de todos os dias: acredito em Deus, mas com os outros à distância e me permito odiar os outros. Isto é ateísmo prático.

“Deixar de a reconhecer a pessoa humana como imagem de Deus é um sacrilégio, uma abominação, é a pior ofensa que se pode levar ao templo e ao altar”, concluiu o Papa. Que a oração dos Salmos nos ajude a não cair na tentação da “impiedade”, ou seja, de viver, e talvez até de rezar como se Deus não existisse, como se os pobres não existissem”, concluiu o Papa.

Reportagem de Mariangela Jaguraba
Fonte - Vatican News

- DEDICADO À VIRGEM MARIA -
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