Hora - Liturgia Católica Apostólica Romana

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HORA



Na longa série dos "tempos" e dos "momentos" que constitu,em e preenchem a duração, a consciência bíblica descobre instantes privilegiados. São eles: "os tempos todos "nas mãos de Deus" (SI 31,16); "os dias" dos Baals (Os 2,15) ou, de modo mais freqüente, do Senhor (Am 5,18-20); há também "anos" e "meses" (Ap 9,15) e, finalmente, "horas" (Mc 13,32-33).

De maneira geral, no NT, a hora é o momento  em que se realiza ou a vocação de uma·criatura ou um acontecimento determinado por Deus. Assim se fala da hora da mulher que vai dar à luz (Jo 16,21), da hora dos judeus que vêm prender Jesus (Lc 22,53).

Usa-se o mais das vezes o termo "hora" em sentido escatológico: a respeito da parusia (Mt 24,36; Me 13,32), que João chama "a última hora" (lJo 2,18).

O IV Evangelho foi o que mais utilizou este termo e lhe atribui um significado riquíssimo. Por um tempo, ainda não é a Hora (2,4; 7,30; 8,20); a Hora "vem" (4,21). Está muito próxima, no dia dos Ramos: "Salva-me desta horal" (12,27). Enfim, "é chegada a Hora" (12,23). Esta hora, também os cristãos a conhecem e vivem: "a Hora ... já chegou"(4,23 e 5,25).

Qual o conteúdo desta Hora excepcional? É o momento em que "o Filho do Homem será glorificado" (12,23), a era nova iniciada por esta Hora. Mas a "glorificação" de Jesus se realiza na paixão. E não se pode compreender a paixão enquanto não se vê o seu ponto alto na ressurreição-exaltação celeste, dom do Espírito. A Hora é o momento em que se realiza plenamente o "Mistério pascal", quando Jesus "passa" "deste mundo para o Pai" (13,1).

Não se poderia adiantar esta Hora (2,4); no entanto na oração de Maria, a Igreja obtém que se antecipe "sacramentalmente" a sua expressão, provocando ao mesmo tempo uma manifestação antecipada da glória de Jesus (2,11). A Hora é a de um acontecimento salvífico que é revelação para os discípulos: um maior conhecimento do Pai, obtido graças ao dom do Espírito (16,25; cf. I Jo 3,2), ao qual se une uma adoração de um tipo novo, praticado "em Espírito e Verdade" (Jo 4,21.23). Esta é a adoração conhecida e posta em prática pelos cristãos (16,3-4; I Jo 2,18).


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